
No mercado brasileiro predominaram certas combinações de motores e câmbios que são as mais encontradas no mercado de usados atualmente. Este artigo detalha as especificações técnicas do Hyundai Santa Fe terceira geração, motores de 2012–2018, dimensões, atualizações e particularidades de uso adequadas às condições brasileiras.
A análise completa do design externo, interno, níveis de equipamentos e defeitos típicos dessa geração está disponível em outros materiais da série.
Motores e câmbios
Para a geração Hyundai Santa Fe DM foram oferecidas várias opções de motorização. No mercado latino-americano (incluindo o Brasil), o principal foi o motor a gasolina 2.4 aspirado, com versões V6 mais potentes aparecendo em importações ou unidades de outros mercados. O diesel 2.2 CRDi foi bem menos comum no Brasil, aparecendo principalmente em exemplares importados. Motores diesel 2.0 não foram oferecidos oficialmente na região.
Após o facelift de 2015, algumas versões gasolina passaram a contar com injeção direta (GDI) para maior eficiência, enquanto as versões diesel (quando presentes) mantiveram potência na faixa de 197–200 cv.
| Tipo de combustível | Cilindrada e código | Potência, cv | Torque, Nm | Câmbio | Tração | Período / observação |
| Gasolina | 2.4 L Theta II G4KE | 175–190 | 227–245 | Manual 6 marchas / Automático 6 marchas | Dianteira / Integral | 2012–2018, a mais comum no Brasil |
| Gasolina | 2.4 L Theta II G4KJ GDI | 188–190 | 241–245 | Automático 6 marchas | Integral | Após 2015, menos frequente |
| Diesel | 2.2 L CRDi D4HB | 197–200 | 436–440 | Automático 6 marchas | Integral | Rara no Brasil, majoritariamente importada |
| Gasolina | 3.3 L Lambda II V6 | 249–290 | 301–340 | Automático 6 marchas | Integral | Rara, principalmente importada |
No Brasil predominam as versões com tração integral HTRAC (embreagem eletro-hidráulica) e câmbio automático de 6 marchas A6LFx. O câmbio manual apareceu apenas com o 2.4 gasolina em quantidades muito limitadas.
Dimensões e peso
As dimensões do Hyundai Santa Fe DM variavam ligeiramente conforme a configuração (5 ou 7 lugares), mas as diferenças eram pequenas. Abaixo estão os valores mais comuns para a versão padrão de 5 lugares e a Grand Santa Fe (7 lugares, código NC).
| Parâmetro | Santa Fe DM (5 lugares) | Grand Santa Fe (7 lugares) | Observação |
| Comprimento, mm | 4690 | 4905–4915 | Variação leve após facelift |
| Largura, mm | 1880 | 1885 | Sem retrovisores |
| Altura, mm | 1680 | 1690–1695 | Com rack de teto +20–30 mm |
| Entre-eixos, mm | 2700 | 2800 | — |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1730–1900 | 1930–2050 | Conforme versão e motor |
| Peso bruto total, kg | 2400–2510 | 2600–2700 | — |
| Altura livre do solo, mm | 185 | 185 | De acordo com ficha técnica, real ~170–180 |
Valores médios das versões mais comuns no mercado brasileiro.

Atualizações por ano e facelift
O Hyundai Santa Fe DM recebeu um grande facelift em 2015. Antes da atualização (2012–2015) oferecia:
- gasolina 2.4 L 175–190 cv (G4KE/G4KJ) com manual ou automático, tração dianteira ou integral;
- diesel 2.2 CRDi 197 cv (D4HB) apenas automático e tração integral (raro no Brasil).
Após o facelift 2015:
- atualização estética frontal e traseira;
- melhoria nos materiais internos e isolamento acústico;
- recalibração da suspensão para maior conforto;
- maior adoção de injeção direta (GDI) em motores gasolina em algumas versões;
- pequenas melhorias na economia de combustível e na lógica de trocas do câmbio.
As versões pós-facelift (2015–2018) costumam ser as mais procuradas no mercado de seminovos brasileiro pelo design renovado, equipamentos melhores e menor incidência de problemas iniciais.
Experiência de uso e pontos técnicos
A versão mais popular e abundante no mercado de usados brasileiro é a 2.4 gasolina com câmbio automático de 6 marchas e tração integral. Esse motor é considerado relativamente confiável com manutenção em dia (troca de óleo a cada 8.000–10.000 km, verificação da corrente de distribuição após 180.000–220.000 km, atenção ao sistema de arrefecimento). O diesel 2.2 (quando presente) é durável se bem cuidado, mas é raro no Brasil.
De acordo com relatos de proprietários e fóruns brasileiros, o consumo real aproximado é:
- gasolina 2.4 L — cidade 7–9 km/l, estrada 10–12 km/l, misto 8–10 km/l;
- diesel 2.2 L (importados) — cidade ~8–10 km/l, estrada 12–14 km/l, misto 10–12 km/l.
O câmbio automático A6LF1/2/3 recomenda troca de fluido a cada 60.000–100.000 km em quilometragens altas. O sistema HTRAC é robusto, mas o acoplamento e semi-eixos podem precisar de atenção após 180.000–250.000 km.
Peças de reposição são amplamente disponíveis (originais e paralelas), custo de manutenção médio para o segmento. Alta reparabilidade — muitos mecânicos conhecem bem a plataforma.
Conclusão e escolha ideal para o mercado brasileiro
A combinação mais equilibrada no mercado de seminovos brasileiro é a gasolina 2.4 L (de preferência pós-facelift 2015–2018) com câmbio automático de 6 marchas e tração integral. Ela entrega bom desempenho, consumo aceitável para a categoria, ótima liquidez e custos de manutenção razoáveis desde que o histórico de revisões seja transparente. Versões com motor V6 3.3 são mais potentes, mas consomem bem mais e são difíceis de encontrar.
Na hora da compra, preste atenção especial ao estado da corrente de distribuição (gasolina), histórico do fluido do câmbio, sistema de tração integral e eventuais reparos de colisão anteriores. Unidades após 2015 geralmente apresentam menos problemas e seguram melhor o valor.