
Questões de design, interior, níveis de equipamentos e problemas típicos são tratados em maior profundidade em outros materiais desta série.
Motores e Câmbios
Ao longo de todo o ciclo de vida (2016–2023), o Renault Mégane IV ofereceu uma ampla gama de conjuntos motopropulsores. Nos primeiros anos predominaram os motores 1.2 TCe e 1.5 dCi; depois (principalmente após o facelift de 2020) o foco passou para o 1.3 TCe e o atualizado 1.5 Blue dCi.
No mercado de seminovos e importados no Brasil predominam as versões diesel 1.5 dCi/Blue dCi e gasolina 1.3 TCe a partir de 2018–2019. Todas as variantes convencionais desta geração são tração dianteira (tração integral limitada às raras versões esportivas RS).
| Tipo de combustível | Cilindrada / Código do motor | Potência, cv | Período de disponibilidade | Câmbio | Tração |
| Gasolina | 1.2 TCe (H5Ft) | 100 / 115 / 130 | 2016–2018 (principal até ~2019) | Manual 6 marchas / EDC 7 marchas | Dianteira |
| Gasolina | 1.3 TCe (H5Ht) | 115 / 140 / 158–160 | 2018–2023 | Manual 6 marchas / EDC 7 marchas | Dianteira |
| Gasolina | 1.6 TCe (M5P) | 205 (GT) | 2016–2020 | EDC 7 marchas | Dianteira |
| Diesel | 1.5 dCi / Blue dCi (K9K) | 90 / 95 / 110 / 115–116 | 2016–2023 | Manual 6 marchas / EDC 6-7 marchas (após 2018) | Dianteira |
| Diesel | 1.6 dCi (R9M) | 130 / 165 (GT) | 2016–2019 (raro depois) | Manual 6 marchas / EDC 6 marchas | Dianteira |
| Gasolina (RS) | 1.8 TCe | 280 / 300 (Trophy) | 2018–2023 | Manual 6 marchas / EDC 6 marchas | Dianteira |
Observação: as versões 1.0 TCe e a maioria dos híbridos E-Tech após 2020 são extremamente raras no mercado brasileiro.
Dimensões e Peso
As dimensões externas e o peso variam ligeiramente conforme a carroceria (hatchback 5 portas, perua Sport Tourer, sedã) e o nível de equipamento. Abaixo os valores mais comuns nas versões principais.
| Parâmetro | Hatchback 5 portas | Perua Sport Tourer | Sedã |
| Comprimento, mm | 4359–4378 | 4626–4632 | 4628–4634 |
| Largura (sem espelhos), mm | 1814 | 1814 | 1814 |
| Altura, mm | 1447–1457 | 1449–1462 | 1443–1457 |
| Entre-eixos, mm | 2669–2670 | 2712 | 2712 |
| Peso em ordem de marcha (aprox.), kg | 1275–1420 | 1367–1520 | 1320–1450 |
| Peso bruto total (referência), kg | 1780–1920 | 1900–2050 | 1850–1980 |
O vão livre do solo na maioria das versões fica entre 145–150 mm (nas RS cai para cerca de 120–130 mm).
Atualizações por Ano e Facelift
2016–2018 — lançamento da geração. Motores principais: 1.2 TCe gasolina, 1.5 dCi e 1.6 dCi diesel. Câmbios: manual 6 marchas e EDC 6/7 marchas.
2018–2019 — saída gradual do 1.2 TCe e chegada em massa do novo 1.3 TCe (H5Ht). O diesel 1.5 dCi ganha AdBlue (Blue dCi) e estabiliza em 110–116 cv.
2020 — facelift. Mudanças externas, tela multimídia de 9,3 polegadas, gráficos aprimorados no painel de instrumentos. Quase desaparecem o 1.6 dCi e 1.2 TCe. Principais restantes: 1.3 TCe (140/158 cv) e 1.5 Blue dCi (115 cv). As versões facelift chegaram ao Brasil majoritariamente via importação paralela e mercado de usados.
2021–2023 — fase final de produção. Redução gradual das opções, com ênfase nas combinações mais vendidas: 1.5 Blue dCi + manual 6 / EDC 7 e 1.3 TCe + EDC 7.

Características de Uso e Pontos Técnicos
No mercado brasileiro as versões diesel 1.5 dCi / Blue dCi (K9K) de 110–116 cv a partir de 2018–2019 são as mais populares e consideradas relativamente confiáveis (especialmente com melhorias no AdBlue e filtro de partículas). Com manutenção em dia, muitos chegam a 350–450 mil km antes de reparos graves.
O motor gasolina 1.3 TCe (após 2019) entrega melhor resposta e menor sensibilidade à qualidade do combustível em comparação ao antigo 1.2 TCe, mas exige trocas de óleo rigorosas (no máximo a cada 10 mil km).
De acordo com sites de classificados e fóruns brasileiros, consumo real médio (ciclo misto):
- 1.5 Blue dCi 115 cv — 18–22 km/l
- 1.3 TCe 140–158 cv — 12–15 km/l
O câmbio automatizado EDC (6 e 7 marchas) requer troca de óleo a cada 60–90 mil km. Em uso agressivo no trânsito intenso, a vida útil do conjunto de embreagem pode cair para 90–140 mil km.
Peças de reposição são amplamente disponíveis e com preços acessíveis (muitos paralelos e peças usadas da Europa). A reparabilidade é boa — a maioria dos componentes pode ser atendida em oficinas comuns sem equipamentos especiais.
Conclusão e Melhores Escolhas para o Mercado Brasileiro
No mercado de seminovos no Brasil em 2026, as combinações mais equilibradas e líquidas continuam sendo:
- 1.5 Blue dCi 115 cv + manual 6 marchas — a melhor escolha em economia, custo de manutenção e durabilidade
- 1.5 Blue dCi 115 cv + EDC 7 marchas — equilíbrio ideal entre conforto e consumo; a versão automática mais comum
- 1.3 TCe 140–158 cv + EDC 7 marchas — opção perfeita para quem prefere gasolina e desempenho mais vivo
A escolha final depende do estilo de direção, quilometragem anual e orçamento para manutenção. Exemplares com histórico de revisões comprovado e abaixo de 200–220 mil km oferecem a melhor relação custo-benefício-confiabilidade no mercado brasileiro atual.