Avaliação do Carro Hyundai i30 Sedan 2025

Avaliação do Proprietário Ан.Т.

1 Proprietário

27 janeiro 2026

★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★
8/10

Vantagens

o consumo é realmente baixo, interior confortável e silencioso, dirige-se muito bem, muitos recursos de série, aquece rápido no inverno, peças ainda com preço razoável

Desvantagens

plástico duro em alguns pontos, porta-malas pequeno para família, suspensão bate nos buracos, falta força nas ultrapassagens, câmera de ré fica cega na chuva, ergonomia dos botões não agrada a todos

Avaliação

Comprei o i30 no início de 2025 porque o meu velho Focus 2013 já estava a dar comigo em doido — bebia óleo, avariava, rangia… e com a gasolina a 58–60 hryvnias o litro, deixou de ser romântico e virou castigo. Queria algo mais recente que não sugasse dinheiro, com garantia e sem surpresas. Não considerei carros chineses por princípio (embora agora já estejam bons), e li que os Hyundai duram muito e não dão problemas. Consumo baixo, aspeto decente, sem vergonha. Vi o interior — a minha mulher disse logo: «Pelo menos não parece táxi». E foi isso que decidiu.

Nos primeiros dias andava com um sorriso parvo. O carro é silencioso, macio, nada treme, aceleras e ele vai sem solavancos nem dramas. Sentes-te sentado e pensas: onde está o cheiro a gasolina, as vibrações, a sensação de que algo vai cair? Comparado com o Focus a diferença é enorme: aquele era duro, barulhento, a caixa saltava como louca, aqui este “variador ou o que quer que seja” funciona suave, nunca te stressa. Sim, no início parecia um brinquedo, muito plástico, mas habituas-te depressa. É como comprar um casaco novo: não é o sonho, mas é confortável e prático.

Na cidade o i30 é um prazer. Pequeno, ágil, nos engarrafamentos de Lviv ou Odessa passas sem palavrões nem manobras a mais. O consumo anima — 5,8–6,5 litros se não fizeres de piloto. Na autoestrada aguenta 140 calmamente, mas para ultrapassar às vezes tens de pôr o pé a fundo, sobretudo com o ar condicionado a dar. A suspensão não é fofinha, bate nos buracos — especialmente nas nossas “estradas” —, mas até agora nada se partiu nem rangeu. Para o dia a dia é ideal: trabalho, miúdos, compras, tudo rápido, simples e sem stress.

Recentemente fomos em família — eu, a mulher e os dois rapazes — visitar a sogra perto de Kharkiv. Enchemos a mala de bolos, sacos e prendas até não caber mais. As crianças foram bem atrás, só o mais pequeno se queixou que “os pés batiam”, mas isso é clássico. Chegámos tranquilos, sem dramas. E há umas semanas, depois de um dilúvio, fiquei preso numa poça no parque de um centro comercial — pensei que íamos ter de empurrar. Mas não, gás leve e saí. Os outros a patinar, eu a sair — depois rimo-nos imenso com os amigos: “Olha o tração dianteira”.

Claro que tem defeitos. O ruído dos pneus na autoestrada chateia mesmo — depois dos 110 o zumbido é tanto que tens de aumentar muito o rádio. O plástico interior risca com um olhar torto — as portas já têm marcas das chaves da mulher, e ela, como sempre: “A culpa é tua”. A suspensão bate forte nos buracos grandes, às vezes parece que algo vai partir. A câmera traseira na chuva é inútil, suja em um minuto, estacionas por memória e intuição.

Resumindo, ando há quase um ano e até agora os prós superam os momentos de raiva. É um carro simples, económico, não avaria e não dá cabo da cabeça. Não nasceu amor eterno, mas pelo preço é uma ótima opção, sobretudo se não queres gastar gasolina aos baldes. Se tivesse de escolher outra vez — provavelmente levava o mesmo, talvez com turbo e um equipamento um pouco mais rico.