
O ciclo dessa geração está encerrado. Trata-se de um sedã médio do segmento D, oferecido nas carrocerias sedã e perua (station wagon). A análise da Mazda 6 costuma destacá-la como um dos modelos mais interessantes da marca, unindo uma dirigibilidade envolvente com conforto para o dia a dia.
O lançamento mundial do sedã aconteceu em agosto de 2012 no Salão de Moscou, enquanto a perua estreou em setembro no Salão de Paris. As vendas na América Latina, incluindo o Brasil, começaram no final de 2013/início de 2014 via importação. Construída sobre a moderna plataforma Skyactiv da Mazda, ela traz carroceria muito mais rígida e peso bem reduzido. Na linha Mazda, posiciona-se como o sedã/perua médio premium, competindo com Toyota Camry, Honda Accord, Volkswagen Passat e Nissan Altima. Seus principais destaques são o design fluido Kodo (“alma do movimento”), motores Skyactiv-G a gasolina (o diesel Skyactiv-D é raríssimo no Brasil), câmbios Skyactiv-MT manual e Skyactiv-Drive automático de seis marchas, além do pacote de tecnologias de segurança i-Activsense.
O que mudou em relação à geração anterior?
Comparada à segunda geração (GH, 2007–2012), a terceira recebeu a plataforma Skyactiv totalmente nova, reduzindo o peso em cerca de 100–150 kg dependendo da versão e aumentando a rigidez da carroceria em 30%. O design externo mudou radicalmente: das linhas suaves do modelo anterior para formas mais expressivas e fluidas no estilo Kodo, com capô longo, faróis afilados e grade frontal marcante.
A base técnica foi completamente renovada: motores Skyactiv-G com alta taxa de compressão (13:1–14:1) e injeção direta, diesel Skyactiv-D com taxa baixa (14:1). Os câmbios passaram para seis marchas (manual e automático) no lugar dos cinco anteriores. O conforto melhorou com isolamento acústico superior, suspensão recalibrada (multilink traseira independente) e entre-eixos maior (2.830 mm contra 2.725 mm). A segurança ganhou seis airbags de série, assistentes opcionais como monitoramento de ponto cego, frenagem de emergência e cruise control adaptativo; obteve 5 estrelas em testes de colisão.
Situação atual da geração
A produção da Mazda 6 terceira geração terminou em 2024, com as últimas unidades entregues em alguns mercados no início do ano. Os últimos anos contavam com sedãs e peruas equipados com motores Skyactiv-G 2.0 (cerca de 145–170 cv), 2.5 (187–191 cv) e 2.5 turbo (até 250 cv dependendo do mercado), além do diesel Skyactiv-D 2.2 (170–184 cv em regiões específicas). Câmbios de seis marchas manual ou automático, tração dianteira na maioria; tração integral i-Activ AWD disponível em mercados selecionados (Japão, EUA), mas não comum no Brasil.
Principais marcos: estreia em 2012, primeiro facelift em 2015 (interior atualizado, faróis, G-Vectoring Control), segundo em 2018 (grade nova, motor 2.5 turbo, melhor isolamento), atualização leve em 2021 (infotainment e equipamentos). No mercado de usados, as versões pós-2018 – especialmente com motor 2.5 Skyactiv-G (aspirado ou turbo) e câmbio automático – são consideradas as melhores pela ótima combinação de desempenho e durabilidade.
Mercado de usados no Brasil
A Mazda 6 terceira geração ainda tem boa oferta no mercado de seminovos e usados no Brasil. É possível encontrar dezenas a centenas de anúncios ativos em plataformas como Webmotors, OLX, Mercado Livre e iCarros, variando conforme a época do ano. Não são mais vendidas novas, mas há importações recentes dos EUA e unidades nacionais bem conservadas de 2018–2024.
A maioria roda com 90.000–180.000 km, apresentando desgastes normais (arranhões na pintura, interior com uso). Faixa de preços aproximada (dependendo de ano, estado, quilometragem, versão e motor):
Modelos 2014–2017 — R$ 70.000–R$ 130.000
Modelos 2018–2024 — R$ 130.000–R$ 220.000
(Preço de mercado aproximado para o Brasil)
As versões mais procuradas são sedãs e peruas com motor 2.5 Skyactiv-G (187–250 cv) e câmbio automático, sobretudo as pós-facelift de 2018 em diante. As variantes turbo 2.5 são bastante valorizadas pelo desempenho extra.

Principais versões e equipamentos encontrados no mercado brasileiro
Versões comuns no Brasil: Sport, Touring, Grand Touring, Grand Touring Signature, e edições especiais como Carbon Edition ou Turbo nos anos finais.
As básicas trazem estofamento em tecido, ar-condicionado automático, som com 6 alto-falantes, volante multifuncional, seis airbags, controle de estabilidade. As intermediárias adicionam ar digital dual zone, bancos dianteiros aquecidos, câmera de ré, cruise control adaptativo (anos mais novos), rodas 17–19 polegadas. As topo de linha contam com couro, volante aquecido, faróis full LED, multimídia de 8” (depois 10,25”), som Bose 11 alto-falantes, head-up display, bancos ventilados e pacote completo i-Activsense (monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, frenagem inteligente, etc.).
As unidades destinadas ao Brasil/América Latina geralmente vêm com motores a gasolina (principalmente 2.5 aspirado ou turbo), tração dianteira (AWD opcional nos turbo mais recentes) e suspensão ajustada para as condições das estradas brasileiras, priorizando conforto aliado a boa dirigibilidade.
Conclusões e relevância hoje
A Mazda 6 terceira geração continua sendo uma ótima pedida no mercado de usados para quem procura um sedã ou perua médio com ênfase em prazer ao dirigir e design sofisticado. As tecnologias Skyactiv entregam boa confiabilidade e eficiência quando bem mantidas.
As melhores escolhas costumam ser as pós-facelift de 2018 com motor 2.5 Skyactiv-G (especialmente a turbo) e automático: oferecem equilíbrio excelente entre desempenho, refinamento e consumo. As versões diesel praticamente não existem no Brasil.
Na hora de comprar uma usada, preste atenção em: histórico de manutenção completo (troca de óleo a cada 8.000–12.000 km), condição da pintura (verniz de fábrica fino e suscetível a lascas), funcionamento suave do câmbio automático, ausência de corrosão (caixas de roda e soleiras), e operação correta dos sistemas i-Activsense. Uma inspeção em oficina especializada Mazda é altamente recomendada para detectar problemas ocultos.