
Os problemas do Hyundai Kona 2023–atual envolvem desde o conforto de rodagem até os sistemas eletrônicos. Os exemplares seminovos no mercado brasileiro —ainda bastante recentes— exigem inspeção cuidadosa devido à novidade da geração e, em alguns casos, à origem de importação. Este artigo reúne os principais pontos negativos com base em fóruns de donos, avaliações e relatórios de serviço. Para especificações completas, fotos do interior e impressões ao volante, confira os outros conteúdos da série.
Principais pontos fracos e características marcantes
Donos do Hyundai Kona SX2 destacam algumas características que impactam o uso diário. O consumo real na versão a gasolina 1.6 T-GDi com câmbio DCT de 7 marchas (menos comum no Brasil) fica na faixa de 9–12 km/l na cidade segundo relatos —razoável para o segmento B-SUV, mas cai bastante no trânsito intenso ou em condução mais esportiva. Já a versão híbrida 1.6 GDi HEV, mais popular, consegue entre 16–20 km/l em uso misto em condições normais, embora o uso constante do ar-condicionado em dias quentes aumente o consumo de forma perceptível.
O conjunto de duas telas de 12,3 polegadas suporta Apple CarPlay e Android Auto sem fio, mas há reclamações frequentes de travamentos no software, lentidão na interface e quedas intermitentes na conexão sem fio. A navegação nativa funciona bem nas rodovias principais brasileiras, mas a maioria prefere Waze ou Google Maps pela atualização em tempo real e melhor cobertura em vias secundárias.
O isolamento acústico é mediano para a categoria: ruído de rolamento e pneus fica evidente acima de 100–110 km/h, e os para-lamas traseiros transmitem mais barulho por causa do isolamento acústico limitado de fábrica. Isso se nota mais em rodovias com asfalto irregular ou pavimento antigo.
A qualidade dos materiais internos varia conforme a versão: nas básicas predomina plástico rígido resistente a riscos, enquanto nas topo de linha há superfícies macias e couro sintético. Alguns proprietários relatam desgaste precoce em áreas de muito contato, como o console central, após 20.000–30.000 km.
A eletrônica e o sistema híbrido exigem diagnóstico em concessionária com equipamentos especializados. Para unidades importadas (da Coreia ou EUA) o prazo de entrega de peças pode ser maior. Componentes de suspensão e transmissão estão na média do segmento, com boas opções de peças paralelas disponíveis no Brasil.
Versões e anos — no que prestar mais atenção
Por ser uma geração recente, os primeiros carros 2023 apresentam mais relatos de suspensão mais dura que o esperado em buracos e travamentos ocasionais na multimídia. Nas híbridas há menções de consumo acima do esperado em dias muito quentes com ar-condicionado ligado o tempo todo, embora não seja algo generalizado.
Reclamações registradas incluem acionamentos falsos do assistente de manutenção de faixa e suspensão que transmite mais os impactos de lombadas e buracos. Não são falhas generalizadas, mas aparecem com frequência em fóruns e históricos de serviço.
As atualizações de 2024–2025 melhoraram vários aspectos: software da multimídia mais estável, um pouco mais de isolamento acústico em algumas versões e ajustes na suspensão para maior conforto em certas configurações. No Brasil predomina o 1.6 GDi HEV com DCT de 6 marchas, embora existam importados 2.0 MPI com CVT que vale verificar compatibilidade com combustível local. As versões elétricas têm menos queixas após as primeiras correções de software.

Mercado de seminovos no Brasil
O Hyundai Kona seminovo geração SX2 aparece em quantidade limitada por ser modelo novo —na maioria unidades com baixa quilometragem importadas da Coreia, EUA ou algumas de concessionária local, com menos de 50.000 km. O estado da carroceria depende do uso: em estradas com buracos ou regiões com muita chuva podem surgir danos na suspensão ou arranhões na pintura, e em áreas litorâneas ou úmidas a corrosão avança nos para-lamas e assoalho se não houver proteção extra.
A ausência de proteção anticorrosiva ou lavagens frequentes acelera o desgaste nas partes inferiores —a inspeção do assoalho é essencial. Histórico de revisões em concessionária limpo reduz riscos em comparação com importações independentes.
Consulta por chassi (VIN) revela diferenças em assistentes, idioma do sistema ou equipamentos conforme mercado de origem. A quilometragem costuma ser real pela pouca idade do modelo, mas exame profissional e laudo de histórico são sempre recomendados.
Preços típicos de versões híbridas 1.6 GDi HEV 2023–2024 em bom estado variam entre R$ 140.000 e R$ 185.000 aproximadamente, dependendo da versão, km rodados e condição (faixa realista de mercado para seminovos desse segmento e idade no Brasil).
O que dá para corrigir e orçamento para deixar em bom estado
A maioria das desvantagens do Kona SX2 pode ser resolvida com investimentos moderados. Adicionar material de isolamento acústico extra nos para-lamas e portas reduz bastante o ruído de rolamento. Problemas na multimídia normalmente melhoram muito com atualização de software na concessionária ou módulos adicionais.
Peças internas desgastadas (inserções plásticas ou estofamento) são baratas de substituir, originais ou paralelas. Revisão da suspensão (amortecedores, buchas) torna-se necessária após 30.000–50.000 km em estradas brasileiras. Aplicar proteção anticorrosiva no assoalho e para-lamas protege em regiões úmidas ou litorâneas.
Seguir o plano de manutenção —troca de óleo do câmbio DCT a cada 60.000 km— evita problemas graves na transmissão. Na compra de seminovo é prudente reservar 5–10% do valor para inspeção, alinhamento, tratamentos preventivos e reparos pequenos que deixem o carro em ótimas condições.
Conclusão e recomendações
Em 2026 o Hyundai Kona II (SX2) continua sendo uma opção interessante no segmento de SUVs compactos, especialmente para uso urbano graças às versões híbridas econômicas. Ele entrega bom equilíbrio entre design, tecnologia e preço, mas por ser modelo recente exige vistoria completa.
As versões 2024–2025 com 1.6 GDi HEV e câmbio DCT de 6 marchas costumam apresentar menos inconvenientes e maior confiabilidade nas condições brasileiras. As a gasolina ou elétricas atendem bem quem busca mais desempenho ou zero emissão, mas com cuidados extras de manutenção.
Na compra de zero priorize versões com pacote de isolamento acústico aprimorado; no seminovo verifique corrosão na carroceria (principalmente em regiões litorâneas), funcionamento da eletrônica, suspensão em buracos, saúde da bateria híbrida (quando aplicável) e confira o histórico completo de revisões e procedência.