
Foi produzido entre 2015 e 2021, e no Brasil a terceira geração do Hyundai Tucson começou a ser vendida oficialmente em 2016. Neste guia, analisamos em detalhes os conjuntos mecânicos, dimensões, mudanças ao longo dos anos e pontos importantes de uso no mercado brasileiro. Design externo e interno, versões de equipamentos e problemas comuns são abordados em outros artigos da série.
Motores e transmissões
Motores Hyundai Tucson 2016–2021 ofereciam opções adequadas ao mercado brasileiro, com foco em motores a gasolina que atendem às normas de emissões locais e preferências dos consumidores. Todos os propulsores vinham combinados com diferentes tipos de câmbio e tração para atender a diversas necessidades.
Abaixo, a tabela com as principais configurações mecânicas do Hyundai Tucson III (2016–2021) no Brasil:
| Motor | Tipo | Cilindrada | Potência | Câmbio | Tração |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.0 MPI | Gasolina, aspirado | 2.0 L | 155–167 cv | Automático 6 marchas | Dianteira (2WD) |
| 1.6 T-GDI | Gasolina, turbo | 1.6 L | 177 cv | DCT 7 marchas | Dianteira ou AWD |
O motor 2.0 aspirado foi o mais comum nas versões de entrada e intermediárias, conhecido pela robustez e custo de manutenção acessível. Já o 1.6 T-GDI turbo entregava desempenho bem superior e era mais frequente nas versões topo de linha com tração integral, embora menos vendido pelo preço mais elevado. Observação: motores diesel não foram oferecidos nesta geração no mercado brasileiro.
Dimensões e peso
O Tucson III foi construído sobre a plataforma modular Hyundai-Kia, o que permitiu ganhar espaço interno e no porta-malas em relação à geração anterior. As dimensões se mantiveram praticamente iguais ao longo de todo o ciclo, com pequenas variações conforme a versão.
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Comprimento | 4475 mm |
| Largura | 1850 mm |
| Altura | 1650 mm |
| Entre-eixos | 2670 mm |
| Altura livre do solo | 182 mm |
| Peso em ordem de marcha | 1374–1695 kg (conforme motor e tração) |
| Peso bruto total | 1895–2250 kg |
| Capacidade do porta-malas | 488–1478 L (bancos rebatidos) |
| Tração | Dianteira ou integral HTRAC |
| Câmbios | Automático 6 marchas, DCT 7 marchas |
Seu tamanho compacto facilita bastante a circulação em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto a altura livre do solo de 182 mm permite enfrentar lombadas, buracos e estradas de terra leves sem dificuldades. O sistema HTRAC de tração integral melhora a estabilidade em piso molhado ou irregular, mas adiciona cerca de 100–150 kg ao peso total.

Mudanças ao longo dos anos (facelift 2018)
A principal atualização veio com o facelift de 2018 (modelos 2018–2021), que chegou ao mercado brasileiro:
- Motores: Pequenos ajustes de software para melhorar resposta e eficiência. O 1.6 turbo ganhou refinamentos na central eletrônica para entrega mais suave.
- Transmissões: O câmbio DCT de 7 marchas foi aperfeiçoado para trocas mais rápidas e suaves.
- Chassi e conforto: Recalibração da suspensão para melhor equilíbrio entre conforto e dirigibilidade. Maior isolamento acústico no cofre do motor e caixas de roda.
- Tecnologia: Inclusão de assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo (nas versões mais caras) e multimídia com tela de 8" compatível com Apple CarPlay e Android Auto.
As versões pós-facelift (2018–2021) são as mais procuradas no mercado de seminovos por contarem com mais itens de segurança e tecnologia atualizada.
Pontos importantes na compra e uso: o que você precisa saber
Ao comprar ou utilizar um Hyundai Tucson III (2016–2021) no Brasil, considere estes aspectos técnicos:
- Confiabilidade dos motores: O 2.0 aspirado é o mais robusto e barato de manter, com muitos exemplares ultrapassando 250 mil km sem grandes problemas. O 1.6 T-GDI turbo exige trocas de óleo a cada 7.500–10.000 km e prefere gasolina premium para maior durabilidade.
- Versões mais comuns: No mercado de usados, as versões 2.0 com câmbio automático e tração dianteira lideram pela acessibilidade e uso urbano. As 1.6 turbo com tração AWD são as preferidas por quem busca mais desempenho e segurança em rodovias.
- Transmissão e tração: O automático de 6 marchas é extremamente confiável. O DCT 7 pode apresentar leve hesitação no trânsito intenso (atualizações de software resolvem na maioria dos casos). O HTRAC exige verificação periódica dos fluidos do diferencial traseiro.
- Disponibilidade de peças: Peças originais e de boa qualidade paralela (Bosch, Mann, KYB) são fáceis de encontrar e com preços razoáveis graças à alta popularidade do modelo. Rede de concessionárias e oficinas Hyundai é ampla.
- Consumo de combustível: O 2.0 aspirado faz em média 9–11 km/l no ciclo misto; o 1.6 turbo chega a 10–12 km/l dependendo do estilo de condução e condições (números aproximados de testes e relatos de proprietários brasileiros).
Sempre confira o histórico de revisões (especialmente trocas de óleo nos modelos turbo) e faça uma inspeção completa antes da compra, com foco em suspensão, câmbio e eventuais danos anteriores. Veículos com 150–200 mil km podem precisar de troca da corrente de distribuição (gasolina) ou limpeza de válvulas.
A melhor escolha no mercado brasileiro
Considerando as condições brasileiras – qualidade do combustível, estradas, custos de manutenção e valor de revenda – a combinação ideal para a maioria dos compradores é um Hyundai Tucson 2018–2021 1.6 T-GDI turbo com tração HTRAC AWD e câmbio DCT 7 marchas. Principais motivos:
- Desempenho e economia: Ótimo equilíbrio entre potência e consumo em rodovias e uso urbano.
- Segurança em diferentes condições: Tração integral traz mais confiança em chuva, pistas escorregadias ou trechos de terra.
- Valor de revenda: Versões turbo com AWD mantêm o preço melhor no mercado de seminovos.
- Tecnologia moderna: Modelos após 2018 vêm com assistentes avançados por valores muito competitivos no usado.
A versão 2.0 aspirado com câmbio automático e tração dianteira continua sendo uma excelente opção para quem usa o carro principalmente na cidade, busca simplicidade mecânica e preço de entrada mais baixo.
No geral, o Hyundai Tucson III (2016–2021) segue sendo um dos SUVs compactos mais equilibrados, confiáveis, espaçosos e equipados, e continua uma escolha muito atraente no mercado de seminovos brasileiro pela versatilidade e baixo custo de propriedade.