Especificações técnicas Hyundai Elantra IV (HD) (2006–2010) — motores, câmbios e dimensões para o mercado brasileiro

O que tem debaixo do capô do Hyundai Elantra dos anos 2000?

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Motores e câmbios

O Hyundai Elantra de quarta geração (HD) vinha equipado principalmente com motores a gasolina das famílias Gamma e Beta, com injeção multiponto MPI. As versões diesel (principalmente 1.6 CRDi) eram oferecidas na Europa, mas no Brasil são extremamente raras e chegam quase sempre via importação independente de usados. Não existiam versões híbridas nessa geração.

No mercado latino-americano e brasileiro, o motor principal era o 2.0 litros Beta II (G4GC), com potência na faixa de 140–143 cv na maioria das unidades vendidas aqui. O 1.6 litros Gamma (G4FC) com CVVT aparecia em algumas unidades importadas, geralmente com cerca de 122 cv nas versões mais recentes. Os câmbios eram manual de 5 marchas ou automático de 4 marchas (A4CF1/A4CF2). Tração sempre dianteira (FWD); não havia opção de tração integral.

Tipo de combustível Cilindrada, cm³ Código do motor Potência, cv Câmbio Tração Notas de mercado
Gasolina 1975 G4GC (Beta II) 140–143 5MT / 4AT FWD Mais comum no Brasil
Gasolina 1591 G4FC (Gamma) 122 (versões posteriores) 5MT / 4AT FWD Menos comum no Brasil
Diesel 1582 D4FB (U II CRDi) 90–115 5MT / 4AT FWD Principalmente Europa; raríssimo no Brasil

No Brasil o motor 2.0 a gasolina dominou praticamente todas as unidades circulantes. Muitos proprietários instalaram posteriormente GNV ou fizeram preparações leves de desempenho.

Dimensões e peso

O Hyundai Elantra IV (HD) é um sedã de quatro portas do segmento C. As dimensões permaneceram praticamente inalteradas durante toda a produção, com pequenas variações dependendo da versão e do mercado. Os valores típicos para o mercado brasileiro estão listados abaixo. O peso em ordem de marcha variava entre aproximadamente 1.250–1.360 kg (conforme motor e câmbio), e o peso bruto total chegava a 1.770–1.820 kg.

Parâmetro Valor Observação
Comprimento, mm 4505 Padrão para sedã
Largura, mm 1775 Sem retrovisores
Altura, mm 1480–1490 Dependendo de pneus e carga
Entre-eixos, mm 2650 Comum a toda a geração
Peso em ordem de marcha, kg 1250–1360 ~1250 kg com 2.0 manual, ~1360 kg com automático
Peso bruto total, kg 1770–1820 Conforme versão
Capacidade do porta-malas, litros 460 Padrão
Tração / câmbio FWD / 5MT ou 4AT Todas as versões principais

Esses números são típicos das unidades que circularam no Brasil, quase todas com motor 2.0 litros.

Atualizações por ano e facelift

A geração Hyundai Elantra HD foi produzida de 2006 a 2010 sem redesign completo, mas recebeu um facelift intermediário entre 2008 e 2009. As principais mudanças incluíram grade frontal redesenhada, faróis, para-choques, melhorias no interior e ajustes leves na mecânica.

Nos motores: a partir de 2008-2009 o 1.6 Gamma ganhou calibração aprimorada do CVVT, elevando a potência para cerca de 122 cv em várias especificações. O 2.0 Beta II permaneceu praticamente inalterado. Os câmbios continuaram os mesmos — manual de 5 marchas e automático de 4 marchas. As normas de emissões evoluíram para padrões mais rigorosos no Brasil.

As unidades 2009-2010 atualizadas são as mais encontradas no mercado de usados brasileiro, geralmente com melhor acabamento e equipamentos.

Experiência de uso e pontos técnicos

No Brasil o Hyundai Elantra IV (HD) é considerado um sedã compacto razoavelmente confiável quando bem mantido. O motor 2.0 MPI (Beta II) — com correia dentada (recomenda-se troca a cada 90.000–100.000 km) — é simples, robusto e muito conhecido nas oficinas independentes. O 1.6 é igualmente confiável, mas bem mais raro por aqui.

De acordo com dados de sites brasileiros de classificados (Webmotors, OLX, Mercado Livre, fóruns), o consumo real aproximado fica: 2.0 manual — 10–12 km/l combinado (cerca de 8–10 km/l na cidade), 2.0 automático — 9–11 km/l combinado. O câmbio automático de 4 marchas precisa de troca de óleo a cada 50.000–60.000 km para evitar trancos tardios. A suspensão é confortável para as estradas brasileiras, mas buchas, amortecedores e bandejas costumam precisar de substituição por volta dos 100.000–150.000 km.

As peças são baratas e abundantes (muitos paralelos, originais via concessionárias), e a maioria dos mecânicos conhece bem o modelo. Problemas comuns: corrosão nas soleiras e caixas de roda (principalmente antes de 2008 em regiões litorâneas), panes elétricas leves (sensores) e desgaste nas juntas homocinéticas.

Conclusão e a melhor escolha para o mercado brasileiro

As especificações técnicas do Hyundai Elantra IV (HD) mostram que a combinação mais equilibrada no mercado de usados brasileiro continua sendo o motor 2.0 com câmbio manual de 5 marchas ou automático de 4 marchas. Ela entrega consumo razoável para a época, manutenção barata, desempenho aceitável e ótima disponibilidade de peças.

O automático é mais prático no trânsito intenso, mas merece vistoria cuidadosa do câmbio e histórico de manutenção. As versões 1.6 costumam ser mais baratas, mas são raras. Diesel não vale a pena pela escassez e risco de problemas com qualidade do combustível. Na hora da compra, dê preferência a unidades 2008–2010 com histórico de revisões comprovado e quilometragem real.

Análises detalhadas de design externo, interior, versões de equipamentos e defeitos comuns estão em outros artigos da série.