
No mercado brasileiro, o modelo foi oferecido quase exclusivamente com motores a gasolina e tração dianteira. Este artigo detalha as especificações técnicas do Hyundai Elantra de quinta geração, com foco em motores, câmbios, dimensões e características de utilização adaptadas às condições brasileiras.
A análise completa do design externo, interno, níveis de acabamento e pontos fracos da geração está disponível em outros materiais da série.
Motores e câmbios
No mercado brasileiro e latino-americano, o Elantra 2011-2016 veio principalmente com motores a gasolina aspirados das famílias Gamma e Nu. Não houve versões diesel nem tração integral nesta geração na região.
As principais opções de motorização foram:
| Tipo de combustível | Cilindrada | Código do motor | Potência, cv | Tipo de câmbio | Tração | Notas / Mercado |
| Gasolina | 1.8 L | Nu G4NB (MPI) | 145–148 | Manual 6 marchas / Automático 6 marchas | Dianteira | Motor principal na maioria das unidades brasileiras |
| Gasolina | 2.0 L | Nu G4NA (MPI) / G4KD | 156–173 | Manual 6 marchas / Automático 6 marchas | Dianteira | Comum nas versões Sport, Limited e Coupé |
| Gasolina | 1.6 L | Gamma G4FC / G4FG (MPI) | 128–132 | Manual 6 marchas / Automático 6 marchas | Dianteira | Menos comum no Brasil, mais em importações ou frotas |
O motor 1.8 Nu MPI foi o mais vendido nas versões GLS e Limited, geralmente associado ao câmbio automático de 6 marchas. Após o facelift de 2013 houve pequenas melhorias na resposta e redução de ruído. O 2.0 oferecia desempenho bem superior nas versões Coupé e Sport.
Dimensões e peso
As dimensões externas permaneceram praticamente idênticas durante toda a geração, com ajustes mínimos após o facelift de 2013 (principalmente para-choques e aerodinâmica). Os valores referem-se ao sedã – a carroceria mais comum no Brasil.
| Parâmetro | Valor | Notas |
| Comprimento, mm | 4530 | Pré-facelift ≈ 4530 mm, pós-facelift similar |
| Largura, mm | 1775 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1445–1450 | De acordo com versão e pneus |
| Entre-eixos, mm | 2700 | Igual em todas as versões |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1230–1300 | 1.8 automático ≈ 1280–1300 kg; versões 2.0 mais pesadas |
| Peso bruto total, kg | 1760–1820 | Varia conforme motor e equipamentos |
| Capacidade do porta-malas, L | 485 | Medida VDA, sem estepe na maioria das unidades |
| Capacidade do tanque de combustível, L | 50 | Padrão em toda a linha |
Valores típicos para versões a gasolina com tração dianteira. A versão Coupé era ligeiramente mais leve.

Atualizações anuais e facelift
Os modelos 2011-2012 chegaram com motor 1.8 (148 cv) e em alguns casos 2.0, com câmbio manual ou automático de 6 marchas. Em 2013-2014 foram introduzidas pequenas melhorias de potência e eficiência, e o facelift de 2013 (ano-modelo 2014) trouxe faróis e lanternas redesenhados, grade frontal nova, volante atualizado e sistema multimídia melhorado. Também houve refinamento na suspensão e no isolamento acústico. O motor 1.8 continuou sendo o principal até 2016.
No mercado de seminovos brasileiro, os modelos pré-facelift (2011-2013) costumam aparecer com preços mais acessíveis, enquanto os pós-facelift (2014-2016) têm cotação superior pelo design renovado e pequenas melhorias.
Experiência de uso e pontos técnicos
Os motores Nu 1.8 e 2.0 são geralmente confiáveis com manutenção em dia. As configurações mais comuns no mercado usado brasileiro são o 1.8 com automático (bom equilíbrio entre economia e conforto) e o 2.0 nas versões mais esportivas. A corrente de distribuição costuma durar 180.000–250.000 km, mas é importante verificar o tensor. Consumo real aproximado (baseado em relatos de proprietários brasileiros):
- Na cidade: 8–11 km/l para o 1.8
- Na estrada: 13–16 km/l dependendo do estilo de condução
- Médio: cerca de 11–13 km/l
O câmbio automático de 6 marchas (família A6MF1/A6GF1) é suave, mas sensível à qualidade do fluido – troca recomendada a cada 60.000–80.000 km. O manual é robusto, com embreagem durando 120.000–180.000 km. A suspensão é confortável para uso diário, mas buchas e amortecedores podem precisar de atenção por volta dos 80.000–120.000 km em vias irregulares.
Peças de reposição são amplamente disponíveis e com preços razoáveis (originais e paralelas), e a grande maioria das oficinas no Brasil atende o modelo sem dificuldades.
Conclusão e melhor escolha para o Brasil
Do ponto de vista técnico, a combinação 1.8 com câmbio automático de 6 marchas oferece o pacote mais equilibrado para a maioria dos compradores brasileiros: aceleração aceitável, consumo razoável, custos de manutenção moderados e boa revenda no mercado de usados. As versões 2.0 agradam quem busca mais desempenho, especialmente nas configurações Coupé ou Sport.
O câmbio manual é ideal para quem prioriza economia máxima e menores custos a longo prazo. Na hora de comprar um usado, dê atenção ao histórico de revisões, condição do câmbio automático (teste e scanner), ruído na corrente de distribuição e ausência de corrosão na parte inferior e caixas de roda (principalmente em regiões litorâneas).
As especificações técnicas e a análise dos motores do Hyundai Elantra 2011-2016 confirmam que ele continua sendo uma opção prática e confiável no segmento de sedãs compactos no mercado brasileiro de seminovos.