
Os motores do Hyundai Kona 2023–atual variam conforme o mercado. No Brasil, o foco está nas versões a gasolina aspirada e turbo, além da opção híbrida e da Kona Elétrica com bom alcance e desempenho. A maioria das configurações oferece tração integral HTRAC como opcional, algo bem mais comum do que em outros mercados. Design externo, interior, níveis de equipamento e pontos de atenção são abordados em outras matérias desta série.
Motores e câmbios
No mercado brasileiro, o Kona de segunda geração (SX2) conta com opções de motorização voltadas para eficiência, desempenho em rodovias e adaptação ao clima tropical. Não há diesel. A tração integral está disponível em várias versões, especialmente nas mais equipadas.
Abaixo, a tabela com os principais conjuntos mecânicos disponíveis no Brasil desde 2023:
| Tipo de motor | Cilindrada | Potência (cv) | Código do motor | Câmbio | Tração | Observações / Disponibilidade |
| Gasolina aspirado | 2.0 L | 147 | Smartstream G2.0 MPI | CVT | Dianteira / Integral (HTRAC) | Versão de entrada; muito comum no Brasil |
| Gasolina turbo | 1.6 L | 190 | Smartstream G1.6 T-GDi | 7 DCT / 8AT | Dianteira / Integral (HTRAC) | Versões N Line e topo; desempenho elevado |
| Híbrido | 1.6 L | 139 (sistema) | Smartstream G1.6 GDi HEV | 6 DCT | Dianteira / Integral (HTRAC) | Ótimo consumo; motor elétrico ~32–44 kW |
| Elétrico | — | 201 (tração traseira) / até 320 (integral em algumas configs) | Motor(es) elétrico(s) | Redutor de uma marcha | Traseira / Integral (HTRAC) | Bateria 64,8 kWh padrão; boa oferta no Brasil |
As combinações mais vendidas no Brasil incluem o 2.0 com CVT nas versões intermediárias, o 1.6 turbo nas esportivas e o híbrido pelo baixo consumo. A versão elétrica vem crescendo graças ao alcance e recarga rápida.
Dimensões e peso
As dimensões do Hyundai Kona SX2 são praticamente iguais em todas as versões, com pequenas diferenças nas N Line e na elétrica. A altura livre do solo fica entre 170–210 mm dependendo de pneus e suspensão — adequada para buracos e vias irregulares comuns em várias regiões do Brasil.
| Parâmetro | Valor | Observações |
| Comprimento, mm | 4350–4385 | Maior na N Line |
| Largura, mm | 1825 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1585–1590 | Varia conforme rodas e suspensão |
| Entre-eixos, mm | 2660 | Igual em todas as versões |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1315–1815 | 1315–1550 kg gasolina/híbrido; maior na elétrica |
| Peso bruto total, kg | 1850–2200 | Conforme versão |
| Porta-malas, L | 466–1300 | Bancos rebatidos |
| Capacidade do tanque, L | 38–50 | Menor no híbrido |
Essas medidas posicionam o Kona como um dos SUVs subcompactos mais espaçosos da categoria, principalmente com os bancos traseiros rebatidos.

Atualizações por ano e facelift
A geração SX2 segue atual. Entre 2023 e 2025 as mudanças foram pontuais: melhorias no software multimídia, ajustes na suspensão para mais conforto e refinamentos nos assistentes. Em 2025 veio um facelift com atualizações visuais, maior capacidade de bateria na versão elétrica (até 64,8 kWh) e otimizações no sistema híbrido.
- Maior oferta de tração integral em várias versões;
- Novas cores e rodas;
- Melhorias em conectividade e atualizações OTA;
- Recuperação de energia refinada no híbrido e elétrico.
Para 2026, o destaque fica com as versões híbrida e elétrica pela eficiência superior, enquanto o 1.6 turbo continua sendo a escolha para quem busca mais emoção ao dirigir.
Experiência ao volante e detalhes técnicos
O motor 2.0 aspirado é suave e confiável para uso urbano diário. O 1.6 turbo entrega resposta mais forte em ultrapassagens e rodovias. O híbrido consegue consumos reais muito baixos — frequentemente acima de 18–22 km/l em uso misto — e a elétrica oferece torque imediato e direção relaxada com um pedal só.
Consumo aproximado com base em testes brasileiros e condições reais:
- 2.0 CVT — 11–13 km/l misto;
- 1.6 turbo — 9–12 km/l misto;
- Híbrido — 18–22 km/l misto (integral um pouco menor);
- Elétrica — 14–17 kWh/100 km (autonomia 400–500 km dependendo da bateria e rodas).
O câmbio 7 DCT é ágil, mas pode ficar hesitante no trânsito intenso — melhor com antecipação. O CVT do 2.0 é confortável na cidade. A tração integral melhora a segurança em chuva e pisos irregulares, mas aumenta o consumo em cerca de 1–2 km/l.
Peças de reposição são fáceis de encontrar na rede Hyundai; custos razoáveis: filtros e pastilhas baratos, componentes maiores (câmbio, bateria) na faixa de R$ 8.000–35.000 fora da garantia. Manutenção geral boa.
Melhor escolha para o Brasil
A combinação mais equilibrada para a maioria dos brasileiros é o híbrido com tração integral — une excelente economia, versatilidade em diferentes condições, desempenho aceitável e ótima revenda. A elétrica agrada quem tem carregador em casa e roda mais na cidade, enquanto o 1.6 turbo é ideal para quem quer mais potência.
Na hora da compra, dê preferência a unidades de concessionária oficial com histórico de revisões completo e garantia ativa para garantir a melhor experiência de posse a longo prazo.