
Nesta matéria analisamos os principais pontos negativos e problemas recorrentes da Mazda 6 terceira geração, com base em relatos reais de proprietários e nas condições de uso típicas do mercado brasileiro. Isso ajuda compradores potenciais a avaliarem os riscos ao procurar um seminovo. Termos como problemas Mazda 6 III, falhas Mazda 6 2012–2024 e Mazda 6 seminova aparecem com frequência em fóruns e grupos. Para especificações técnicas completas, fotos do interior e mais detalhes, confira os outros artigos da série.
Principais desvantagens e características marcantes
Proprietários da Mazda 6 III costumam destacar vários aspectos que impactam o uso diário. O consumo dos motores a gasolina Skyactiv-G 2.0 e 2.5 litros fica normalmente entre 8–11 km/l na cidade, dependendo do trânsito e do pé direito — muitas vezes superando os números oficiais da fabricante em condições de muito arranque e parada. Em rodovia cai para 13–16 km/l, mas com carga total ou direção agressiva aumenta. As versões diesel Skyactiv-D 2.2 (quase sempre importadas) são mais econômicas, mas praticamente inexistentes no Brasil.
O sistema multimídia com telas de 7 a 10,3 polegadas nos modelos iniciais pode apresentar lentidão, principalmente ao usar navegação. Atualizações de software são recomendadas para integração fluida com Apple CarPlay e Android Auto; nas versões de entrada a navegação pode nem vir de série. O isolamento acústico é mediano: a partir de 100 km/h o ruído de rolamento e vento fica perceptível, sobretudo das caixas de roda, afetando o conforto em viagens longas.
Os materiais internos são razoavelmente duráveis, mas a pintura da carroceria é fina e suscetível a lascas e arranhões de pedras. A tecnologia Skyactiv torna algumas manutenções mais especializadas — regulagem de válvulas e certos componentes de suspensão exigem ferramentas específicas. Peças de carroceria (para-choques, faróis) e itens eletrônicos costumam ser mais caros que a média, embora haja opções paralelas com qualidade variável. A manutenção programada permanece acessível, mas reparos inesperados como transmissão ou suspensão podem elevar bastante o custo.
Versões e anos — no que prestar mais atenção
Os exemplares iniciais 2012–2015 (pré-facelift GJ) apresentam maior incidência de consumo elevado de óleo ou pequenos vazamentos nos Skyactiv-G 2.5, problemas no sistema de arrefecimento e corrosão no escapamento. Alguns modelos 2013–2014 tiveram recalls relacionados a freios e componentes eletrônicos (sensores, retrovisores).
Após o facelift de 2015 houve melhorias no isolamento acústico, no sistema multimídia e reforço na estrutura. Os motores de alta taxa de compressão ficaram mais consistentes quanto ao óleo e o pacote i-Activsense mais confiável. O facelift de 2018 (GL) trouxe o 2.5 turbo Skyactiv-G, mas essas versões são raras no mercado usado brasileiro e exigem atenção especial à turbina. No geral, os modelos 2018–2024 são considerados os mais confiáveis no mercado de seminovos.

Mercado de seminovos no Brasil
No mercado brasileiro de usados, a Mazda 6 III é majoritariamente de especificação norte-americana ou importada, com quilometragens típicas entre 120.000–220.000 km. O estado da carroceria varia conforme a região: em áreas com muita chuva e umidade (como litoral ou Sul) a corrosão em caixas de roda, soleiras e assoalho pode progredir mais rápido. A pintura fina torna comuns as marcas de pedras no capô e portas após 7–10 anos de uso.
O histórico de revisões é fundamental — carros sem manutenção comprovada podem esconder desgaste na corrente de distribuição ou trancos na transmissão automática Skyactiv-Drive. Verifique a originalidade das peças pelo chassi; muitas paralelas servem, mas a qualidade varia. O odômetro às vezes é adulterado — sempre faça vistoria cautelar e relatório de histórico. A maioria dos anúncios é de sedãs com motor 2.5 Skyactiv-G (cerca de 184–187 cv nos anos mais recentes), câmbio automático e tração dianteira. Preços aproximados para exemplares em bom estado variam de R$ 80.000 a R$ 180.000 dependendo do ano, km e condição (preço de mercado aproximado para o Brasil).
O que dá para corrigir e orçamento para deixá-lo em bom estado
Muitas características da Mazda 6 III podem ser melhoradas. Aplicar material adicional de isolamento acústico nas caixas de roda, portas e assoalho reduz o ruído interno em 10–20%. Atualizar o multimídia para um modelo com suporte a CarPlay/Android Auto sem fio elimina a lentidão e adiciona funcionalidades modernas.
Itens internos desgastados (bancos, plásticos) podem ser substituídos ou reestofados. Refazer a suspensão — amortecedores, buchas, bandejas — melhora significativamente o conforto em pisos irregulares. Prevenção de corrosão com aplicação de proteção no assoalho, caixas de roda e soleiras é altamente recomendada em regiões úmidas. A manutenção regular inclui troca de óleo a cada 8.000–12.000 km, filtros e inspeção de freios.
Na hora da compra, reserve 15–25% do valor para reparos iniciais (isolamento acústico, suspensão), mais cerca de 5–10% ao ano para manutenção. Exemplares com mais de 150.000 km podem demandar investimento maior, incluindo componentes caros como caixa de câmbio ou turbina (nas versões aplicáveis).
Conclusão e recomendações de compra
Em 2026, a Mazda 6 III continua sendo uma escolha interessante para quem procura um sedã ou perua médio com dirigibilidade envolvente e visual marcante, desde que escolhida com critério. Os anos iniciais (2012–2015) pedem atenção redobrada ao consumo de óleo, corrosão e freios, enquanto os facelift 2018–2024 oferecem o melhor equilíbrio entre confiabilidade e equipamentos.
A configuração mais equilibrada para o Brasil é o 2.5 Skyactiv-G aspirado (cerca de 184–187 cv) com transmissão automática Skyactiv-Drive e tração dianteira. Na vistoria observe a carroceria (corrosão, lascas), teste de rodagem (suavidade das trocas, ruídos na suspensão), escaneamento da eletrônica (incluindo i-Activsense) e histórico completo de manutenção. Uma inspeção pré-compra em oficina especializada em Mazda é fortemente recomendada para identificar problemas ocultos.