
Os motores do Hyundai Sonata de 2019 até o momento e a linha DN8 variam conforme a região, com forte predominância das versões a gasolina no mercado brasileiro. O mercado local destaca motores Smartstream aspirados e turbo, enquanto as variantes híbridas são amplamente disponíveis e muito valorizadas. Motores a diesel não foram oferecidos nesta geração no Brasil. A tração integral (AWD) está disponível em algumas versões, sobretudo nas de maior potência, mas a maioria das configurações mantém tração dianteira.
Motores e Câmbios
A geração DN8 oferece diversas opções de conjunto motriz, mas no Brasil o foco principal está na família Smartstream de motores a gasolina. As versões turbo e híbridas são comercializadas oficialmente pelos concessionários. Motores a diesel nunca foram oferecidos em massa neste modelo no mercado brasileiro. A tração integral é opcional ou de série em certas versões (especialmente N Line e variantes 2.5 de alta performance), enquanto os modelos de entrada são tração dianteira.
Abaixo está a tabela com os principais conjuntos motrizes disponíveis entre 2019–2026 e comuns no mercado brasileiro.
| Tipo de motor | Cilindrada, L | Potência, cv | Código do motor | Câmbio | Tração | Observações / Disponibilidade regional |
| Gasolina aspirado | 2.5 | 191 | Smartstream G2.5 GDi | 8AT | Dianteira | Versão principal no Brasil |
| Gasolina turbo | 1.6 | 180 | Smartstream G1.6 T-GDi | 8AT | Dianteira | Disponível em algumas versões |
| Gasolina turbo | 2.5 | 290 | Smartstream G2.5 T-GDi | 8DCT | Dianteira (AWD opcional) | N Line; AWD disponível em várias regiões do Brasil |
| Híbrido | 2.0 | 192 (sistema) | Smartstream G2.0 GDi HEV | 6AT (híbrido) | Dianteira | Muito popular no Brasil; excelente economia de combustível |
As combinações mais comuns no Brasil são o 2.5 GDi com câmbio automático de 8 marchas e o híbrido 2.0 HEV. A N Line 2.5 T-GDi com AWD opcional é muito procurada por quem busca mais desempenho, especialmente em grandes centros como São Paulo ou em rodovias como a BR-101 e a Rodovia dos Imigrantes.
Dimensões e Peso
As dimensões externas e o peso em ordem de marcha do Hyundai Sonata DN8 são praticamente uniformes entre as versões, com pequenas variações conforme acabamento e motorização. No mercado brasileiro, o vão livre do solo fica em torno de 135–140 mm (≈5.3–5.5 polegadas), sem adaptações de suspensão elevada generalizadas. Após o facelift 2023–2024 as medidas permanecem muito próximas das originais.
| Parâmetro | Valor | Observações |
| Comprimento, mm | 4900–4910 | Até 4910 mm após facelift em algumas versões |
| Largura, mm | 1860 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1445–1465 | Depende de suspensão e rodas |
| Entre-eixos, mm | 2840 | Idêntico em todas as versões |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1415–1535 | ≈1535 kg no híbrido; ≈1484 kg no 2.5 GDi |
| Peso bruto total, kg | 1975–2030 | Conforme motor e acabamento |
| Porta-malas, L | 453–510 | Padrão para sedã médio; ligeiramente menor no híbrido |
| Capacidade do tanque de combustível, L | 56–60 | ≈60 L na maioria das versões a gasolina |
Os valores médios são típicos da maioria dos Sonata no mercado brasileiro equipados com motor 2.5 GDi e câmbio automático.

Atualizações anuais e facelift
A geração DN8 segue atual. De 2019 a 2022 as mudanças foram mínimas: atualizações de software no multimídia e assistentes, além de ajustes finos na suspensão para maior conforto. O facelift 2023–2024 trouxe:
- estilo externo renovado com faróis, lanternas e para-choques novos;
- maior rigidez estrutural e melhor isolamento acústico;
- ampliação da oferta de AWD nas versões 2.5 T-GDi (comum no Brasil);
- mais opções de câmbio, incluindo 8DCT na N Line.
As configurações atuais 2025–2026 no Brasil privilegiam o 2.5 GDi com 8AT, o híbrido 2.0 HEV e a N Line 2.5 T-GDi com AWD opcional.
Características de uso e pontos técnicos
Na compra ou uso do Hyundai Sonata DN8 no Brasil, a confiabilidade dos motores é geralmente elevada. O 2.5 GDi aspirado é muito robusto com manutenção em dia. O conjunto híbrido se destaca pela durabilidade e baixo custo de uso. O 2.5 T-GDi turbo da N Line exige gasolina premium (91–93 octanas AKI ou equivalente) e trocas de óleo mais frequentes (a cada 8.000–12.000 km em uso severo).
As versões mais vendidas no Brasil são o 2.5 GDi (191 cv) e o híbrido 2.0 HEV. Consumo aproximado segundo dados Inmetro/EPA e testes locais:
- 2.5 GDi 8AT — 9–10 km/l cidade / 14–15 km/l estrada / 11–12 km/l combinado;
- Híbrido 2.0 HEV — 17–20 km/l combinado;
- N Line 2.5 T-GDi — 8–9 km/l cidade / 12–13 km/l estrada / 10–11 km/l combinado.
Observações sobre câmbios: o automático de 8 marchas é extremamente confiável com troca de fluido a cada 100.000 km; o 8DCT da N Line é mais esportivo, mas sensível a uso intenso no trânsito parado. A tração é dianteira na maioria das versões, com AWD opcional em algumas — excelente para as condições variadas das estradas brasileiras.
Disponibilidade de peças é ótima via concessionárias e mercado paralelo; custos na média do segmento: filtros, pastilhas e manutenção básica acessíveis, componentes maiores (turbo, câmbio) na faixa de R$ 4.000–R$ 20.000 dependendo da peça. A reparabilidade geral é boa — o modelo é bem conhecido nas oficinas brasileiras.
Conclusão e escolha ideal para o mercado brasileiro
A combinação mais equilibrada para a maioria dos compradores brasileiros é o 2.5 GDi com câmbio automático de 8 marchas e tração dianteira ou integral. Entrega bom desempenho, consumo razoável para a categoria, custos de manutenção acessíveis e ótima liquidez no mercado de seminovos para unidades 2020–2025.
A versão híbrida é perfeita para quem roda muito ou busca máxima eficiência, sobretudo com os preços atuais do combustível. A N Line agrada quem quer dirigibilidade mais esportiva e potência extra, mas com gastos maiores em combustível e manutenção. Na hora da compra, sempre confira o histórico de revisões — principalmente em unidades importadas ou seminovas — e priorize carros com quilometragem comprovada e sem grandes avarias.
Faixa de preço de mercado aproximada no Brasil (2025–2026): R$ 220.000–R$ 320.000 para a maioria das versões a gasolina; híbridos geralmente entre R$ 280.000–R$ 380.000 dependendo do acabamento e estado.