
Essa geração, também conhecida como Mk1, NF ou Typ 5N, estreou em setembro de 2007 no Salão do Automóvel de Frankfurt e foi produzida até 2016, quando deu lugar ao Tiguan II sobre a plataforma MQB. As vendas na Europa começaram no final de 2007, e o modelo rapidamente ganhou popularidade graças ao equilíbrio perfeito entre capacidade off-road leve, conforto e qualidade alemã. Foram vendidas mais de 2,5 milhões de unidades no mundo todo, tornando o Tiguan um dos grandes sucessos no segmento de SUVs compactos.
A review do Volkswagen Tiguan dessa geração começa pela plataforma: construído sobre a arquitetura PQ46 comprovada (versão alongada da PQ35), a mesma usada no Golf V, Jetta e Touran. Isso garantiu ótima rigidez estrutural, compatibilidade de peças com o grupo VW e a possibilidade de tração integral 4Motion com embreagem Haldex. As dimensões são 4427 mm de comprimento, 1809 mm de largura, 1683 mm de altura (com rack de teto), entre-eixos 2604 mm. O porta-malas oferece 470 litros (expansível para 1510 litros com bancos rebatidos), tornando-o muito prático para famílias ou viagens de fim de semana.
As principais características de design da Volkswagen Tiguan primeira geração incluem o estilo dinâmico e esportivo criado por Diego Scotto: grade robusta, capô esculpido, molduras plásticas nos para-lamas e generoso vão livre do solo de 200 mm (cerca de 30 mm maior que o Golf). Após o facelift de 2011 chegaram luzes diurnas em LED e mais detalhes cromados. O interior é minimalista, porém premium: plásticos rígidos com inserções macias, ar-condicionado digital dual-zone opcional e volante multifuncional. A oferta mecânica é variada: motores a gasolina 1.4 TSI (150 cv), 2.0 FSI (200 cv), diesel 2.0 TDI (140/170 cv), câmbios manual 6 marchas, automático Tiptronic 6 ou DSG-6. Segurança: 5 estrelas Euro NCAP, 6 airbags, ESP e 4Motion opcional. No Brasil a maioria das unidades é importada da Europa ou de produção global, com preferência clara pelos motores a gasolina devido à qualidade do combustível e disponibilidade de peças.
No geral, o Volkswagen Tiguan I é um crossover urbano confiável para quem busca um meio-termo entre hatchback e SUV completo, ideal para estradas brasileiras e trechos leves de terra.
O que mudou em relação aos modelos anteriores?
Por ser a primeira geração, o Volkswagen Tiguan I não teve antecessor direto, mas comparado aos SUVs anteriores da VW como o Touareg (2002) ou conceitos relacionados, representou uma verdadeira revolução no segmento compacto. A plataforma PQ46 substituiu estruturas mais pesadas, deixando o Tiguan 200–300 kg mais leve, cerca de 50 cm mais curto e bem mais ágil, herdando o entre-eixos do Golf V. A rigidez do chassi aumentou 25%, e o centro de gravidade mais baixo melhorou o comportamento dinâmico – suspensão McPherson na frente e multilink atrás, com opção 4Motion Haldex Gen. IV (distribuição de até 90% para o eixo traseiro).
Evolução do design: do volumoso Touareg para uma silhueta compacta e urbana – laterais esculpidas, rodas de 18" opcionais e coeficiente aerodinâmico de 0,37 (melhorado em 0,05). O interior foi totalmente renovado: +15% de espaço (pernas traseiras +5 cm), materiais mais macios no lugar do plástico rígido, Bluetooth e navegação RNS-510 opcionais. O conforto subiu: melhor isolamento acústico (+15 dB), bancos aquecidos, ar dual-zone de série após 2011. Tecnologias: novos motores TSI/TDI mais eficientes (-10–15% de consumo), DSG-6 a partir de 2009, ESP de série. Segurança: 5 estrelas Euro NCAP (contra 4 do Touareg), cortinas laterais, Isofix.
Comparado ao Touareg, o Tiguan ficou muito mais barato de produzir (cerca de 30% menos), econômico (-2 L/100 km) e pensado para uso urbano (vão livre 200 mm vs 215 mm). No mercado brasileiro, preencheu a lacuna entre hatches compactos e SUVs grandes, com ótima procura por versões a gasolina e tração integral.
Mercado de seminovos no Brasil
O Volkswagen Tiguan I continua sendo um dos SUVs compactos mais procurados no mercado de seminovos brasileiro em 2026 – esse crossover alemão é valorizado pela confiabilidade, versatilidade e boa liquidez. A maioria das unidades vem de importação europeia ou produção global, com quilometragens típicas entre 100.000–180.000 km. As versões 2.0 turbo flex/gasolina dominam, e as 4Motion são bastante buscadas em regiões com chuva ou estradas irregulares.
Faixa de preço aproximada no mercado brasileiro (início de 2026):
- Modelos iniciais 2008–2010 (1.4/2.0 TSI, manual): R$ 45.000 – R$ 65.000
- Faixa média 2011–2013 (2.0 TSI, DSG/Tiptronic): R$ 70.000 – R$ 95.000
- Unidades bem conservadas 2014–2016 (facelift, 4Motion comuns): R$ 90.000 – R$ 125.000
- Versões topo Track&Field ou R-Line: R$ 110.000 – R$ 140.000
As mais procuradas são as versões 2.0 TSI gasolina para uso diário. O mercado é bastante líquido: bons exemplares são vendidos em 1–2 meses, mas sempre confira o histórico – cerca de 20–25% vêm de locadoras ou uso intenso.

Principais versões e pacotes no mercado brasileiro
No Brasil o Volkswagen Tiguan I foi oferecido em várias configurações adaptadas ao gosto local (importadas + versões para América Latina e mercado global):
- Trendline (base) – ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, som CD, ABS+ESP, 6 airbags, rodas de aço 16", direção hidráulica. Geralmente com motor 2.0T, 4Motion opcional.
- Comfortline / SE – ar digital, cruise control, volante multifuncional, rodas de liga 17", sensores chuva/luz, Bluetooth, vidros traseiros elétricos. Muito popular pela ótima relação custo-benefício, frequentemente com 2.0T e 4Motion opcional.
- Highline / SEL – ar dual-zone, sensores de estacionamento, xenônio, volante em couro, rodas 18", navegação opcional. Muitas unidades trazem bancos aquecidos e pacote para climas variados.
- Track&Field / R-Line (topo, após 2011) – kit estético esportivo, suspensão ajustada, rodas 19", ESP, 4Motion de série. Relativamente raras (10–15% do mercado), mas muito desejadas pela capacidade off-road.
No mercado de usados, o ponto ideal costuma ser Comfortline/SE com 2.0T e tração integral: equipamento completo e versatilidade. Highline/SEL facelift são ideais para famílias, com mais espaço e rack de teto.
Veredicto final
O Volkswagen Tiguan 2007–2016 cai como uma luva no mercado brasileiro de seminovos:
- Para famílias – cabine ampla, porta-malas 470+ litros, segurança top (5 estrelas).
- Como crossover urbano – vão livre 200 mm, dirigibilidade fácil, consumo 9–12 km/l (gasolina).
- Para vida ativa – 4Motion tração integral, motores fortes para estrada (600+ km por tanque possível), Track&Field para estradas de terra.
Por R$ 70.000–R$ 110.000 você leva um crossover alemão sólido com capacidades semelhantes ao Touareg, porém mais compacto e barato de manter. Em 2026 o modelo segue atual – ótima liquidez (muitas vezes +10–15% na revenda) e potencial de vida útil acima de 200.000 km com bom cuidado.
Checklist na hora da compra:
- Motores 2.0T gasolina: checar turbo/PCV (teste de fumaça), confirmar km real.
- DSG/automático: atenção a trancos (reparo ~R$ 12.000–R$ 25.000), histórico de manutenção completo.
- Carroceria: corrosão nas soleiras (anticorrosivo), batidas de importação (medidor de pintura).
- Elétrica: falhas no módulo de conforto (reprogramação ~R$ 1.500–R$ 4.000).
O Volkswagen Tiguan primeira geração é uma escolha inteligente e versátil para quem procura um SUV prático. Com uma boa vistoria, entrega mais de 200.000 km sem grandes dores de cabeça.