Especificações técnicas da geração Hyundai Kona I (OS) (2017–2023) — Motores, transmissões e dimensões para o mercado brasileiro

O Hyundai Kona de primeira geração (índice OS) foi produzido de 2017 a 2023 e é um crossover subcompacto projetado principalmente para uso urbano e versatilidade no dia a dia

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No mercado brasileiro, o modelo foi oferecido oficialmente a partir de 2018, principalmente com motores a gasolina. As especificações técnicas do Hyundai Kona I (OS) variavam conforme o ano-modelo, versão de acabamento e configuração. A seguir, os principais dados sobre motores, transmissões, dimensões e características de uso relevantes para o mercado brasileiro.

A análise detalhada do design externo, interno, níveis de equipamento e pontos fracos dessa geração está em materiais separados da série.

Motores e transmissões

No Brasil, o Hyundai Kona I (OS) veio predominantemente com motores a gasolina. Versões diesel não foram oferecidas oficialmente, e as híbridas surgiram mais tarde, mas foram menos comuns na primeira geração. A tração integral HTRAC estava disponível principalmente com o motor turbo mais potente.

Principais conjuntos motopropulsores disponíveis no mercado brasileiro:

Tipo de motor Cilindrada, cm³ Potência, cv Tipo de transmissão Tração Observações
Gasolina, aspirado MPI 1999 147–149 Automática de 6 marchas / IVT (CVT) Dianteira Versão base mais comum durante toda a geração
Gasolina, turbo T-GDI 1591 175–195 7 marchas DCT Dianteira / Integral (HTRAC) Disponível em versões superiores; potência variava por ano e facelift

Após o facelift de 2020, o motor turbo 1.6 recebeu atualizações (família Smartstream), e sistemas mild-hybrid foram introduzidos em alguns mercados, mas permaneceram raros no Brasil para essa geração.

Dimensões e peso

As dimensões externas do Hyundai Kona I (OS) permaneceram praticamente as mesmas durante toda a produção, com ajustes menores após o facelift de 2020, focados principalmente em para-choques e iluminação. Valores típicos para versões a gasolina no Brasil:

Parâmetro Valor Observações
Comprimento, mm 4165–4215 Pré-facelift ≈4165 mm, pós-facelift ≈4215 mm (com para-choques atualizados)
Largura, mm 1800 Sem espelhos
Altura, mm 1550–1560 Conforme rodas e versão
Entre-eixos, mm 2600 Igual em todas as versões
Peso em ordem de marcha, kg 1300–1500 Mínimo na 2.0 dianteira, máximo na 1.6 turbo integral DCT
Peso bruto total, kg 1770–1950 Conforme tração e motor
Altura do solo, mm 170–184 Varia conforme equipamento e pneus

Os parâmetros de peso e dimensões variavam ligeiramente entre versões de tração dianteira e integral, assim como entre modelos pré e pós-facelift.

Atualizações por ano e facelift

A produção do Hyundai Kona I (OS) continuou até 2023. Principais mudanças:

  • 2018–2019 — lançamento no Brasil, motores principais: 2.0 MPI (147–149 cv) e 1.6 T-GDI (175 cv). Transmissões: automática de 6 marchas para 2.0, 7-DCT para 1.6 turbo.
  • 2019 — introdução da versão N Line com suspensão mais esportiva e visual agressivo (geralmente com 1.6 turbo).
  • 2020 facelift — design frontal e traseiro renovado, materiais internos aprimorados, mais assistentes de condução. O 1.6 turbo subiu para cerca de 195 cv em modelos posteriores. O 2.0 MPI permaneceu como opção base.
  • 2021–2023 — oferta principal no Brasil: 2.0 MPI e 1.6 turbo com transmissões automáticas, incluindo variantes com tração integral. N Line e versões topo ganharam popularidade.

No mercado de seminovos brasileiro em 2026, dominam os modelos pós-facelift 2020–2023 com motores 2.0 MPI e 1.6 turbo.

Características de uso e pontos técnicos

No Brasil, as versões mais populares são a 2.0 MPI (econômica para uso diário) e a 1.6 turbo (mais dinâmica, especialmente com tração integral). O 2.0 aspirado é confiável e abundante no mercado usado.

A confiabilidade dos motores é boa a muito boa quando o cronograma de manutenção é seguido. O turbo 1.6 T-GDI é sensível à qualidade do combustível e exige trocas de óleo em dia; pode haver acúmulo de carbono nas válvulas de admissão (injeção direta), recomendando limpeza preventiva a cada 80.000–100.000 km. O 2.0 MPI é mais tolerante, embora menos empolgante.

Segundo fontes brasileiras (testes, fóruns de proprietários), consumo aproximado real de combustível (km/l, ciclo misto):

  • 2.0 MPI — 10–12 km/l;
  • 1.6 turbo (175–195 cv) — 9–11 km/l (dianteira), 8–10 km/l na cidade com tração integral.

A transmissão 7-DCT exige troca de fluido a cada 60.000 km aproximadamente; direção agressiva pode causar superaquecimento e desgaste da embreagem. O sistema HTRAC é confiável, mas aumenta um pouco o peso e o consumo.

Peças de reposição amplamente disponíveis (originais e paralelas), custos de manutenção médios para o segmento. Boa reparabilidade, muitos componentes compartilhados com outros modelos Hyundai/Kia.

Conclusão e escolha ideal para o mercado brasileiro

No mercado de seminovos brasileiro em 2026, a opção mais equilibrada é a combinação 2.0 MPI com transmissão automática e tração dianteira: desempenho adequado, consumo razoável, custos de propriedade baixos e boa revenda. A versão 1.6 turbo (195 cv) com DCT e tração integral agrada quem busca mais potência e aderência, mas traz gastos maiores com combustível e manutenção.

Na hora da compra, priorize modelos pós-facelift 2020+ com histórico de manutenção comprovado, especialmente na transmissão DCT e componentes turbo. As versões aspiradas são ideais para uso tranquilo com investimentos mínimos.

Preço de mercado aproximado para o Brasil: R$ 80.000–R$ 150.000 dependendo do ano, quilometragem, versão e condição. Precio de mercado aproximado para Brasil.