
No mercado brasileiro, o modelo foi oferecido oficialmente a partir de 2018, principalmente com motores a gasolina. As especificações técnicas do Hyundai Kona I (OS) variavam conforme o ano-modelo, versão de acabamento e configuração. A seguir, os principais dados sobre motores, transmissões, dimensões e características de uso relevantes para o mercado brasileiro.
A análise detalhada do design externo, interno, níveis de equipamento e pontos fracos dessa geração está em materiais separados da série.
Motores e transmissões
No Brasil, o Hyundai Kona I (OS) veio predominantemente com motores a gasolina. Versões diesel não foram oferecidas oficialmente, e as híbridas surgiram mais tarde, mas foram menos comuns na primeira geração. A tração integral HTRAC estava disponível principalmente com o motor turbo mais potente.
Principais conjuntos motopropulsores disponíveis no mercado brasileiro:
| Tipo de motor | Cilindrada, cm³ | Potência, cv | Tipo de transmissão | Tração | Observações |
| Gasolina, aspirado MPI | 1999 | 147–149 | Automática de 6 marchas / IVT (CVT) | Dianteira | Versão base mais comum durante toda a geração |
| Gasolina, turbo T-GDI | 1591 | 175–195 | 7 marchas DCT | Dianteira / Integral (HTRAC) | Disponível em versões superiores; potência variava por ano e facelift |
Após o facelift de 2020, o motor turbo 1.6 recebeu atualizações (família Smartstream), e sistemas mild-hybrid foram introduzidos em alguns mercados, mas permaneceram raros no Brasil para essa geração.
Dimensões e peso
As dimensões externas do Hyundai Kona I (OS) permaneceram praticamente as mesmas durante toda a produção, com ajustes menores após o facelift de 2020, focados principalmente em para-choques e iluminação. Valores típicos para versões a gasolina no Brasil:
| Parâmetro | Valor | Observações |
| Comprimento, mm | 4165–4215 | Pré-facelift ≈4165 mm, pós-facelift ≈4215 mm (com para-choques atualizados) |
| Largura, mm | 1800 | Sem espelhos |
| Altura, mm | 1550–1560 | Conforme rodas e versão |
| Entre-eixos, mm | 2600 | Igual em todas as versões |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1300–1500 | Mínimo na 2.0 dianteira, máximo na 1.6 turbo integral DCT |
| Peso bruto total, kg | 1770–1950 | Conforme tração e motor |
| Altura do solo, mm | 170–184 | Varia conforme equipamento e pneus |
Os parâmetros de peso e dimensões variavam ligeiramente entre versões de tração dianteira e integral, assim como entre modelos pré e pós-facelift.

Atualizações por ano e facelift
A produção do Hyundai Kona I (OS) continuou até 2023. Principais mudanças:
- 2018–2019 — lançamento no Brasil, motores principais: 2.0 MPI (147–149 cv) e 1.6 T-GDI (175 cv). Transmissões: automática de 6 marchas para 2.0, 7-DCT para 1.6 turbo.
- 2019 — introdução da versão N Line com suspensão mais esportiva e visual agressivo (geralmente com 1.6 turbo).
- 2020 facelift — design frontal e traseiro renovado, materiais internos aprimorados, mais assistentes de condução. O 1.6 turbo subiu para cerca de 195 cv em modelos posteriores. O 2.0 MPI permaneceu como opção base.
- 2021–2023 — oferta principal no Brasil: 2.0 MPI e 1.6 turbo com transmissões automáticas, incluindo variantes com tração integral. N Line e versões topo ganharam popularidade.
No mercado de seminovos brasileiro em 2026, dominam os modelos pós-facelift 2020–2023 com motores 2.0 MPI e 1.6 turbo.
Características de uso e pontos técnicos
No Brasil, as versões mais populares são a 2.0 MPI (econômica para uso diário) e a 1.6 turbo (mais dinâmica, especialmente com tração integral). O 2.0 aspirado é confiável e abundante no mercado usado.
A confiabilidade dos motores é boa a muito boa quando o cronograma de manutenção é seguido. O turbo 1.6 T-GDI é sensível à qualidade do combustível e exige trocas de óleo em dia; pode haver acúmulo de carbono nas válvulas de admissão (injeção direta), recomendando limpeza preventiva a cada 80.000–100.000 km. O 2.0 MPI é mais tolerante, embora menos empolgante.
Segundo fontes brasileiras (testes, fóruns de proprietários), consumo aproximado real de combustível (km/l, ciclo misto):
- 2.0 MPI — 10–12 km/l;
- 1.6 turbo (175–195 cv) — 9–11 km/l (dianteira), 8–10 km/l na cidade com tração integral.
A transmissão 7-DCT exige troca de fluido a cada 60.000 km aproximadamente; direção agressiva pode causar superaquecimento e desgaste da embreagem. O sistema HTRAC é confiável, mas aumenta um pouco o peso e o consumo.
Peças de reposição amplamente disponíveis (originais e paralelas), custos de manutenção médios para o segmento. Boa reparabilidade, muitos componentes compartilhados com outros modelos Hyundai/Kia.
Conclusão e escolha ideal para o mercado brasileiro
No mercado de seminovos brasileiro em 2026, a opção mais equilibrada é a combinação 2.0 MPI com transmissão automática e tração dianteira: desempenho adequado, consumo razoável, custos de propriedade baixos e boa revenda. A versão 1.6 turbo (195 cv) com DCT e tração integral agrada quem busca mais potência e aderência, mas traz gastos maiores com combustível e manutenção.
Na hora da compra, priorize modelos pós-facelift 2020+ com histórico de manutenção comprovado, especialmente na transmissão DCT e componentes turbo. As versões aspiradas são ideais para uso tranquilo com investimentos mínimos.
Preço de mercado aproximado para o Brasil: R$ 80.000–R$ 150.000 dependendo do ano, quilometragem, versão e condição. Precio de mercado aproximado para Brasil.