Especificações técnicas Hyundai Elantra V (MD/UD) (2011–2016) – motores, câmbios e dimensões para o mercado brasileiro

A quinta geração do Hyundai Elantra (índice MD para versões globais, UD para América do Norte) foi produzida entre 2010 e 2016 (anos-modelo 2011 a 2016 na maioria dos mercados)

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No mercado brasileiro, o modelo foi oferecido quase exclusivamente com motores a gasolina e tração dianteira. Este artigo detalha as especificações técnicas do Hyundai Elantra de quinta geração, com foco em motores, câmbios, dimensões e características de utilização adaptadas às condições brasileiras.

A análise completa do design externo, interno, níveis de acabamento e pontos fracos da geração está disponível em outros materiais da série.

Motores e câmbios

No mercado brasileiro e latino-americano, o Elantra 2011-2016 veio principalmente com motores a gasolina aspirados das famílias Gamma e Nu. Não houve versões diesel nem tração integral nesta geração na região.

As principais opções de motorização foram:

Tipo de combustível Cilindrada Código do motor Potência, cv Tipo de câmbio Tração Notas / Mercado
Gasolina 1.8 L Nu G4NB (MPI) 145–148 Manual 6 marchas / Automático 6 marchas Dianteira Motor principal na maioria das unidades brasileiras
Gasolina 2.0 L Nu G4NA (MPI) / G4KD 156–173 Manual 6 marchas / Automático 6 marchas Dianteira Comum nas versões Sport, Limited e Coupé
Gasolina 1.6 L Gamma G4FC / G4FG (MPI) 128–132 Manual 6 marchas / Automático 6 marchas Dianteira Menos comum no Brasil, mais em importações ou frotas

O motor 1.8 Nu MPI foi o mais vendido nas versões GLS e Limited, geralmente associado ao câmbio automático de 6 marchas. Após o facelift de 2013 houve pequenas melhorias na resposta e redução de ruído. O 2.0 oferecia desempenho bem superior nas versões Coupé e Sport.

Dimensões e peso

As dimensões externas permaneceram praticamente idênticas durante toda a geração, com ajustes mínimos após o facelift de 2013 (principalmente para-choques e aerodinâmica). Os valores referem-se ao sedã – a carroceria mais comum no Brasil.

Parâmetro Valor Notas
Comprimento, mm 4530 Pré-facelift ≈ 4530 mm, pós-facelift similar
Largura, mm 1775 Sem retrovisores
Altura, mm 1445–1450 De acordo com versão e pneus
Entre-eixos, mm 2700 Igual em todas as versões
Peso em ordem de marcha, kg 1230–1300 1.8 automático ≈ 1280–1300 kg; versões 2.0 mais pesadas
Peso bruto total, kg 1760–1820 Varia conforme motor e equipamentos
Capacidade do porta-malas, L 485 Medida VDA, sem estepe na maioria das unidades
Capacidade do tanque de combustível, L 50 Padrão em toda a linha

Valores típicos para versões a gasolina com tração dianteira. A versão Coupé era ligeiramente mais leve.

Atualizações anuais e facelift

Os modelos 2011-2012 chegaram com motor 1.8 (148 cv) e em alguns casos 2.0, com câmbio manual ou automático de 6 marchas. Em 2013-2014 foram introduzidas pequenas melhorias de potência e eficiência, e o facelift de 2013 (ano-modelo 2014) trouxe faróis e lanternas redesenhados, grade frontal nova, volante atualizado e sistema multimídia melhorado. Também houve refinamento na suspensão e no isolamento acústico. O motor 1.8 continuou sendo o principal até 2016.

No mercado de seminovos brasileiro, os modelos pré-facelift (2011-2013) costumam aparecer com preços mais acessíveis, enquanto os pós-facelift (2014-2016) têm cotação superior pelo design renovado e pequenas melhorias.

Experiência de uso e pontos técnicos

Os motores Nu 1.8 e 2.0 são geralmente confiáveis com manutenção em dia. As configurações mais comuns no mercado usado brasileiro são o 1.8 com automático (bom equilíbrio entre economia e conforto) e o 2.0 nas versões mais esportivas. A corrente de distribuição costuma durar 180.000–250.000 km, mas é importante verificar o tensor. Consumo real aproximado (baseado em relatos de proprietários brasileiros):

  • Na cidade: 8–11 km/l para o 1.8
  • Na estrada: 13–16 km/l dependendo do estilo de condução
  • Médio: cerca de 11–13 km/l

O câmbio automático de 6 marchas (família A6MF1/A6GF1) é suave, mas sensível à qualidade do fluido – troca recomendada a cada 60.000–80.000 km. O manual é robusto, com embreagem durando 120.000–180.000 km. A suspensão é confortável para uso diário, mas buchas e amortecedores podem precisar de atenção por volta dos 80.000–120.000 km em vias irregulares.

Peças de reposição são amplamente disponíveis e com preços razoáveis (originais e paralelas), e a grande maioria das oficinas no Brasil atende o modelo sem dificuldades.

Conclusão e melhor escolha para o Brasil

Do ponto de vista técnico, a combinação 1.8 com câmbio automático de 6 marchas oferece o pacote mais equilibrado para a maioria dos compradores brasileiros: aceleração aceitável, consumo razoável, custos de manutenção moderados e boa revenda no mercado de usados. As versões 2.0 agradam quem busca mais desempenho, especialmente nas configurações Coupé ou Sport.

O câmbio manual é ideal para quem prioriza economia máxima e menores custos a longo prazo. Na hora de comprar um usado, dê atenção ao histórico de revisões, condição do câmbio automático (teste e scanner), ruído na corrente de distribuição e ausência de corrosão na parte inferior e caixas de roda (principalmente em regiões litorâneas).

As especificações técnicas e a análise dos motores do Hyundai Elantra 2011-2016 confirmam que ele continua sendo uma opção prática e confiável no segmento de sedãs compactos no mercado brasileiro de seminovos.