
No entanto, como qualquer carro usado com essa idade, ele tem seus problemas do Volkswagen Passat B6 que podem impactar a decisão de compra. Neste guia, detalhamos as falhas comuns do Passat 2005–2010, diferenças por ano, tendências do mercado brasileiro, opções de reparo e dicas práticas para ajudar você a decidir se vale a pena em 2026.
Principais desvantagens da geração
Proprietários frequentemente relatam uma série de falhas recorrentes em fóruns e sites como Webmotors e Mercado Livre. Muitas delas decorrem da idade do veículo (16–21 anos) e características de projeto originais. Aqui estão as principais:
- Consumo de combustível acima da média: Motores a gasolina (1.6 MPI, 1.8 TSI) fazem cerca de 8–12 km/l na cidade, enquanto os diesel 2.0 TDI chegam a 12–15 km/l combinado. Com condução agressiva, os números pioram em comparação com rivais como Toyota Camry da mesma época.
- Multimídia e navegação desatualizados: Sistemas RNS-300/510 não têm conectividade moderna: sem Bluetooth ou USB de fábrica, e mapas obsoletos. Falhas no som (travamentos ou leitor de CD) surgem após 200.000–250.000 km.
- Corrosão na carroceria: Soleiras, arcos de rodas, tampa do porta-malas e frisos oxidam, especialmente em regiões úmidas ou litorâneas. A corrosão fica visível após 10–15 anos.
- Isolamento acústico fraco: Em rodovias, ouve-se ruído de pneus e vento, principalmente nas versões básicas. Melhorias nos anos posteriores são mínimas.
- Manutenção complexa e peças caras: Acesso a componentes como corrente de distribuição TSI exige muita mão de obra. Peças originais (turbo, mecatrônica DSG) são caras, embora existam boas opções paralelas.
- Outras falhas: Consumo excessivo de óleo em motores 2.0 FSI/TSI (até 1 litro a cada 1.500–2.000 km), problemas elétricos (alternador, partida) e desgaste rápido da suspensão em buracos.
Esses problemas do Passat B6 não são eliminatórios para todos, mas exigem inspeção cuidadosa.
Anos e versões: no que prestar atenção especial
A geração B6 não teve facelift completo, mas atualizações anuais melhoraram a confiabilidade. Anos iniciais (2005–2007) acumulam mais falhas; os finais (2008–2010) são mais recomendados.
| Anos | Falhas típicas | Por que ter cautela |
|---|---|---|
| 2005–2006 | Injetores bomba em diesel PD TDI, mecatrônica DSG inicial, ruído na corrente de distribuição TSI após 150.000–200.000 km | Problemas de juventude: eletrônica fraca, maior risco de corrosão pela idade |
| 2007 | Transição para TSI, falhas em turbo e corrente, isolamento acústico médio | Melhorias limitadas; ainda versões iniciais de DSG |
| 2008–2010 | Common Rail TDI (mais suave), componentes DSG reforçados, melhor isolamento | Menos falhas, mas atenção ao filtro de partículas e EGR |
Evite os anos iniciais se possível: maior risco de rachaduras em cabeçotes de certos 2.0 TDI e problemas de transmissão. Modelos 2008–2010 são apostas mais seguras, sempre com histórico comprovado.

Mercado de carros usados no Brasil
O Passat B6 2005–2010 ainda aparece em plataformas como Mercado Livre, Webmotors e OLX, com centenas de anúncios. A maioria é importada ou nacional, com quilometragem de 200.000–300.000 km. Pontos chave:
- Estado da carroceria: Corrosão em soleiras e arcos é comum em áreas litorâneas ou chuvosas. Verifique sob frisos e porta-malas; buracos aceleram desgaste da suspensão.
- Histórico de serviço e km: Adulteração de odômetro acontece—priorize carros com laudo cautelar e notas fiscais.
- Disponibilidade de peças: Originais e paralelas (Bosch, Febi, Mann) são fáceis de encontrar no país todo. Oficinas especializadas em VW são comuns em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
- Intervalos de manutenção: Troca de óleo a cada 10.000–15.000 km; ignorar causa falhas na corrente ou DSG.
- Verificação de equipamentos: Confirme pelo chassi—alguns “full” são básicos com acessórios adicionados.
- Documentação: Cheque débitos, multas ou restrições.
- Preços aproximados: Preço de mercado orientativo no Brasil entre R$35.000 e R$65.000 dependendo de condição, quilometragem e localização. Exemplares bem conservados partem de R$45.000. As versões Variant (perua) costumam ser um pouco mais valorizadas.
A qualidade variável do combustível e as ruas brasileiras podem piorar as falhas do Passat 2005–2010, tornando a vistoria pré-compra essencial.
Orçamento típico de reparos e manutenção
A maioria das falhas comuns é reparável, devolvendo o carro a um estado confiável. Aqui custos médios no Brasil (estimativas 2026, oficinas independentes):
| Falha | Reparo | Orçamento (R$) |
|---|---|---|
| Corrosão | Tratamento anticorrosivo, troca de soleiras | 4.000–12.000 |
| Isolamento acústico | Material extra em portas e assoalho | 3.000–8.000 |
| Multimídia | Troca por central moderna (Android Auto/CarPlay) | 6.000–12.000 |
| Corrente de distribuição (TSI) | Substituição com tensor e guias | 15.000–30.000 |
| Mecatrônica DSG | Reparo ou substituição | 20.000–45.000 |
| Manutenção rotineira | Filtros, óleo, freios | 2.000–6.000 |
Considere R$15.000–40.000 extras no preço de compra para corrigir manutenções pendentes em carros de alta km. Gasto anual em um exemplar bem cuidado fica em torno de R$8.000–15.000.
Conclusões e dicas de compra
Vale a pena comprar um Volkswagen Passat B6 hoje no Brasil? Sim, se você quer um sedã ou perua espaçoso, confortável e com boa dirigibilidade a preço acessível—com cuidados adequados, supera facilmente 400.000 km. Melhores escolhas: modelos 2008–2010 com motor 2.0 TDI Common Rail (140 cv) e câmbio manual, ou TSI com histórico completo.
Na inspeção, foque em corrosão, consumo de óleo e estado da corrente, comportamento do DSG (sem trancos) e elétricos. Test-drive e perícia profissional são obrigatórios. Escolha certo e um Passat B6 usado será um ótimo companheiro diário para família ou trabalho por muitos anos.