
No mercado brasileiro, o modelo foi oferecido principalmente com motores a gasolina Skyactiv-G. As versões diesel nunca foram vendidas oficialmente, e a tração integral (i-Activ AWD) não esteve disponível nesta geração. Design externo, interior, níveis de acabamento e principais pontos de atenção são abordados em matérias separadas desta série.
Motores e câmbios
A linha de motores da terceira geração do Mazda 3 é construída sobre a tecnologia Skyactiv. No mercado latino-americano (incluindo o Brasil), foram oferecidos motores a gasolina Skyactiv-G com injeção direta e alta taxa de compressão. As opções mais comuns foram os 2.0 e, posteriormente, o 2.5 litros. Não houve oferta oficial de motores diesel.
Todos os motores foram combinados com transmissões de seis marchas: manual Skyactiv-MT ou automática Skyactiv-Drive (conversor de torque). Tração integral não foi oferecida.
| Tipo de combustível | Cilindrada, L | Código do motor | Potência, cv | Torque, Nm | Câmbio | Tração | Período de disponibilidade (aprox.) | Notas para o mercado brasileiro |
| Gasolina | 2.0 | Skyactiv-G (PE-VPS) | 155 | 203 | 6MT / 6AT | Dianteira | 2014–2018 | Motor de entrada mais comum |
| Gasolina | 2.5 | Skyactiv-G | 184–186 | 251 | 6AT | Dianteira | 2014–2019 | Versão mais procurada e com melhor desempenho |
| Gasolina | 2.5 | Skyactiv-G | 184–186 | 251 | 6AT | Dianteira | 2016–2019 (facelift) | Padrão nas versões mais equipadas após o facelift |
Dimensões e peso
As dimensões externas do Mazda 3 terceira geração permaneceram praticamente inalteradas durante toda a produção. Houve pequenas diferenças entre hatchback e sedã, e entre as versões pré e pós-facelift (principalmente altura e vão livre em função dos ajustes de suspensão). O tipo de tração e câmbio influenciaram pouco o peso (diferença de até 30–50 kg).
| Parâmetro | Hatchback (BM/BN) | Sedã (BM/BN) | Observação |
| Comprimento, mm | 4465–4475 | 4580–4585 | Sedã é cerca de 110–120 mm mais longo |
| Largura, mm | 1795 | 1795 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1435–1450 | 1450 | Varia conforme versão e pneus |
| Entre-eixos, mm | 2700 | 2700 | Igual em todas as versões |
| Vão livre do solo, mm | 130–155 | 130–155 | Dado de fábrica; na prática costuma ficar entre 140–150 mm |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1190–1385 | 1240–1355 | Depende do motor e equipamentos |
| Peso bruto total, kg | 1780–1910 | 1830–1910 | Máximo permitido |
| Porta-malas, litros | 308–1263 | 408 | Hatchback com bancos rebatidos |

Atualizações ao longo dos anos e facelift
A produção começou em 2014 com a carroceria pré-facelift BM. A partir de 2015, a linha de motores se estabilizou com os 2.0 e 2.5 litros a gasolina como principais opções.
O facelift ocorreu em meados de 2016 (ano-modelo 2017). As mudanças incluíram faróis, para-choques e lanternas redesenhados, interior atualizado (novo painel de instrumentos, materiais melhores), adoção do G-Vectoring Control para maior estabilidade e melhorias no isolamento acústico. O motor 2.5 ganhou mais presença nas versões topo. Pequenas atualizações em 2018–2019 focaram no sistema multimídia e itens de série.
No mercado de seminovos brasileiro, as unidades pós-facelift (2017–2019) são as mais encontradas e geralmente as mais valorizadas por conta das melhorias na suspensão, dirigibilidade e equipamentos.
Características de uso e pontos técnicos
Os motores Skyactiv-G (2.0 e 2.5) apresentam excelente confiabilidade com manutenção em dia (troca de óleo a cada 8.000–12.000 km recomendada). Exemplares com 250.000–350.000 km sem retífica são comuns quando se usa gasolina de qualidade (preferencialmente premium) e óleo adequado. Como não houve diesel no Brasil, a manutenção é mais previsível e barata.
As versões mais procuradas no mercado usado são a 2.5 Skyactiv-G (184–186 cv) com câmbio automático de 6 marchas (ótimo equilíbrio entre desempenho e conforto) e a 2.0 para quem prioriza economia. Consumo real relatado por donos no Brasil: 2.5 cerca de 8,5–10,5 km/l combinado, 2.0 cerca de 9,5–11,5 km/l combinado (melhor em rodovia, aumenta 0,5–1,5 l/100 km no uso urbano com ar-condicionado).
O câmbio automático Skyactiv-Drive é robusto com troca de fluido a cada 60.000 km; o manual é praticamente indestrutível. Peças de reposição são bem disponíveis (muitas opções paralelas), originais com preço médio. A reparabilidade é boa, mas a carroceria tem chapas finas e pode apresentar corrosão em pontos ocultos se a pintura for danificada.
Conclusão e escolha ideal para o mercado brasileiro
No mercado de seminovos brasileiro, a combinação mais equilibrada é o Mazda 3 III (BM/BN) facelift 2017–2019 com motor 2.5 Skyactiv-G e câmbio automático Skyactiv-Drive. Entrega bom desempenho, consumo aceitável, custo de manutenção razoável e ótima liquidez. A versão 2.0 é indicada para quem prioriza economia de combustível e custos operacionais menores.
Faixa de preço aproximada no mercado brasileiro para exemplares bem conservados: R$ 75.000–R$ 135.000 dependendo de quilometragem, estado e versão (confira anúncios atuais para valores precisos).
Na hora da compra, sempre verifique o histórico de manutenção, condição do câmbio automático, ausência de superaquecimento e inexistência de batidas que tenham comprometido a geometria da carroceria.