Problemas comuns Mazda 3 III (2013-2019) | Pontos fracos e o que checar no usado

Defeitos e problemas reais do Mazda 3 III (BM / BN) (2013-2019) – O que todo comprador de usado precisa saber

O Mazda 3 terceira geração (BM / BN), produzido entre 2013 e 2019, é um hatch/sedã compacto que se destaca pelo prazer ao dirigir e pela tecnologia Skyactiv

twitter facebook whatsapp linkedin

Neste artigo analisamos os principais pontos fracos e problemas relatados pelos donos do Mazda 3 terceira geração, considerando as condições típicas de uso e as experiências no mercado brasileiro. Isso vai te ajudar a avaliar melhor os riscos na hora de escolher um usado. Termos como problemas Mazda 3, defeitos Mazda 3 2014-2019 ou Mazda 3 usado confiável são muito buscados em fóruns e grupos. Para ver especificações completas, fotos do interior e impressões de direção, confira os outros materiais da série.

Principais pontos negativos e características da geração

Os proprietários do Mazda 3 III costumam citar vários aspectos que impactam o uso diário. O consumo real em cidade com os motores Skyactiv-G 2.0 costuma ficar entre 9–11 km/l (dependendo do trânsito, estilo de direção e uso do ar-condicionado), um pouco acima do que muitos esperam de um compacto. Em estrada melhora para 13–16 km/l, mas cai bastante com carga completa ou acelerações fortes. As versões a diesel Skyactiv-D 2.2 praticamente não existem no Brasil.

O sistema multimídia com tela de 7 a 8,8 polegadas pode apresentar lentidão, principalmente nos modelos anteriores a 2016. A navegação original (quando equipada) quase sempre precisa de atualização de mapas, e o suporte completo a Apple CarPlay e Android Auto só chegou após o facelift nas versões mais completas. O isolamento acústico é mediano: acima de 100–110 km/h começa a entrar ruído de rolamento e vento, sobretudo das caixas de roda e retrovisores, o que cansa em viagens longas.

Os materiais internos são adequados para a categoria, mas os plásticos da parte inferior do painel e portas riscam com facilidade. A pintura da carroceria é fina e suscetível a lascas de pedras no capô, para-choque e retrovisores. Os motores Skyactiv de alta taxa de compressão exigem ferramentas especiais para regulagem de válvulas, e as peças originais de carroceria (para-choques, faróis, para-lamas) são caras — normalmente entre R$ 1.500 e R$ 5.000 por peça. Existem alternativas paralelas, mas a qualidade varia bastante. A manutenção rotineira é razoável, porém reparos inesperados (corrente de distribuição, suspensão, câmbio) podem elevar bastante o custo.

Anos e versões – onde prestar mais atenção

Os modelos iniciais 2013–2015 (pré-facelift BM) apresentam maior incidência de vazamentos de óleo na tampa dianteira da corrente (especialmente nos 2.0 e 2.5), falhas no tensor da correia e alguns problemas elétricos intermitentes (palhetas, retrovisores elétricos). Alguns carros 2014–2015 foram alvo de recalls envolvendo freios e possível corrosão no sistema de combustível em certas regiões.

As versões pós-facelift 2017–2019 (BN) receberam melhorias perceptíveis: isolamento acústico aprimorado, multimídia mais ágil, reforços em pontos críticos da carroceria e eletrônica mais estável. Os motores Skyactiv-G de alta compressão mostraram menos casos de consumo de óleo quando bem mantidos. No geral, os exemplares 2017–2019 são os mais recomendados no mercado de seminovos.

Mercado de usados no Brasil

No Brasil predominam os Mazda 3 III com especificação americana ou mexicana, com quilometragem entre 120.000 e 220.000 km. A corrosão não é problema grave na maior parte do país, mas em regiões litorâneas ou muito úmidas vale checar bem as caixas de roda, soleiras e parte inferior das portas. A pintura fina faz com que lascas de pedras no capô e para-choque sejam comuns após 5–8 anos.

O histórico de manutenção é fundamental: carros sem comprovantes costumam esconder corrente de distribuição esticada, trancos no câmbio automático (trocas bruscas) ou buchas de suspensão gastas. Verifique a procedência pelo chassi (VIN); algumas peças têm compatibilidade com plataformas antigas da Ford. A adulteração de hodômetro ainda é risco frequente — sempre faça vistoria profissional. Preços típicos no mercado brasileiro para exemplares em bom estado variam entre R$ 75.000 e R$ 140.000, dependendo do ano, quilometragem e versão (as mais comuns são 2.0 Skyactiv-G com automático em acabamentos intermediários ou topo).

O que dá para resolver e orçamento para deixar em bom estado

Muitos dos pontos fracos do Mazda 3 III podem ser corrigidos. Adicionar material isolante acústico extra nas portas, assoalho e caixas de roda reduz bastante o ruído (10–20%). Atualizar o multimídia com módulos aftermarket compatíveis com CarPlay e Android Auto sem fio resolve muitos problemas de conectividade e navegação. Bancos e plásticos desgastados podem ser reestofados ou trocados por peças usadas.

Renovar a suspensão (amortecedores, buchas, bieletas da barra estabilizadora) melhora muito o conforto em ruas esburacadas. Aplicar proteção anticorrosiva na parte inferior e caixas de roda é altamente recomendado se o carro veio de região úmida ou litorânea. Siga o cronograma de manutenção: troca de óleo a cada 7.500–10.000 km com sintético de qualidade, inspeção periódica de freios, etc.

Na compra é prudente reservar uma margem: calcule 10–20% do valor do carro para reparos iniciais (pneus, freios, isolamento acústico, alinhamento), mais 5–8% ao ano para manutenção regular. Exemplares acima de 180.000 km podem exigir reserva maior para serviços pesados como revisão de câmbio.

Conclusão e recomendações finais

Em 2026 o Mazda 3 terceira geração continua sendo uma ótima opção para quem quer um compacto divertido de dirigir e com motores Skyactiv confiáveis, desde que comprado com bastante critério. Evite os modelos 2013–2015 a menos que tenham histórico impecável; os 2017–2019 pós-facelift oferecem o melhor equilíbrio entre refinamento e durabilidade.

A configuração mais equilibrada para o Brasil é o motor 2.0 Skyactiv-G (155–186 cv dependendo do ano) com câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira. Na vistoria preste atenção especial em: carroceria (lascas de pedras, corrosão inicial), teste de rodagem (suavidade do câmbio, barulhos na suspensão), escaneamento de falhas e comprovantes de manutenção. Uma inspeção completa em oficina especializada em Mazda é o melhor investimento antes de fechar negócio.