28 janeiro 2026
Resumindo a história. Queria um carro novo direto da concessionária, mas sem essa de «premium, status, pagar a mais pelo emblema». Já tive um Solaris antes, rodei bastante com ele e, sinceramente, cansei. Os preços agora estão absurdos, parece que virou quase carro de executivo e não mais popular. No fim o Accent 2024 saiu mais barato, parecia mais novo e, principal, estava disponível na hora. Sem fila de espera, sem «liga daqui um mês». Fui, olhei, pensei uns 20 minutos e disse: beleza, vamos fechar. Nos primeiros dias depois de sair da loja parecia que eu tinha comprado um brinquedo novo. Sentado lá, sentindo o cheiro de plástico novo, dirigindo devagar e pensando «caramba, é carro zero mesmo». Comparado ao meu Solaris 2018, esse Accent era mais silencioso, mais macio, direção mais leve — menos esforço no volante. O painel digital irritou no começo — tô acostumado com ponteiros, olhei errado umas duas vezes e achei que a velocidade era uma coisa quando na verdade era outra. Mas acostuma rápido. No geral não é um «uau uau», é mais uma evolução tranquila, tipo trocar celular velho por novo: sem choque, mas gostoso. Na cidade ele se sente em casa. Pequeno, ágil, não estressa no trânsito, passa onde precisa, estacionar é tranquilo. Consumo me surpreendeu mesmo — dirigindo normal, sem pisar fundo, 5.8–6.2 l/100 km tranquilo. Até no inverno não passou de 7.5, ótimo pra carro novo. Na estrada até 120 vai de boa, firme, relaxado. Depois disso vem o barulho normal — pneus, vento — mas se não for correr tipo Autobahn, aguenta. Teve uns momentos engraçados do dia a dia. No Ano Novo levamos uma árvore de Natal gigante, uns 2.5 metros. Já ia amarrar no teto, mas reclinei os bancos traseiros e coube dentro. Sim, galhos pra fora, sim, aspirei o interior depois, mas as crianças riram e disseram que o carro ficou «natalino». Depois levei minha sogra pro aeroporto: malas, malão, sacolas — tudo entrou. Ela ficou surpresa de verdade: «achei que não tinha espaço nenhum aqui». Pois é, tem sim. Claro que tem defeitos. Em frio, primeiros minutos o motor funciona estranho, parece que falha um pouco, depois aquece e fica normal. O ar-condicionado não é perfeito: com +35 lá fora, atrás quase não sente o frio e os passageiros reclamam. Plástico das portas range às vezes, principalmente abaixo de -10, dá pra sentir que é carro popular. E o banco de trás é apertado: joelhos quase encostando no encosto da frente, gente alta já reclama na hora. No geral, sem exageros: é um carro decente pelo preço. Sem pose, sem efeitos «uau», mas também sem dor de cabeça constante. Liga todo dia, anda, até agora sem quebra (tomara), economiza combustível, visual moderno. Pra cidade, trabalho, chácara — perfeito. Não é o sonho da vida, mas também não é compra que dá arrependimento. Por enquanto dirijo tranquilo e satisfeito, o resto o tempo mostra.
28 janeiro 2026
Comprei esse Accent sem pensar muito, só precisava de algo barato, que não desse problema o tempo todo e que não me envergonhasse ao ir trabalhar de manhã. Olhei um monte de opções: Logan, Rio, Polo, até uma Corolla antiga. Mas no fim fiquei com o Accent: ano 2020, um dono só, estado realmente bom e o preço caiu bastante depois de toda a pandemia. Resolvi levar e pronto, não fazia sentido ficar esperando o «carro dos sonhos». Nas primeiras duas semanas eu dirigia sorrindo feito bobo. O carro é pequeno, muito ágil, direção leve, estacionar é moleza — nem precisa pensar. Depois do meu velho nove russo, isso aqui era outro mundo: lá o volante era duro como pedra, aqui é macio, meio “borrachudo”, mas bem gostoso. A única coisa que irritava no começo eram os bancos planos, minhas costas cansavam rápido. Depois me acostumei e nem percebia mais. Na cidade é uma delícia. Você passa entre os carros sem esforço, no semáforo sai na frente se quiser, consumo na faixa de 6–6,5 l/100 km se não pisar fundo. Na estrada já é menos animador. Acima de 120 km/h começa o barulho — caixas de roda, retrovisores, tudo zunindo, aumenta o som e mesmo assim mal ouve. Ultrapassar caminhão dá um frio na barriga, tem que planejar antes. Mas se rodar tranquilo a 100–110 km/h, dá pra viver bem. No verão levei minha sogra da chácara: enchemos o porta-malas de batata, tomate, potes… coube tudo, ainda jogamos umas sacolas por cima. Ela depois falou: «achei que nada ia caber nesse carro pequeno». Rimos bastante. Depois um amigo pediu ajuda pra levar um sofá da casa da avó. Falei que não sabia se dava, mas íamos tentar. Reclinei os bancos de trás, uma ponta do sofá dentro, a outra saindo pelo porta-malas — chegamos, mas em cada curva eu rezava pra não cair nada. Sinceramente, irrita que em frio ele demora uns dois minutos pra responder, parece que fica pensando se vai ou não. No inverno o consumo sobe pra 8–8,5 l/100 km mesmo dirigindo igual. As portas de trás às vezes precisam de uma batida forte pra fechar direito. E o plástico range um pouco, principalmente quando está frio. No geral é um carro de trabalho honesto. Não é «uau», não é pra mostrar pros outros, mas também não é «que merda eu comprei». Anda, até hoje não quebrou (tomara), bebe pouca gasolina, IPVA barato. Pra cidade, chácara e rodar por aí nos próximos 5–7 anos — é uma ótima opção. Depois a gente vê, talvez queira algo mais parrudo, mas por enquanto tô de boa dirigindo.
27 janeiro 2026
Comprei o i30 no início de 2025 porque o meu velho Focus 2013 já estava a dar comigo em doido — bebia óleo, avariava, rangia… e com a gasolina a 58–60 hryvnias o litro, deixou de ser romântico e virou castigo. Queria algo mais recente que não sugasse dinheiro, com garantia e sem surpresas. Não considerei carros chineses por princípio (embora agora já estejam bons), e li que os Hyundai duram muito e não dão problemas. Consumo baixo, aspeto decente, sem vergonha. Vi o interior — a minha mulher disse logo: «Pelo menos não parece táxi». E foi isso que decidiu. Nos primeiros dias andava com um sorriso parvo. O carro é silencioso, macio, nada treme, aceleras e ele vai sem solavancos nem dramas. Sentes-te sentado e pensas: onde está o cheiro a gasolina, as vibrações, a sensação de que algo vai cair? Comparado com o Focus a diferença é enorme: aquele era duro, barulhento, a caixa saltava como louca, aqui este “variador ou o que quer que seja” funciona suave, nunca te stressa. Sim, no início parecia um brinquedo, muito plástico, mas habituas-te depressa. É como comprar um casaco novo: não é o sonho, mas é confortável e prático. Na cidade o i30 é um prazer. Pequeno, ágil, nos engarrafamentos de Lviv ou Odessa passas sem palavrões nem manobras a mais. O consumo anima — 5,8–6,5 litros se não fizeres de piloto. Na autoestrada aguenta 140 calmamente, mas para ultrapassar às vezes tens de pôr o pé a fundo, sobretudo com o ar condicionado a dar. A suspensão não é fofinha, bate nos buracos — especialmente nas nossas “estradas” —, mas até agora nada se partiu nem rangeu. Para o dia a dia é ideal: trabalho, miúdos, compras, tudo rápido, simples e sem stress. Recentemente fomos em família — eu, a mulher e os dois rapazes — visitar a sogra perto de Kharkiv. Enchemos a mala de bolos, sacos e prendas até não caber mais. As crianças foram bem atrás, só o mais pequeno se queixou que “os pés batiam”, mas isso é clássico. Chegámos tranquilos, sem dramas. E há umas semanas, depois de um dilúvio, fiquei preso numa poça no parque de um centro comercial — pensei que íamos ter de empurrar. Mas não, gás leve e saí. Os outros a patinar, eu a sair — depois rimo-nos imenso com os amigos: “Olha o tração dianteira”. Claro que tem defeitos. O ruído dos pneus na autoestrada chateia mesmo — depois dos 110 o zumbido é tanto que tens de aumentar muito o rádio. O plástico interior risca com um olhar torto — as portas já têm marcas das chaves da mulher, e ela, como sempre: “A culpa é tua”. A suspensão bate forte nos buracos grandes, às vezes parece que algo vai partir. A câmera traseira na chuva é inútil, suja em um minuto, estacionas por memória e intuição. Resumindo, ando há quase um ano e até agora os prós superam os momentos de raiva. É um carro simples, económico, não avaria e não dá cabo da cabeça. Não nasceu amor eterno, mas pelo preço é uma ótima opção, sobretudo se não queres gastar gasolina aos baldes. Se tivesse de escolher outra vez — provavelmente levava o mesmo, talvez com turbo e um equipamento um pouco mais rico.
27 janeiro 2026
Comprei o CR-V em 2023, quando ficou claro que o carro anterior — um Sportage 2016 — estava começando a sugar dinheiro: uma coisa atrás da outra. Além disso a família cresceu, dois filhos, viagens constantes para fora da cidade e para as montanhas. Precisava de um carro mais espaçoso e sem surpresas de confiabilidade. Logo mirei nos japoneses — queria apenas dirigir, não viver na oficina. Depois de várias visitas e testes, ficou evidente: interior amplo, sensação de solidez, e com o desconto o preço ficou bem razoável. No fim decidi que era melhor pagar mais de uma vez por uma Honda do que ficar remendando um coreano para sempre. Nos primeiros dias foi até estranho. Posição elevada, rodar macio, bom silêncio na cabine — depois do Sportage parecia ter subido de categoria. Aquele era duro e barulhento, este é calmo e suave, como se estivesse passeando mesmo em velocidade normal. Algumas vezes achei que o motor tinha morrido de tão silencioso, mas não — apenas uma condução plana e relaxante. Sem empolgações, sem «uau», mas também sem detalhes irritantes — e isso, provavelmente, é o principal. Na cidade o CR-V se comporta com confiança: direção leve, dimensões adequadas, estacionar não é problema. Consumo no trânsito fica na faixa de 9–10 litros. Na estrada é estável, ultrapassagens previsíveis e a tração integral ajuda mesmo — especialmente na chuva e no inverno. A suspensão absorve bem o asfalto ruim e os buracos, sem barulho forte nem batidas, embora claro não finja ser um off-road. No uso diário tudo é bem pensado: espaço de sobra atrás, as crianças não se cutucam com os cotovelos, minha esposa destaca que as viagens ficaram bem mais confortáveis. No verão fomos em família para os Cárpatos: porta-malas lotado, parte das coisas no teto — coube tudo, a estrada foi tranquila. E recentemente perto de Kiev peguei gelo forte: numa subida todo mundo patinando ao redor, engatei a tração integral e subi sem drama. Um amigo ligou depois indignado perguntando como eu tinha passado por ali. Uma bobagem, mas gostoso. Tem contras também. Acima de 110 km/h surge ruído perceptível dos pneus, sobretudo em pavimento antigo. Em ultrapassagens fortes às vezes falta reserva de força — o CVT ronca e a aceleração nem sempre corresponde ao esperado. A câmera de ré suja instantaneamente na chuva, o porta-malas não tem organizadores decentes — coisas pequenas rolam de um lado para o outro. A manutenção não é barata, embora seja rara. No geral já rodo há três anos e estou satisfeito no conjunto. O carro é calmo, confiável, sem surpresas ruins. Não é perfeito, mas na relação conforto versus zero dor de cabeça — um dos melhores que já tive. Se hoje tivesse de decidir vender, provavelmente guardaria por mais alguns anos.
27 janeiro 2026
Peguei o Sandero no início de 2025 porque o velho Logan 2014 já estava se desmanchando aos poucos, e a gasolina a 60 UAH/L me cansou de vez. Queria algo novo sem pagar caro por «premium», li que a nova geração é mais econômica, o design mais moderno e o preço continuou justo. Compramos na concessionária em 5 anos de financiamento — minha esposa disse «pelo menos não é Lada», e fomos embora. Nos primeiros dias eu dirigia sorrindo feito bobo — o carro fica silencioso em marcha lenta, sem cheiro, acelera firme sem falhas. Comparava com o Logan — aquele rangia a caixa, aqui tudo mais macio, volante mais leve, senta-se mais confortável. No começo pensei «será que é alguma chinesa rebatizada», mas não, anda com confiança, nada cai. A sensação é de ter atualizado a vida por pouco dinheiro, mesmo sem ser um uau total. Na cidade é uma delícia — nos engarrafamentos de Lviv ou Kiev você passa em qualquer buraco, estaciona onde quer, consumo 5.5-6.5 se não acelerar muito. Na estrada vai bem até 130 km/h, depois o barulho de pneus e vento atrapalha conversar. Na rodovia no verão 5.2-5.5, no inverno 7-7.5 — para gasolina é conto de fadas depois do Logan velho que bebia 9-10. No dia a dia é prático — mercado, deixar as crianças na escolinha, trabalho, tudo rápido e sem estresse. Recentemente fomos quatro com minha esposa e dois filhos passar o fim de semana na casa dos meus pais perto de Vinnytsia. Enchemos o porta-malas com carrinho e bolsas, as crianças sentaram atrás normalmente, só o mais velho reclamou que «as pernas batem», mas chegamos sem briga. Há umas duas semanas peguei uma chuva forte na via de contorno — água na altura dos joelhos, todo mundo parado, e eu passei devagarinho — a altura do solo e os balanços curtos salvaram, nada molhou. O que realmente irrita é o barulho — depois de 90 km/h você grita no telefone, tem que colocar o som no máximo. O plástico é durão por todo lado, já riscou com brinquedos das crianças. O aquecedor demora a esquentar no inverno, primeiros 10 minutos sentado de gorro. E esses botões no volante — às vezes aperta o volume sem querer ou desliga o cruise, irrita às vezes. O porta-malas é meio pequeno, carrinho só entra se reclinar o encosto traseiro. Enfim, já se passaram seis meses, dirijo e estou satisfeito no geral. O carro é simples, sem frescuras, não bebe gasolina, não quebrou ainda. Não digo que me apaixonei perdidamente, mas pelo preço é uma das opções mais sensatas hoje. Se fosse comprar de novo — provavelmente o mesmo, talvez só com ar-condicionado mais forte logo de cara.
26 janeiro 2026
Comprei o Duster em 2020 porque precisava de um carro para tudo — cidade, chácara, neve no inverno, e sem me quebrar com consertos. O sedã anterior (Lacetti) já tinha me cansado — baixo, raspava em tudo no inverno, e as peças começaram a ficar caras. Olhei opções, fiz as contas — pelo preço, o Duster novo com tração 4x4 e câmbio manual parecia a escolha mais sensata. Não queria algo chique e caro de manter. Quando entrei e saí dirigindo pela primeira vez — pra ser honesto, quase me decepcionei. O interior é simples como um trator, tudo range, plástico duro, volante leve que nem de carrinho de brinquedo. Mas em dois dias me acostumei e comecei a gostar — anda alto, engole buracos sem drama, o carro antigo já teria destruído a suspensão nesses buracos. A sensação é como trocar uma bicicleta por um trator: confiável e direto. Na cidade é tranquilo, embora não seja um foguete — nos semáforos deixo todo mundo passar, mas estaciono em qualquer lugar, meios-fios não são problema. Na estrada segura 130 sossegado, mas depois de 140 o vento uiva e tem que segurar o volante com mais força. No inverno a tração integral salva mesmo — duas vezes fui pra chácara enquanto todo mundo patinava, e eu passei de boa. Consumo 8-9 na estrada, 10-11 na cidade — bom pra um crossover tão alto. No verão fomos quatro: eu, minha esposa, filho e sogra pro mar. Enchemos o porta-malas até o talo, a sogra foi atrás e no começo reclamou que tava "apertado e duro", mas depois de uma hora se acalmou e até elogiou dizendo que "não enjoa como num carro comum". E no ano passado atolei na lama numa estrada de terra depois da chuva — os amigos na Priora patinando do lado, eu liguei o 4x4, pisei no acelerador e saí como se nada tivesse acontecido; depois brincaram muito que eu parecia tratorista. O barulho incomoda — acima de 100 tem que gritar pra se ouvir, aí aumenta o rádio. O aquecedor leva 10-15 minutos pra esquentar a cabine no inverno, fica de jaqueta até derreter. E esses detalhes chatos — porta-copos ruins, botões mal posicionados, às vezes penso "como alguém pôde fazer assim". Além disso, a pintura já lascou no capô por causa das pedras, e as lascas vão enferrujando devagar. Resumindo, quatro anos se passaram — continuo dirigindo e não me arrependo muito. O carro é simples como uma chave de fenda, quebra pouco, conserto é barato. Não é que eu ame loucamente, mas pras nossas estradas e orçamento — é uma das melhores opções. Se fosse escolher de novo, provavelmente pegava outro igual, talvez com automático pagando um extra. Assim vamos vivendo, e tá bom demais.
25 janeiro 2026
Comprei esse carro em 2020 porque precisava de um veículo grande para a família, e o orçamento estava apertado depois de vender meu velho Hyundai Tucson. Li os comentários, vi que pelo preço era quase um crossover, alto, espaçoso, e decidi arriscar — os chineses já não são o que eram antes. Além disso, na Ucrânia tem aos montes, oficinas existem, peças à disposição. Primeiras impressões — não vou dizer uau, mas fiquei agradavelmente surpreso. Entrei — espaço de sobra, senta-se alto como num SUV de verdade, o carro anterior parecia apertado depois deste. A aceleração no início agradou, puxa bem até ganhar velocidade. Mas depois de uma semana percebi que na estrada parece pensar antes de cada ultrapassagem, o CVT ronca e o ganho é pouco. Comparei com o Tucson — aquele era mais vivo, mas aqui o interior é maior e não sacode tanto nos quebra-molas. Na cidade é tranquilo, estacionar é fácil apesar do tamanho, e a altura livre salva bastante nas nossas estradas. Na rodovia mantenho 110-120 km/h, mais que isso já assusta — o vento faz barulho, o volante está leve demais. No dia a dia é prático — com a esposa e os dois filhos vamos à praia todo ano, cabe tudo sem problema, até o cão vem junto. Consumo na cidade 12-14 litros, na estrada 9-10 se não acelerar, mas adiciono óleo a cada 3-4 mil km, isso já me incomoda. Recentemente minha sogra veio, sentou atrás e logo disse "nossa, aqui é espaçoso como um ônibus", as crianças reinam lá atrás vendo desenho. Mas há uns dois meses caímos num buraco na rodovia perto de Odessa — a suspensão bateu tão forte que pensamos que uma junta de direção tinha quebrado, mas era só o amortecedor rangendo, trocamos por quase nada. O que realmente me irrita é esse CVT — nas subidas hesita horrivelmente, tenho de passar manualmente para o modo sport e mesmo assim grita como louco. Além disso consome óleo de forma constante, já me acostumei a carregar um litro comigo. A pintura descasca nas caixas de roda, ferrugem vai aparecendo aos poucos embora lave o carro regularmente. Barulho de pneus e vento — parece que está dirigindo um Lada velho. Continuo com ele porque trocar agora é caro, mas se fosse escolher hoje pegaria algo japonês ou coreano usado, mais antigo mas mais confiável. Para a casa de campo e família, pelo preço, é aceitável, mas às vezes mexe bastante com os nervos. Tudo bem, pelo menos ainda não quebrou nada grave.
25 janeiro 2026
Comprei este carrinho porque a gasolina já me estava a chatear com os preços, e eu conduzo principalmente em Kiev para o trabalho e para levar as crianças à escola, e às vezes para a dacha perto de Bila Tserkva. Pensei em comprar um utilitário a gasolina usado, mas li sobre elétricos e decidi — por que não?, o Spring é o novo mais barato e ainda por cima com garantia. Comprámos a crédito, para ser sincero — a minha mulher no início torceu o nariz dizendo que "parece um banco chinês", mas depois habituou-se. Os primeiros dias foram estranhos. Sentes-te lá sentado e está tudo em silêncio, como se o motor tivesse calhado, só apita ao arrancar. Comparava com o meu antigo Logan — aquele fazia barulho e cheirava mal, aqui é silêncio total e puxa logo sem mudanças. No início até dava graça — vais a conduzir e pensas "e se calhar de repente para?". Mas não, continua a andar. A sensação é tipo uau, o futuro chegou, mas ao mesmo tempo "enfim, também não é nenhum foguete". Na cidade é ótimo — estacionar é um prazer, entra em pátios estreitos sem dificuldade. No inverno a bateria perde muito, em vez de 220-230 km reais faz 140-160, mas chega-me porque carrego em casa à noite na tarifa barata. Na autoestrada já não é grande coisa — depois dos 110 o vento começa a uivar, ultrapassar camiões assusta, por isso mantenho 90-100 e está bem. Consumo no verão 11-12 kWh/100 km, no inverno chega aos 18, mas mesmo assim muito mais barato que a gasolina era. Recentemente o sogro veio do campo, fomos quatro com malas — ele atrás a resmungar que não tinha onde pôr as pernas, mas chegámos bem, e as crianças adormeceram logo com o silêncio. Outra vez apanhei um dilúvio na estrada de Borispil, poças até aos joelhos, e o carro seguiu calmo, sem engasgar como os antigos, só salpicos a voar. Foi bom ver que não falhou. O que chateia é o barulho dos pneus e do vento, às vezes parece que vais dentro de uma lata de conserva. O plástico é todo rijo e já tem riscos das chaves da minha mulher. E esta carga lenta na tomada normal — fica a noite toda para amanhecer cheio. Carreguei rápido umas duas vezes — até está bom, mas sai caro se for muitas vezes. No geral já ando dois anos com ele, não me arrependo de ter comprado, mas se fosse escolher agora talvez olhasse para algo com mais potência pelo mesmo dinheiro. Para cidade e viagens curtas é perfeito, para longas distâncias melhor evitar. Enfim, pelo menos a carteira já não fica vazia nas bombas de gasolina.
10 novembro 2025
Quando decidi mudar para um veículo elétrico, o Nissan Leaf 2023 pareceu uma escolha lógica — um hatchback compacto com trem de força totalmente elétrico, preço acessível e sem uma imagem exageradamente chamativa. As opções eram o modelo base S, com bateria de 40 kWh e 147 cv, ou o SV Plus, um pouco mais avançado, com bateria de 60 kWh e 214 cv. Escolhi o modelo base. A primeira coisa que notei foi o quão silencioso e suave é o carro. Sem ruído do motor, sem vibrações — apenas a condução. É especialmente agradável pela manhã ou na cidade: o Leaf acelera com confiança a partir de parado, graças ao torque instantâneo do motor elétrico. É perfeito para a cidade: assentos confortáveis, boa visibilidade e uma cabine espaçosa o suficiente para dois adultos e uma criança. Carrego em casa com uma tomada de 240 V — conecto à noite e está pronto pela manhã. A autonomia, no entanto, não é exatamente impressionante pelos padrões atuais: cerca de 240 km na versão base. Com uso intenso do ar-condicionado ou no inverno, ela diminui consideravelmente. Para viagens fora da cidade, é preciso planejar com cuidado. O SV Plus promete cerca de 340 km. O carregamento rápido em estações é possível, mas não é dos mais impressionantes: avaliações apontam que o carregamento DC até ~80% pode levar bem mais tempo do que em EVs topo de linha mais recentes. A dirigibilidade é decente — não é um carro esportivo, mas confortável para o dia a dia. A suspensão funciona sem grandes destaques, e o ruído da estrada fica um pouco mais evidente acima de 100 km/h em comparação com EVs premium. Quanto à manutenção e custos operacionais, é uma surpresa agradável: menos peças móveis, menos imprevistos. Para mim, foi um passo em direção ao futuro elétrico sem complicações desnecessárias. Se você procura um EV urbano acessível, simples e confortável, o Nissan Leaf 2023 certamente merece atenção. Mas se deseja viagens longas em rodovias sem recargas frequentes ou uma condução mais empolgante, vale considerar versões com maior autonomia ou concorrentes.
9 novembro 2025
Quando me sentei ao volante do Leaf 2020 pela primeira vez, senti-me quase como um astronauta: sem solavancos do motor, sem barulho – apenas uma aceleração suave, e você vai. Mas aqui vai uma história. Num dos primeiros dias, ainda sem me acostumar com a sensação de ‘mexi ou não mexi’ do motor elétrico, eu estava jogando o jogo da ‘rede’ no estacionamento (sabe, tentando encaixar perfeitamente entre dois carros). Girei o volante, pressionei levemente o acelerador, e o carro deslizou silenciosamente para frente. Eu esperava um vrum-vrum, mas nada. E de repente: ping! – do painel multimídia touch que toquei sem querer, aumentando o volume do rádio. Os vizinhos olharam. Fiquei vermelho. O Leaf era silencioso, mas eu fui barulhento. Na cidade, o Leaf se sai muito bem: boa visibilidade, posição de condução confortável, e o motor elétrico é mais ágil do que parece. Segundo as especificações, a versão base tem cerca de 147 cavalos de potência e uma autonomia de cerca de 240 km. A versão Plus, com bateria maior, chega a 365 km em condições ideais. Mas há um outro lado: na estrada ou em chuva e gelo, você percebe que não é um supercarro. A suspensão é macia, mas não esportiva, e o isolamento acústico é médio. E quando, mais uma vez, numa via rápida, o carro não entregou o entusiasmo que eu esperava, tive que aceitar a realidade de um veículo elétrico silencioso e voltado para a cidade. O Nissan Leaf 2020 é uma boa escolha se você quer migrar para um carro elétrico com compromissos mínimos. Mas se sonha com emoção ou viagens longas sem recarga, talvez precise se preparar para momentos constrangedores, como o meu fiasco do ping-rádio no estacionamento.