
Os motores do Hyundai Accent 2023–atual variam conforme a região, com forte ênfase em unidades a gasolina aspiradas e turbo disponíveis no mercado brasileiro. No Brasil, o modelo é comercializado pela rede oficial de concessionárias Hyundai, com configurações adaptadas às normas e preferências locais. Design externo, interior, níveis de acabamento e pontos fracos da geração são abordados em outros artigos desta série.
Motores e câmbios
A geração BN7 oferece diversas opções de conjunto motriz adaptadas para mercados da Ásia, América Latina e Oriente Médio. No Brasil, o foco está nos motores a gasolina eficientes da família Smartstream. Versões diesel existem em regiões específicas (como Índia), mas não são oferecidas no mercado brasileiro. Não há tração integral — todas as versões são tração dianteira.
Abaixo, tabela com os principais motores disponíveis nos modelos 2023–2026 e comuns no mercado brasileiro.
| Tipo de motor | Cilindrada, L | Potência, cv | Código do motor | Tipo de câmbio | Tração | Notas / Disponibilidade regional |
| Gasolina aspirado | 1.5 | 115 | Smartstream G1.5 MPi | 6MT / CVT | Dianteira | Versão principal e mais comum no Brasil |
| Gasolina turbo | 1.5 | 160 | Smartstream G1.5 T-GDi | 6MT / 7DCT | Dianteira | Disponível em mercados selecionados; menos comum no Brasil |
| Gasolina turbo | 1.0 | 120 | Smartstream G1.0 T-GDi | 7DCT | Dianteira | Em partes da Ásia; disponibilidade limitada no Brasil |
| Diesel | 1.5 | 115 | U2 1.5 CRDi | 6MT / 6AT | Dianteira | Não oferecido no mercado brasileiro |
A combinação mais vendida no Brasil é o 1.5 MPi com CVT ou automático convencional de 6 marchas. As versões turbo 1.5 T-GDi aparecem em menor quantidade.
Dimensões e peso
As dimensões externas e o peso em ordem de marcha do Hyundai Accent BN7 são praticamente idênticas entre as versões, com pequenas variações por acabamento e motor. No Brasil, as configurações costumam ter altura livre do solo próxima de 165 mm, adequada para ruas urbanas e vias irregulares. Os dados permanecem estáveis desde 2023.
| Parâmetro | Valor | Notas |
| Comprimento, mm | 4535 | Igual em todas as versões |
| Largura, mm | 1765 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1475 | Varia ligeiramente com rodas; valor médio |
| Entre-eixos, mm | 2670 | Igual em todas as versões |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1095–1195 | Com 1.5 MPi CVT ≈ 1140 kg |
| Peso bruto total, kg | 1580–1650 | Conforme versão |
| Porta-malas, litros | 528 | Padrão para sedã |
| Capacidade do tanque, litros | 45 | Igual em todas |
Os valores médios se aplicam à maioria dos veículos no mercado brasileiro com motor 1.5 MPi e tração dianteira.

Atualizações anuais e reestilização
A geração BN7 segue atual como modelo novo. De 2023 a 2025 as mudanças foram mínimas: atualizações de software no multimídia e assistentes, ajustes leves na suspensão para maior conforto. Não houve reestilização completa, mas em 2025 foram introduzidas pequenas atualizações: maior oferta de CVT para o 1.5 MPi e melhorias nos sistemas de segurança.
- Novas opções para versões turbo em mercados específicos (Ásia);
- Ampliação dos assistentes: sistema de prevenção de colisão em cruzamentos;
- Eliminação de configurações básicas com câmbio manual 6 marchas em várias remessas, foco maior no CVT.
Configurações atuais para 2026 no Brasil — principalmente 1.5 MPi com CVT ou automático convencional.
Características de uso e pontos técnicos
Ao dirigir ou comprar um Hyundai Accent BN7 no Brasil, a confiabilidade dos motores é um destaque. O 1.5 MPi aspirado (Smartstream G1.5) é conhecido pela robustez, ultrapassando facilmente 250 mil km com manutenção em dia, e tolera bem a qualidade da gasolina comum brasileira. O turbo 1.5 T-GDi pede gasolina premium (octanagem recomendada 91 ou superior), mas apresenta boa estabilidade segundo relatos de proprietários. No Brasil predominam as versões 1.5 MPi (cerca de 115 cv), ideais para uso urbano diário.
Consumo aproximado com base em testes e relatos de usuários no Brasil:
- 1.5 MPi CVT — 14–16 km/l combinado;
- 1.0 T-GDi 7DCT — 15–17 km/l combinado;
- 1.5 T-GDi 7DCT — 13–15 km/l combinado.
Observações sobre câmbios: o CVT (Intelligent Variable Transmission) é suave, mas recomenda-se troca de fluido a cada 60 mil km para evitar superaquecimento. O 7DCT (dupla embreagem) é mais ágil, porém sensível ao estilo de condução. A tração dianteira facilita manutenção e se adapta bem às condições de vias brasileiras.
Disponibilidade de peças é excelente via concessionárias e mercado paralelo; custos baixos para o segmento: filtros e pastilhas baratos, componentes maiores (CVT, turbo) na faixa de R$ 4.000–15.000. A reparabilidade geral é boa e o modelo é bem conhecido nas oficinas brasileiras.
Conclusão e escolha ideal para o Brasil
A combinação mais equilibrada para o mercado brasileiro é o 1.5 MPi + CVT (ou automático) com tração dianteira. Entrega alta durabilidade, consumo razoável, custos de manutenção baixos e ótima revenda no mercado de seminovos. Domina as ofertas de unidades 2023–2025.
As versões turbo (1.0 ou 1.5 T-GDi) agradam quem busca mais desempenho, mas consomem um pouco mais; diesel não é oferecido. Na hora da compra, confira histórico de revisões, condição do câmbio e prefira carros com quilometragem comprovada e sem reparos estruturais.