
No mercado brasileiro, os exemplares dessa geração são encontrados principalmente no segmento de seminovos, vindos sobretudo de importação dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, com alguns unidades locais. As especificações técnicas, motores do Hyundai Sonata 2014–2019 e a experiência de uso no mercado de usados brasileiro são definidos pelas versões mais comuns: os atmosféricos a gasolina 2.0 MPI e 2.4 GDI, além das variantes híbridas e alguns poucos turbo.
A análise detalhada de design, interior, níveis de equipamento e problemas típicos dessa geração está em outros materiais da série.
Motores e Câmbios
Durante toda a produção, o Hyundai Sonata LF veio equipado principalmente com motores a gasolina aspirados das famílias Nu e Theta II. As versões turbo, híbridas e eventuais diesel chegaram ao Brasil em quantidades limitadas via importação. Não existe tração integral (AWD) nessa geração — todos os modelos são tração dianteira (FWD).
| Tipo | Cilindrada, L | Potência, cv | Código do Motor | Injeção | Câmbio | Tração | Prevalência no Mercado Brasileiro |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Gasolina | 2.0 | 150–185 | G4NA / Nu 2.0 MPI / CVVL | Distribuída | Automático 6 marchas A6MF1 / A6MF2 | Dianteira | A mais comum (EUA + Coreia) |
| Gasolina | 2.4 | 185–199 | G4KJ / Theta II 2.4 GDI | Direta (GDI) | Automático 6 marchas A6MF2 | Dianteira | Muito popular (importados EUA e Coreia) |
| Híbrido | 2.0 | 154–199 combinado (motor a combustão 154–164 + elétrico 38–51) | G4NG + motor elétrico | Distribuída | Automático 6 marchas (híbrido) | Dianteira | Comum no mercado de usados (principalmente EUA) |
| Gasolina Turbo | 2.0 | 245 | Theta II 2.0 T-GDI | Direta | Automático 6 marchas | Dianteira | Raro (versões Sport, majoritariamente EUA) |
Após o facelift de 2017, os principais motores aspirados receberam melhorias de confiabilidade (jatos de óleo nos pistões, sistema de arrefecimento aprimorado, juntas mais resistentes), sem grandes mudanças na linha de motores.
Dimensões e Peso
As dimensões externas do Hyundai Sonata LF permaneceram praticamente inalteradas durante toda a geração. Após o facelift 2017 houve pequenos ajustes na altura e no vão livre ao solo dependendo da versão e do tamanho das rodas. Abaixo os valores mais típicos encontrados no mercado brasileiro.
| Parâmetro | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Comprimento, mm | 4855 | Maioria 4855 mm após 2017 |
| Largura, mm | 1865 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1475–1480 | Varia conforme acabamento e pneus |
| Entre-eixos, mm | 2805 | Constante em toda a geração |
| Vão livre ao solo, mm | 135–155 | Geralmente 140–150 mm em unidades Coreia/EUA |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1450–1580 | 2.0 MPI ≈1450–1500 kg, 2.4 GDI e híbrido ≈1500–1580 kg |
| Peso bruto total, kg | 1900–2050 | Depende do motor e equipamentos |
| Capacidade do porta-malas, L | 510 | Padrão VDA, sem estepe no fundo falso |

Atualizações por Ano e Facelift
2014–2016 (pré-facelift): versões de entrada com motores 2.0 MPI (150–185 cv) e 2.4 GDI (185–199 cv), câmbio automático de 6 marchas. Híbridos principalmente de produção americana.
2017–2019 (facelift): para-choque dianteiro redesenhado, faróis, grade, lanternas traseiras. Os motores ganharam melhorias de durabilidade (pistões reforçados, jatos de óleo, ventilação do cárter aprimorada). Nas unidades mais recentes da Coreia e EUA é comum a versão 2.0 MPI de 185 cv com CVVL. Os híbridos receberam motor elétrico um pouco mais potente (até 51 cv).
No mercado de seminovos brasileiro, os modelos facelift 2017–2019 predominam claramente e são considerados os mais recomendados pelo visual atualizado e maior confiabilidade.
Notas de Uso e Aspectos Técnicos
Os motores mais confiáveis e procurados no mercado brasileiro de usados são o 2.0 MPI (G4NA) e as versões híbridas. O 2.4 GDI (G4KJ) entrega mais desempenho, mas é mais sensível à qualidade da gasolina e do óleo, com acúmulo de carbono nas válvulas de admissão sendo um problema recorrente.
Segundo dados de fontes brasileiras e americanas (Webmotors, iCarros, Fuelly etc.), consumo médio real:
- 2.0 MPI — 9,5–12,5 km/l combinado
- 2.4 GDI — 8,5–11,5 km/l combinado
- Híbrido — 15–18 km/l combinado em uso real
O câmbio automático de 6 marchas A6MF1/A6MF2 costuma durar 200.000–300.000 km com troca de fluido a cada 60.000–80.000 km. Problemas surgem mais em unidades 2.4 GDI com direção agressiva e manutenção negligenciada do fluido ATF.
Peças de reposição são amplamente disponíveis e com preços acessíveis (originais e paralelas de qualidade). Alta capacidade de reparo — a maioria dos componentes é bem conhecida pelas oficinas independentes.
Conclusão e Melhor Escolha para o Mercado Brasileiro
A combinação mais equilibrada no mercado de seminovos brasileiro em 2026 é considerada:
- Motor 2.0 MPI (150–185 cv) + câmbio automático de 6 marchas
- Anos 2017–2019 (facelift)
Essa versão oferece desempenho adequado, custos de manutenção baixos, boa revenda e excelente disponibilidade de peças. A variante híbrida é ideal para quem prioriza economia de combustível na cidade e em rodovias. O 2.4 GDI atrai quem busca mais potência, aceitando custos de manutenção um pouco maiores. As versões turbo 2.0T continuam sendo escolha de nicho para entusiastas de desempenho.