Especificações Técnicas da Geração Hyundai i30 III (PD) (2017–atual) — Motores, Câmbios e Dimensões para o Mercado Brasileiro

Análise completa das especificações do Hyundai i30 terceira geração (PD) desde 2017: linha de motores a gasolina, opções de transmissão, medidas da carroceria e principais atualizações após o facelift de 2020, tudo adaptado às preferências e realidade do mercado brasileiro

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Os motores do Hyundai i30 de 2017 até o momento (geração PD) variam conforme o ano de fabricação e o mercado. No Brasil predominam as versões a gasolina, com configurações que atendem às normas de emissões locais (Proconve L7/L8), especialmente após o facelift de 2020. Design externo, interior, níveis de acabamento e pontos fracos são abordados em outros artigos desta série.

Motores e Câmbios

A geração PD recebeu diversas atualizações no conjunto motriz após o facelift 2020. No mercado brasileiro o foco está em motores a gasolina turbo e aspirados, com versões mild-hybrid aparecendo em alguns mercados em modelos mais recentes. Não há tração integral — todas as versões são tração dianteira. Motores diesel foram praticamente eliminados na região.

A seguir, tabela com os principais conjuntos motopropulsores disponíveis entre 2017–2026 e mais comuns no mercado de seminovos no Brasil.

Tipo de motor Cilindrada, L Potência, cv Código do motor Tipo de câmbio Tração Observações / Disponibilidade regional
Gasolina aspirado 1.4 100 Kappa 1.4 MPi 6MT Dianteira Pré-facelift; raro no Brasil após 2020
Gasolina turbo 1.0 120 Smartstream G1.0 T-GDi 6MT / 7DCT Dianteira Pós-facelift, mild-hybrid em versões mais recentes; uma das mais comuns no Brasil
Gasolina turbo 1.4 140 Kappa 1.4 T-GDi 6MT / 7DCT Dianteira Pré-facelift; disponível em alguns mercados da região
Gasolina aspirado 1.5 110 Smartstream G1.5 DPI 6MT / IVT Dianteira Pós-facelift; amplamente disponível no Brasil
Gasolina turbo 1.5 160 Smartstream G1.5 T-GDi 7DCT Dianteira Pós-facelift, mild-hybrid; disponível na região
Diesel 1.6 95–136 U2 1.6 CRDi 6MT / 7DCT Dianteira Mild-hybrid em versões tardias; muito raro no Brasil após 2020

A combinação mais comum no mercado de seminovos brasileiro pós-facelift é o 1.0 T-GDi com 7DCT. O 1.5 DPI com IVT também é bastante procurado pela suavidade e economia.

Dimensões e Peso

As dimensões externas e peso em ordem de marcha do Hyundai i30 PD variam ligeiramente conforme a carroceria (hatchback, station wagon, Fastback), mas permanecem estáveis após o facelift. A altura livre do solo costuma ficar entre 135–140 mm. A seguir, valores médios para a versão hatchback mais comum no mercado brasileiro.

Parâmetro Valor Observações
Comprimento, mm 4340 Hatchback; station — 4585 mm, Fastback — 4455 mm
Largura, mm 1795 Sem retrovisores
Altura, mm 1455 Hatchback; station — 1465 mm
Entre-eixos, mm 2650 Igual em todas as carrocerias
Peso em ordem de marcha, kg 1195–1445 Depende do motor e acabamento; média ~1260 kg para 1.0 T-GDi
Peso bruto total, kg 1750–1920 Conforme versão
Porta-malas, litros 395–1301 Hatchback (bancos levantados/rebaixados); station — 602–1650 L
Capacidade do tanque, litros 50 Padrão em todas

Esses valores representam a maioria dos exemplares a gasolina com tração dianteira encontrados no mercado brasileiro.

Atualizações por ano e facelift 2020

A geração PD segue atual em 2026. Entre 2017–2019 as mudanças foram pequenas: ajustes na suspensão e na eletrônica. O facelift 2020 trouxe:

  • migração para motores Smartstream: substituição do 1.4 MPi pelo 1.5 DPI, e do 1.4 T-GDi pelo 1.5 T-GDi mild-hybrid;
  • introdução do sistema mild-hybrid 48V na maioria das versões gasolina e diesel restantes;
  • atualização dos câmbios: 7DCT no lugar do 6DCT nos motores turbo;
  • otimização da geometria da suspensão para melhor dirigibilidade e conforto.

Foram descontinuados motores antigos sem mild-hybrid (1.4 MPi, 1.4 T-GDi, 1.6 CRDi básico). A oferta de diesel caiu drasticamente após 2022 por normas de emissões. As configurações atuais 2025–2026 no Brasil concentram-se no 1.5 DPI com 6MT/IVT e 1.0 T-GDi mild-hybrid com 7DCT.

Observações de uso e pontos técnicos

Ao comprar ou utilizar um Hyundai i30 PD no Brasil, a confiabilidade dos motores é considerada boa no geral. O 1.5 DPI aspirado (Smartstream G1.5) é muito robusto, ultrapassando facilmente 250 mil km com manutenção em dia. O 1.0 T-GDi turbo mild-hybrid funciona bem com gasolina premium (Podium ou aditivada), apresentando boa durabilidade nas avaliações de proprietários. O diesel 1.6 CRDi é confiável, mas sensível à qualidade do diesel e já muito raro no país.

As versões mais populares no mercado de usados brasileiro são o 1.0 T-GDi (120 cv) e o 1.5 DPI (110 cv), ambas adequadas para uso misto cidade-estrada. Consumo médio real aproximado com base em relatos de donos e testes equivalentes:

  • 1.5 DPI 6MT — 12–14 km/l combinado;
  • 1.0 T-GDi 7DCT mild-hybrid — 14–17 km/l combinado;
  • 1.5 T-GDi 7DCT mild-hybrid — 13–15 km/l combinado;
  • 1.6 CRDi 7DCT mild-hybrid — 16–19 km/l combinado (quando disponível).

Observações sobre câmbios: o 7DCT de dupla embreagem é ágil, mas recomenda-se troca de fluido a cada 60 mil km para evitar problemas no trânsito intenso. O IVT (CVT) com o 1.5 DPI é suave e econômico, porém menos envolvente. A tração dianteira facilita a manutenção, mas limita a capacidade em chuvas fortes ou estradas de terra sem pneus adequados.

Disponibilidade de peças é excelente via concessionárias Hyundai e mercado paralelo; custos são razoáveis para a categoria: filtros e pastilhas baratos, componentes maiores (kit embreagem DCT, turbina) na faixa de R$ 4.000–15.000 aproximadamente. A reparabilidade geral é boa — a maioria das oficinas independentes conhece bem a plataforma.

Conclusão e escolha ideal para o Brasil

A opção mais equilibrada para o mercado brasileiro é a 1.0 T-GDi mild-hybrid com 7DCT e tração dianteira pós-facelift. Ela entrega consumo moderado, desempenho aceitável e custos de manutenção baixos, além de ótima liquidez no mercado de usados (especialmente modelos 2020–2023).

As versões 1.5 DPI são ideais para quem prioriza simplicidade e baixo consumo; as diesel para altas quilometragens, mas são raras e mais caras de manter. Na hora da compra, sempre confira o histórico completo de revisões (principalmente trocas de fluido do DCT e saúde da bateria mild-hybrid) e prefira unidades com quilometragem documentada e sem sinais de batidas graves.