Avaliação do Carro Hyundai Accent 2024

Avaliação do Proprietário дмитрий

1 Proprietário

28 janeiro 2026

★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★
8/10

Vantagens

bebe pouca gasolina, direção leve e agradável, interior novo sem cheiro, multimídia boa com Android Auto, faróis iluminam bem, altura do solo parece ok pros nossos buracos

Desvantagens

isolamento acústico ainda fraco em velocidade, banco de trás apertado pra três adultos, plástico duro em alguns pontos e range no frio, porta-malas pequeno pra família, ar-condicionado traseiro às vezes não gela o suficiente

Avaliação

Resumindo a história. Queria um carro novo direto da concessionária, mas sem essa de «premium, status, pagar a mais pelo emblema». Já tive um Solaris antes, rodei bastante com ele e, sinceramente, cansei. Os preços agora estão absurdos, parece que virou quase carro de executivo e não mais popular. No fim o Accent 2024 saiu mais barato, parecia mais novo e, principal, estava disponível na hora. Sem fila de espera, sem «liga daqui um mês». Fui, olhei, pensei uns 20 minutos e disse: beleza, vamos fechar.

Nos primeiros dias depois de sair da loja parecia que eu tinha comprado um brinquedo novo. Sentado lá, sentindo o cheiro de plástico novo, dirigindo devagar e pensando «caramba, é carro zero mesmo». Comparado ao meu Solaris 2018, esse Accent era mais silencioso, mais macio, direção mais leve — menos esforço no volante. O painel digital irritou no começo — tô acostumado com ponteiros, olhei errado umas duas vezes e achei que a velocidade era uma coisa quando na verdade era outra. Mas acostuma rápido. No geral não é um «uau uau», é mais uma evolução tranquila, tipo trocar celular velho por novo: sem choque, mas gostoso.

Na cidade ele se sente em casa. Pequeno, ágil, não estressa no trânsito, passa onde precisa, estacionar é tranquilo. Consumo me surpreendeu mesmo — dirigindo normal, sem pisar fundo, 5.8–6.2 l/100 km tranquilo. Até no inverno não passou de 7.5, ótimo pra carro novo. Na estrada até 120 vai de boa, firme, relaxado. Depois disso vem o barulho normal — pneus, vento — mas se não for correr tipo Autobahn, aguenta.

Teve uns momentos engraçados do dia a dia. No Ano Novo levamos uma árvore de Natal gigante, uns 2.5 metros. Já ia amarrar no teto, mas reclinei os bancos traseiros e coube dentro. Sim, galhos pra fora, sim, aspirei o interior depois, mas as crianças riram e disseram que o carro ficou «natalino». Depois levei minha sogra pro aeroporto: malas, malão, sacolas — tudo entrou. Ela ficou surpresa de verdade: «achei que não tinha espaço nenhum aqui». Pois é, tem sim.

Claro que tem defeitos. Em frio, primeiros minutos o motor funciona estranho, parece que falha um pouco, depois aquece e fica normal. O ar-condicionado não é perfeito: com +35 lá fora, atrás quase não sente o frio e os passageiros reclamam. Plástico das portas range às vezes, principalmente abaixo de -10, dá pra sentir que é carro popular. E o banco de trás é apertado: joelhos quase encostando no encosto da frente, gente alta já reclama na hora.

No geral, sem exageros: é um carro decente pelo preço. Sem pose, sem efeitos «uau», mas também sem dor de cabeça constante. Liga todo dia, anda, até agora sem quebra (tomara), economiza combustível, visual moderno. Pra cidade, trabalho, chácara — perfeito. Não é o sonho da vida, mas também não é compra que dá arrependimento. Por enquanto dirijo tranquilo e satisfeito, o resto o tempo mostra.