Hyundai Kona 1ª geração (2017–2023) problemas comuns e o que verificar na compra de usado | Automotive24.center

Problemas e pontos fracos da 1ª geração Hyundai Kona (OS) 2017–2023: o que você precisa saber antes de comprar usado

O Hyundai Kona de primeira geração (código OS), produzido entre 2017 e 2023, continua sendo uma opção bastante procurada no mercado de SUVs compactos usados no Brasil em 2026, graças ao bom custo-benefício, equipamentos modernos e consumo razoável

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O modelo une preço acessível e bom pacote de equipamentos, mas como todo carro usado tem suas peculiaridades que merecem atenção na hora da compra. Neste guia mostramos os principais defeitos do Hyundai Kona de primeira geração, experiências reais de donos e dicas para escolher um exemplar decente. Para ver especificações completas, detalhes técnicos e fotos do interior, confira os outros conteúdos da série.

Principais defeitos e características da geração

Donos brasileiros em fóruns, grupos de WhatsApp, YouTube e sites como Webmotors e OLX relatam vários problemas recorrentes no uso diário. Não são falhas catastróficas em todos os carros, mas dependem muito da manutenção e do tipo de uso.

As versões turbo 1.0 T-GDI e 1.6 T-GDI costumam fazer consumo bem acima do divulgado no trânsito urbano: de 1 a 3 km/l a menos que o Inmetro aponta, principalmente em engarrafamentos ou com pé pesado. O motor aspirado 2.0 MPI (mais comum em algumas unidades) é mais previsível no consumo, mas bem mais fraco em desempenho.

O sistema multimídia com telas de 8" ou 10,25" (após o facelift 2020) às vezes apresenta travamentos na navegação ou na conexão com Apple CarPlay / Android Auto por causa de software desatualizado. Atualizações na concessionária normalmente resolvem, mas muitos exemplares usados não receberam.

O isolamento acústico é apenas razoável: nas versões pré-facelift (2017–2019) entra muito barulho de pneus e suspensão acima de 100–110 km/h. Após o facelift 2020 melhorou com mais materiais isolantes, mas ainda fica atrás de rivais como Volkswagen T-Roc ou Jeep Renegade.

Os plásticos rígidos no interior das versões de entrada e intermediárias podem ranger com o tempo, principalmente nas portas. As configurações mais caras com couro e superfícies macias disfarçam melhor, mas exigem cuidados constantes.

A transmissão DCT de dupla embreagem de 7 marchas é o ponto mais sensível: exige troca de óleo a cada 60.000 km aproximadamente. Quem ignora isso enfrenta trancos e desgaste precoce das embreagens. Peças existem, mas as originais são bem caras.

Reparos como troca de turbina nos T-GDI ou do acoplamento HTRAC (tração integral) podem custar de 20 a 30% do valor atual do carro, dependendo do estado.

Anos e versões: onde prestar mais atenção

Mesmo com o fim da produção em 2023, os primeiros anos (2017–2019) pedem cuidado redobrado. Muitos vieram importados dos EUA ou Europa e podem trazer desgaste acumulado: embreagem DCT acima dos 100.000 km e sinais iniciais de corrosão na parte inferior.

Problemas comuns incluem superaquecimento da DCT em dias muito quentes ou com reboque (frequente no interior do Brasil e regiões Norte/Nordeste). Os motores turbo são sensíveis a combustível de má qualidade, gerando acúmulo de carbono nas válvulas após 80–100 mil km.

Falhas na multimídia eram mais frequentes antes do facelift, mas as atualizações de 2020–2021 reduziram bastante. O sistema HTRAC é confiável no geral, mas o acoplamento pode precisar de inspeção após 150 mil km.

O facelift 2020 trouxe melhorias reais: isolamento acústico reforçado, multimídia mais estável e motor 1.6 T-GDI (Smartstream) com até 198 cv e consumo um pouco melhor. As unidades 2021–2023 pós-facelift são as mais recomendadas por apresentarem menos reclamações.

Mercado de usados no Brasil

Em 2026 o mercado de Hyundai Kona usados no Brasil tem centenas de ofertas em plataformas como Webmotors, OLX, Mercado Livre e iCarros. A maioria são modelos 2019–2022 com 50–120 mil km, principalmente versões 2.0 aspirado ou 1.6 turbo, muitos vindos de leilões, locadoras ou importados.

A condição da carroceria varia muito por região: em cidades litorâneas ou com muita chuva (Rio, Recife, Salvador) verifique corrosão nas bordas de portas, caixas de roda e fundo após 4–6 anos. Em regiões muito quentes cuide de desbotamento da pintura e ressecamento do interior.

Corrosão em parafusos de suspensão e escapamento é comum em carros sem proteção extra. Histórico de revisões em concessionária Hyundai é um grande diferencial, principalmente com trocas de óleo da DCT e manutenção do turbo registradas.

Checagem por chassi é essencial: há carros com modificações (central multimídia não original, rodas etc.) que afetam o preço. Quilometragem adulterada acontece em 20–30% dos casos, sobretudo em importados; use laudos cautelar ou vistoria especializada.

Preços típicos de mercado para exemplares em bom estado ficam entre R$ 95.000 e R$ 165.000 dependendo do ano, km e versão — com as pós-facelift SEL ou Premium na faixa superior. Preço médio realista aproximado: R$ 110.000–R$ 155.000 para 2019–2022 em condição boa.

O que dá pra resolver e orçamento para deixar em ordem

A maioria dos defeitos do Kona I é corrigível, o que torna o modelo interessante para quem pesquisa bem. Melhorar o isolamento acústico é uma das modificações mais feitas: aplicar material extra nas portas e caixas de roda reduz o ruído em 20–30%, leva 1–2 dias.

Atualizar a multimídia por software ou trocar a tela resolve travamentos. Peças internas desgastadas (plásticos, estofados) podem ser substituídas por equivalentes mantendo o visual de fábrica.

Na suspensão trocam buchas e amortecedores por causa de buracos; aplicar proteção antichipre nos fundos ajuda contra corrosão. Limpeza de válvulas nos T-GDI é recomendada anualmente ou a cada 15–20 mil km.

Dica de orçamento: reserve 10–15% do valor de compra para ajustes iniciais. Exemplo: proteção antichipre completa custa cerca de R$ 2.000–R$ 4.000, isolamento acústico R$ 1.500–R$ 3.000. Para carros acima de 100 mil km calcule R$ 6.000–R$ 12.000 no primeiro serviço pesado (incluindo DCT e diagnóstico completo).

Conclusão e dicas finais

Em 2026 o Hyundai Kona de primeira geração segue sendo uma boa escolha no mercado de usados brasileiro para uso urbano, família pequena ou rodagem mista, desde que bem avaliado. Oferece ótimo equilíbrio entre preço e conteúdo, mas exige atenção em componentes críticos.

Priorize unidades 2020–2023 com motor 1.6 turbo ou 2.0 aspirado e tração dianteira: menos problemas acumulados e melhor acabamento. As versões com tração integral HTRAC são boas para regiões chuvosas ou estradas ruins, mas cheque o acoplamento.

Na hora da compra teste a DCT (sem trancos ou hesitações), examine carroceria e fundo por corrosão (especialmente soleiras e caixas de roda), confirme km real pelos documentos e experimente toda a multimídia. Vistoria em concessionária Hyundai ou oficina de confiança é passo obrigatório para evitar dor de cabeça.

Com manutenção em dia e histórico limpo, um Kona usado pode ser um companheiro confiável, prático e econômico por muitos anos.