Especificações técnicas do Kia Rio III (UB) 2011–2017 – motores, câmbios e dimensões para o mercado brasileiro

O Kia Rio de terceira geração (código de carroceria UB) foi produzido entre 2011 e 2017. Este hatch compacto do segmento B foi oferecido nas versões hatchback de cinco portas e sedã.

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As especificações técnicas do Kia Rio III contam com motores da família Gamma, câmbios manuais e automáticos de quatro e seis marchas, além de dimensões adaptadas às preferências do mercado latino-americano. No Brasil, predominam as versões com motores 1.4 e 1.6 flex, enquanto variantes a diesel praticamente não existem no mercado local. Esta análise aborda os principais parâmetros dos motores, consumo real e aspectos de confiabilidade observados por proprietários brasileiros.

Motores e câmbios

A linha de motores do Kia Rio terceira geração é baseada nos propulsores Gamma com injeção multiponto (MPI) e variação contínua de fase de válvulas (CVVT). No mercado brasileiro, o motor 1.6 foi o mais comum, enquanto o 1.4 apareceu em versões de entrada. Não houve oferta oficial de motores diesel nem híbridos no Brasil.

Os câmbios incluíam opções manuais de cinco e seis marchas e automáticos de quatro e seis marchas (o de seis marchas se tornou predominante após o facelift de 2015). Todas as versões contam com tração dianteira; tração integral nunca foi oferecida.

Tipo de combustível Cilindrada Código do motor Potência, cv Torque, Nm Câmbio Tração Período de disponibilidade (aprox.) Notas mercado Brasil
Gasolina 1.25 L Kappa MPI CVVT 83–88 121 5MT Dianteira 2011–2017 Muito raro, geralmente importado
Flex 1.4 L Gamma MPI CVVT 107–109 (gas) / ~100 (etanol) 135–137 5/6MT / 4/6AT Dianteira 2011–2017 Versão de entrada, menos comum
Flex 1.6 L Gamma MPI CVVT 123–140 (gas) / ~128–150 (etanol) 155–167 6MT / 6AT Dianteira 2011–2017 O mais popular no Brasil

Dimensões e peso

As dimensões externas do Kia Rio III permaneceram praticamente inalteradas durante toda a produção, com pequenas diferenças entre hatchback e sedã. O sedã foi significativamente mais vendido no Brasil.

Parâmetro Hatchback (UB) Sedã (UB) Observações
Comprimento, mm 4045–4065 4365–4370 Sedã cerca de 300–320 mm mais longo
Largura, mm 1720 1720 Sem retrovisores
Altura, mm 1455 1455 Depende dos pneus
Entre-eixos, mm 2570 2570 Igual em todas as versões
Altura livre do solo, mm 140–160 140–160 Geralmente 150–160 mm no Brasil
Peso em ordem de marcha, kg 1104–1240 1119–1270 Conforme motor e câmbio
Peso bruto total, kg 1560–1710 1580–1730 Máximo permitido
Capacidade do porta-malas, L 288–923 500 Hatchback com bancos rebatidos

Atualizações por ano e facelift

A produção do Kia Rio III (UB) começou em 2011. Os modelos iniciais (2011–2014) vinham com motores 1.4 (107 cv) e 1.6 (123–130 cv) associados a câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas. O facelift de 2015 trouxe faróis e lanternas redesenhados, para-choques novos, interior atualizado e câmbio automático de seis marchas na maioria das versões.

As unidades pós-facelift (2015–2017) são as mais procuradas no mercado de seminovos no Brasil, graças ao câmbio mais suave, acabamento melhorado e maior refinamento geral. Os automáticos de quatro marchas são considerados ultrapassados e menos eficientes hoje em dia.

Características de uso e pontos técnicos

Os motores Gamma 1.4 e 1.6 apresentam boa durabilidade com manutenção em dia: troca de óleo a cada 8.000–10.000 km com lubrificante sintético e uso de combustível de boa qualidade (gasolina ou etanol). Muitos exemplares ultrapassam 250.000–300.000 km sem retífica.

A combinação mais comum no Brasil é o 1.6 com câmbio automático de seis marchas: equilíbrio interessante entre desempenho, conforto em rodovias e consumo aceitável. Consumo médio real (baseado em relatos de proprietários brasileiros): cerca de 9–11 km/l na cidade e 12–15 km/l na estrada com gasolina; com etanol cai aproximadamente 25–30%. Consumo combinado típico fica entre 10–13 km/l dependendo do uso.

O câmbio automático de seis marchas é suave e confiável com troca de fluido a cada 60.000 km; o de quatro marchas pode apresentar trancos. Os manuais são muito robustos. Peças de reposição são fáceis de encontrar e baratas por causa da plataforma compartilhada com Hyundai. A carroceria pode apresentar corrosão em pontos ocultos em regiões litorâneas ou com muita umidade – verifique caixas de roda, longarinas e assoalho na vistoria pré-compra.

Conclusão e melhor escolha para o Brasil

No mercado de seminovos brasileiro, a combinação motor 1.6 com câmbio automático de seis marchas (especialmente os anos 2015–2017) é a opção mais equilibrada: desempenho razoável, consumo moderado, manutenção acessível e boa disponibilidade de peças. Essas unidades costumam ter maior liquidez e valor de revenda.

O motor 1.4 é ideal para quem prioriza economia no uso urbano, enquanto as versões manuais agradam quem gosta de dirigir mais engajado. Na hora da compra, sempre confira o histórico de revisões, condição do câmbio, ausência de corrosão e quilometragem real. Uma vistoria cautelosa antes da aquisição é altamente recomendada.