
As especificações técnicas do Kia Rio III contam com motores da família Gamma, câmbios manuais e automáticos de quatro e seis marchas, além de dimensões adaptadas às preferências do mercado latino-americano. No Brasil, predominam as versões com motores 1.4 e 1.6 flex, enquanto variantes a diesel praticamente não existem no mercado local. Esta análise aborda os principais parâmetros dos motores, consumo real e aspectos de confiabilidade observados por proprietários brasileiros.
Motores e câmbios
A linha de motores do Kia Rio terceira geração é baseada nos propulsores Gamma com injeção multiponto (MPI) e variação contínua de fase de válvulas (CVVT). No mercado brasileiro, o motor 1.6 foi o mais comum, enquanto o 1.4 apareceu em versões de entrada. Não houve oferta oficial de motores diesel nem híbridos no Brasil.
Os câmbios incluíam opções manuais de cinco e seis marchas e automáticos de quatro e seis marchas (o de seis marchas se tornou predominante após o facelift de 2015). Todas as versões contam com tração dianteira; tração integral nunca foi oferecida.
| Tipo de combustível | Cilindrada | Código do motor | Potência, cv | Torque, Nm | Câmbio | Tração | Período de disponibilidade (aprox.) | Notas mercado Brasil |
| Gasolina | 1.25 L | Kappa MPI CVVT | 83–88 | 121 | 5MT | Dianteira | 2011–2017 | Muito raro, geralmente importado |
| Flex | 1.4 L | Gamma MPI CVVT | 107–109 (gas) / ~100 (etanol) | 135–137 | 5/6MT / 4/6AT | Dianteira | 2011–2017 | Versão de entrada, menos comum |
| Flex | 1.6 L | Gamma MPI CVVT | 123–140 (gas) / ~128–150 (etanol) | 155–167 | 6MT / 6AT | Dianteira | 2011–2017 | O mais popular no Brasil |
Dimensões e peso
As dimensões externas do Kia Rio III permaneceram praticamente inalteradas durante toda a produção, com pequenas diferenças entre hatchback e sedã. O sedã foi significativamente mais vendido no Brasil.
| Parâmetro | Hatchback (UB) | Sedã (UB) | Observações |
| Comprimento, mm | 4045–4065 | 4365–4370 | Sedã cerca de 300–320 mm mais longo |
| Largura, mm | 1720 | 1720 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1455 | 1455 | Depende dos pneus |
| Entre-eixos, mm | 2570 | 2570 | Igual em todas as versões |
| Altura livre do solo, mm | 140–160 | 140–160 | Geralmente 150–160 mm no Brasil |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1104–1240 | 1119–1270 | Conforme motor e câmbio |
| Peso bruto total, kg | 1560–1710 | 1580–1730 | Máximo permitido |
| Capacidade do porta-malas, L | 288–923 | 500 | Hatchback com bancos rebatidos |

Atualizações por ano e facelift
A produção do Kia Rio III (UB) começou em 2011. Os modelos iniciais (2011–2014) vinham com motores 1.4 (107 cv) e 1.6 (123–130 cv) associados a câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas. O facelift de 2015 trouxe faróis e lanternas redesenhados, para-choques novos, interior atualizado e câmbio automático de seis marchas na maioria das versões.
As unidades pós-facelift (2015–2017) são as mais procuradas no mercado de seminovos no Brasil, graças ao câmbio mais suave, acabamento melhorado e maior refinamento geral. Os automáticos de quatro marchas são considerados ultrapassados e menos eficientes hoje em dia.
Características de uso e pontos técnicos
Os motores Gamma 1.4 e 1.6 apresentam boa durabilidade com manutenção em dia: troca de óleo a cada 8.000–10.000 km com lubrificante sintético e uso de combustível de boa qualidade (gasolina ou etanol). Muitos exemplares ultrapassam 250.000–300.000 km sem retífica.
A combinação mais comum no Brasil é o 1.6 com câmbio automático de seis marchas: equilíbrio interessante entre desempenho, conforto em rodovias e consumo aceitável. Consumo médio real (baseado em relatos de proprietários brasileiros): cerca de 9–11 km/l na cidade e 12–15 km/l na estrada com gasolina; com etanol cai aproximadamente 25–30%. Consumo combinado típico fica entre 10–13 km/l dependendo do uso.
O câmbio automático de seis marchas é suave e confiável com troca de fluido a cada 60.000 km; o de quatro marchas pode apresentar trancos. Os manuais são muito robustos. Peças de reposição são fáceis de encontrar e baratas por causa da plataforma compartilhada com Hyundai. A carroceria pode apresentar corrosão em pontos ocultos em regiões litorâneas ou com muita umidade – verifique caixas de roda, longarinas e assoalho na vistoria pré-compra.
Conclusão e melhor escolha para o Brasil
No mercado de seminovos brasileiro, a combinação motor 1.6 com câmbio automático de seis marchas (especialmente os anos 2015–2017) é a opção mais equilibrada: desempenho razoável, consumo moderado, manutenção acessível e boa disponibilidade de peças. Essas unidades costumam ter maior liquidez e valor de revenda.
O motor 1.4 é ideal para quem prioriza economia no uso urbano, enquanto as versões manuais agradam quem gosta de dirigir mais engajado. Na hora da compra, sempre confira o histórico de revisões, condição do câmbio, ausência de corrosão e quilometragem real. Uma vistoria cautelosa antes da aquisição é altamente recomendada.