Interior Mazda 6 III (2012–2024): acabamento, versões e mudanças | Notícias automotivas | automotive24.center

Interior da geração Mazda 6 III (GJ / GL) (2012–2024) – Acabamento interno, versões e evolução no mercado brasileiro

A terceira geração do Mazda 6 (GJ / GL), produzida entre 2012 e 2024, é um sedã e perua médio do segmento D reconhecido pelo foco no motorista e pela sensação de qualidade superior.

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O interior deste modelo reflete a filosofia de design da Mazda centrada no motorista, combinando materiais de alta qualidade com soluções tecnológicas bem pensadas. Neste artigo analisamos os principais aspectos da cabine do Mazda 6 III: visão geral, versões disponíveis no Brasil, mudanças ao longo dos anos, problemas comuns e sua relevância em 2026. Termos como interior Mazda 6, cabine Mazda 6 2012-2024 e acabamento Mazda 6 são bastante buscados em avaliações de sedãs semelhantes.

Visão geral da cabine

A cabine do Mazda 6 de terceira geração se destaca pelo design minimalista e funcional, com foco total no motorista. Os materiais incluem plásticos macios ao toque no painel e portas, estofamento em tecido ou couro conforme a versão, além de detalhes em alumínio, madeira genuína ou black piano. A qualidade de montagem é percebida como premium no segmento: plásticos resistentes ao desgaste, costuras precisas, embora nas versões de entrada predomine plástico mais rígido nas partes inferiores, o que pode transmitir sensação um pouco mais simples.

O layout do painel é limpo: mostradores analógicos ou digitais dependendo do ano e versão, tela central multimídia de 7 a 10,3 polegadas e comandos físicos para o ar-condicionado. A ergonomia é excelente — volante com regulagem de altura e profundidade, bancos com bom suporte lateral, pedais e alavanca de câmbio posicionados de forma ideal para viagens longas. Proprietários destacam o conforto mesmo para motoristas altos de até 1,90 m, com pouca fadiga após mais de 500 km rodados.

O espaço dianteiro é amplo, com bom lugar para pernas e cabeça. O banco traseiro acomoda três adultos com razoável conforto graças à distância entre-eixos de 2.830 mm (sedã), embora o passageiro central sinta o túnel central. A altura do teto é adequada, mas cai um pouco nas versões com teto solar panorâmico na perua. Capacidade do porta-malas: 480 litros (sedã) ou 522–1.664 litros (perua com bancos rebatidos). A praticidade é alta: apoios de braço, porta-copos, bolsos nas portas e bancos traseiros rebatíveis 60:40 para itens longos. Ideal para família de 4 a 5 pessoas, especialmente em viagens rodoviárias.

Versões e equipamentos no mercado brasileiro

No Brasil, o Mazda 6 III foi oferecido em pacotes adaptados ao gosto local. No mercado de seminovos destacam-se versões como Sport (entrada), Grand Touring, Grand Touring Skyactiv e Signature (topo de linha).

A versão de entrada traz estofamento em tecido, regulagem manual dos bancos, ar-condicionado manual, sistema de som com 6 alto-falantes, volante multifuncional, seis airbags e controle de estabilidade. Multimídia com tela de 7 polegadas sem navegação. Ar-condicionado de zona única.

As versões intermediárias adicionam ar-condicionado digital dual zone, aquecimento dos bancos dianteiros, câmera de ré, sensores de chuva e luz, controle de cruzeiro, rodas de 17 ou 19 polegadas. O estofamento pode ser em couro sintético ou misto. Assistências incluem monitoramento de ponto cego em alguns pacotes.

As versões mais equipadas contam com estofamento em couro, bancos elétricos, aquecimento do volante, faróis em LED, multimídia com tela de 8–10,3 polegadas, som Bose com 11 alto-falantes e assistências avançadas como alerta de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e controle de cruzeiro adaptativo. Opcionais comuns: teto solar panorâmico e ventilação nos bancos dianteiros.

A topo de linha Signature traz head-up display, pacote completo i-Activsense (frenagem autônoma, assistente de faixa, etc.), aquecimento nos bancos traseiros e rodas de 19 polegadas. No Brasil predominam modelos com tração dianteira (AWD não foi oferecido localmente), mas com bom nível de equipamentos de série. No mercado de usados, as versões intermediárias e topo predominam, muitas com especificação importada.

Mudanças na cabine ao longo dos anos e facelifts

De 2012 a 2024, o interior do Mazda 6 III evoluiu por meio de várias atualizações. Os modelos iniciais (2012–2014, GJ) traziam mostradores analógicos, volante simples e isolamento acústico básico. Materiais sólidos, cores preto ou bege; multimídia com tela de 7 polegadas.

O facelift de 2015 trouxe volante redesenhado, gráficos mais nítidos no quadro de instrumentos e mais isolamento acústico. Novas opções de cor no estofamento (inclusive marrom). O grande facelift de 2018 (passagem para GL) transformou a cabine: quadro de instrumentos com elementos digitais, tela multimídia de 8–10,3 polegadas, materiais premium (couro Nappa nas topo), isolamento reforçado com camadas extras nas portas e assoalho. A atualização de 2021 incluiu Apple CarPlay e Android Auto de série e opções como carregamento sem fio.

No mercado brasileiro de seminovos, as versões pós-2018 são as mais recomendadas: mais silenciosas, tecnologia atualizada e melhor preservação dos materiais. As pré-facelift (2012–2017) são mais acessíveis, mas com quadro mais simples e isolamento inferior.

Problemas comuns e feedback dos donos

Com o tempo, a cabine do Mazda 6 III apresenta desgastes típicos. Tecido dos bancos fica brilhante ou desgastado após 150.000–200.000 km; couro (especialmente Nappa) pode rachar sem cuidados em climas quentes. Pontos vulneráveis: plásticos (alavanca de câmbio, botões) que arranham com facilidade e batentes das portas que se desgastam.

Ruídos e rangidos: após 200.000 km surgem nos painéis e suspensão em pisos irregulares; o isolamento melhorou após 2018, mas modelos iniciais transmitem mais ruído de rodagem em rodovias. Conforto traseiro: amplo, mas apoio de braço central estreito e teto panorâmico reduz altura na perua.

Visibilidade: retrovisores laterais adequados, mas traseira no sedã limitada pelo desenho do porta-malas. Manutenção: black piano risca facilmente, telas acumulam poeira e impressões digitais, sistemas iniciais podem precisar de atualização de software. Em condições brasileiras (rodovias variadas, calor e umidade), esses pontos aparecem gradualmente; exemplares bem cuidados de concessionárias ou seminovos certificados se mantêm em melhor estado.

Conclusões e relevância em 2026

Em 2026, o interior do Mazda 6 III continua surpreendentemente atual: design minimalista e materiais de qualidade mantêm o apelo, embora multimídias iniciais e mostradores analógicos pareçam datados frente aos modelos atuais. Segue sendo uma ótima opção no segmento de seminovos, oferecendo excelente equilíbrio entre conforto, qualidade e prazer ao dirigir.

As melhores escolhas em custo-benefício no mercado brasileiro de seminovos são as versões intermediárias e topo pós-facelift 2018 (Grand Touring/Signature): tecnologia moderna, ótimo isolamento acústico e boa revenda (preços aproximados R$ 110.000–R$ 180.000 dependendo de quilometragem e estado). As versões de entrada seguem práticas para uso diário, mas com menos itens de conforto.

Na compra de seminovo, examine bem a cabine: desgaste nos estofamentos, funcionamento da multimídia (falhas, integração com celular), ruídos em rodovia durante o test-drive e sinais de uso intenso (rangidos, odores). Uma inspeção completa de eletrônica e histórico de manutenção ajuda a confirmar a boa conservação dos materiais.