Avaliação do Proprietário Анатолій В.
2 Proprietário
28 janeiro 2026
não bebe gasolina como louco, peças em todo lugar e baratas, pequeno e ágil na cidade, porta-malas surpreendentemente bom, ar-condicionado gela rápido
isolamento acústico fraco, desconfortável na estrada acima de 110 km/h, plástico interno duro e barato, banco traseiro fica apertado em viagens longas, câmbio automático às vezes hesita na arrancada forte
Comprei esse Accent sem pensar muito, só precisava de algo barato, que não desse problema o tempo todo e que não me envergonhasse ao ir trabalhar de manhã. Olhei um monte de opções: Logan, Rio, Polo, até uma Corolla antiga. Mas no fim fiquei com o Accent: ano 2020, um dono só, estado realmente bom e o preço caiu bastante depois de toda a pandemia. Resolvi levar e pronto, não fazia sentido ficar esperando o «carro dos sonhos».
Nas primeiras duas semanas eu dirigia sorrindo feito bobo. O carro é pequeno, muito ágil, direção leve, estacionar é moleza — nem precisa pensar. Depois do meu velho nove russo, isso aqui era outro mundo: lá o volante era duro como pedra, aqui é macio, meio “borrachudo”, mas bem gostoso. A única coisa que irritava no começo eram os bancos planos, minhas costas cansavam rápido. Depois me acostumei e nem percebia mais.
Na cidade é uma delícia. Você passa entre os carros sem esforço, no semáforo sai na frente se quiser, consumo na faixa de 6–6,5 l/100 km se não pisar fundo. Na estrada já é menos animador. Acima de 120 km/h começa o barulho — caixas de roda, retrovisores, tudo zunindo, aumenta o som e mesmo assim mal ouve. Ultrapassar caminhão dá um frio na barriga, tem que planejar antes. Mas se rodar tranquilo a 100–110 km/h, dá pra viver bem.
No verão levei minha sogra da chácara: enchemos o porta-malas de batata, tomate, potes… coube tudo, ainda jogamos umas sacolas por cima. Ela depois falou: «achei que nada ia caber nesse carro pequeno». Rimos bastante. Depois um amigo pediu ajuda pra levar um sofá da casa da avó. Falei que não sabia se dava, mas íamos tentar. Reclinei os bancos de trás, uma ponta do sofá dentro, a outra saindo pelo porta-malas — chegamos, mas em cada curva eu rezava pra não cair nada.
Sinceramente, irrita que em frio ele demora uns dois minutos pra responder, parece que fica pensando se vai ou não. No inverno o consumo sobe pra 8–8,5 l/100 km mesmo dirigindo igual. As portas de trás às vezes precisam de uma batida forte pra fechar direito. E o plástico range um pouco, principalmente quando está frio.
No geral é um carro de trabalho honesto. Não é «uau», não é pra mostrar pros outros, mas também não é «que merda eu comprei». Anda, até hoje não quebrou (tomara), bebe pouca gasolina, IPVA barato. Pra cidade, chácara e rodar por aí nos próximos 5–7 anos — é uma ótima opção. Depois a gente vê, talvez queira algo mais parrudo, mas por enquanto tô de boa dirigindo.