
Especificações técnicas do Volkswagen Passat B7 no mercado brasileiro concentram-se principalmente em motores a gasolina turbo TSI, com opções diesel muito raras ou importadas. Neste artigo detalhamos os principais motores, câmbios, dimensões e pontos importantes de uso da geração 2010–2015. Design, interior, versões de equipamentos e problemas típicos são abordados em outros materiais da série.
Motores e câmbios
Durante todo o período de produção (2010–2015), o Passat B7 ofereceu uma ampla gama de propulsores. No Brasil, a oferta concentrou-se em motores a gasolina TSI, com destaque para o 1.8 TSI e 2.0 TSI, além do 2.5 de cinco cilindros nos primeiros anos e do potente 3.6 V6 nas versões topo de linha. Motores diesel TDI foram praticamente inexistentes no mercado local. Tração integral 4Motion apareceu em algumas versões topo e principalmente na variante Alltrack.
Os motores mais encontrados no mercado de usados brasileiro:
| Tipo de motor | Cilindrada | Potência, cv | Câmbio | Tração |
| Gasolina (TSI) | 1.8 L | 170 | Automático 6 marchas / DSG 6 marchas (DQ250) | Dianteira |
| Gasolina (TSI) | 2.0 L | 200 | DSG 6 marchas (DQ250) | Dianteira / 4Motion (algumas versões) |
| Gasolina (V6 FSI) | 3.6 L | 280–300 | DSG 6 marchas / Automático 6 marchas | 4Motion |
| Gasolina (5 cil.) | 2.5 L | 170 | Automático 5/6 marchas | Dianteira |
Observação: o V6 3.6 L e o 2.5 de cinco cilindros foram bem mais comuns no Brasil do que os pequenos 1.4 TSI europeus, enquanto diesel praticamente não existe no mercado local.

Dimensões e peso
As dimensões do Passat B7 são praticamente idênticas às do B6, com pequenas alterações nos para-choques. Os valores variam ligeiramente conforme a carroceria (sedã ou Variant perua) e o nível de equipamento.
| Parâmetro | Sedã | Perua Variant |
| Comprimento, mm | 4765–4771 | 4771–4776 |
| Largura (sem retrovisores), mm | 1820 | 1820 |
| Altura, mm | 1472–1516 | 1516–1520 |
| Entre-eixos, mm | 2712 | 2712 |
| Peso em ordem de marcha, kg (aprox.) | 1450–1650 | 1500–1700 |
| Peso bruto total, kg (aprox.) | 1950–2200 | 2000–2250 |
Valores médios das versões mais comuns (1.8 TSI e 2.0 TSI). As versões Alltrack oferecem altura livre do solo de cerca de 165 mm contra 135–150 mm das versões normais.
Atualizações por ano
O B7 já era um facelift profundo do B6, por isso não recebeu reestilização completa no meio do ciclo. As mudanças foram introduzidas gradualmente:
- 2010–2011: Lançamento com motor 2.5 de cinco cilindros e primeiros TSI; DSG de 6 marchas em algumas versões.
- 2012: Grande mudança de motores — chegada do 1.8 TSI e 2.0 TSI com melhor eficiência e desempenho.
- 2013–2014: Aperfeiçoamentos no software do câmbio, materiais internos e opções de multimídia.
- 2015: Ano final com atualizações menores de equipamentos antes da chegada da próxima geração (plataforma NMS na América do Norte).
No Brasil, os exemplares a partir de 2012 com 1.8 TSI e 2.0 TSI costumam ser os mais refinados e desejados no mercado de usados.
Observações de uso e pontos técnicos
No Brasil, os motores 1.8 TSI e 2.0 TSI dominam o mercado de seminovos. Consumo real de combustível (baseado em relatos de proprietários e médias locais) geralmente fica nestas faixas:
- 1.8 TSI automático — 9–11 km/l combinado;
- 2.0 TSI DSG — 8–10 km/l combinado;
- 3.6 V6 — 6–8 km/l combinado.
Confiabilidade dos motores: os 1.8/2.0 TSI após 2012 são considerados bastante robustos com manutenção em dia, mas exigem atenção à corrente de distribuição, acúmulo de carbono e saúde do turbo. O câmbio DSG “úmido” de 6 marchas (DQ250) é bem mais durável que as versões de embreagem seca iniciais. Peças de reposição são amplamente disponíveis e com preços acessíveis devido à popularidade do modelo, porém reparos complexos (DSG, turbos) devem ser feitos em oficinas especializadas em VW.
Conclusão e melhor escolha no Brasil
No mercado de usados brasileiro, a combinação mais equilibrada costuma ser um 2012–2015 1.8 TSI ou 2.0 TSI com DSG de 6 marchas e tração dianteira. Entrega bom desempenho, consumo razoável, custo de manutenção moderado e ótima liquidez na revenda.
As versões V6 agradam quem busca mais potência e geralmente vêm com tração 4Motion, mas consomem e custam mais para manter. Evite exemplares muito iniciais (2010–2011) a menos que tenham histórico impecável.
Na hora da compra, dê preferência a unidades a partir de 2012 com histórico de revisões comprovado — especialmente troca de óleo do DSG a cada 60–80 mil km e verificação da corrente nos motores TSI.
No geral, um Passat B7 bem cuidado continua sendo uma opção prática, espaçosa e agradável de dirigir no segmento de sedãs médios.