Especificações técnicas do Audi Q5 primeira geração (2008-2017) – tudo sobre motores, câmbios e dimensões

A primeira geração do Audi Q5, conhecida como Typ 8R, foi produzida entre 2008 e 2017 e se tornou um dos SUVs premium compactos mais desejados no mercado de usados brasileiro

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As especificações técnicas do Audi Q5 I combinam desempenho dinâmico, consumo razoável e a confiabilidade típica da Audi. Neste artigo analisamos em detalhes os motores do Audi Q5 2008-2017, transmissões, dimensões, evoluções ao longo dos anos e pontos importantes para uso nas estradas brasileiras. O guia completo dos motores do Audi Q5 ajuda compradores de seminovos a fazerem uma escolha consciente. Design externo, interior, versões de equipamentos e problemas comuns são abordados em outros textos da série.

Motores e transmissões

O Audi Q5 de primeira geração oferecia uma ampla linha de motores turbo a gasolina e diesel, compatíveis com normas Euro 4/5 (até 2012) e Euro 6 (após o facelift). Todos com injeção direta, garantindo bom desempenho com consumo moderado. As transmissões incluíam manual de 6 marchas (muito rara no Brasil), o câmbio de dupla embreagem S tronic de 7 marchas (DSG) e o automático Tiptronic de 8 marchas. Tração dianteira nas versões de entrada ou integral Quattro com acoplamento Haldex (geração 4 até 2012, depois ultra para maior economia de combustível).

Os principais conjuntos motopropulsores cobrem toda a produção. Os TFSI a gasolina se destacam pela resposta rápida, enquanto os TDI diesel priorizam economia. A versão híbrida (2.0 TFSI + motor elétrico) surgiu após 2012, mas é rara no Brasil devido à complexidade e custo de manutenção.

Motor Tipo/Cilindrada Potência (cv) Transmissão Tração
2.0 TFSI Gasolina, 1984 cm³ 180–225 6 manual / 7-S tronic / 8-Tiptronic Dianteira / Quattro
3.2 FSI Gasolina V6, 3197 cm³ 270 7-S tronic Quattro
3.0 TFSI Gasolina V6, 2995 cm³ 272 8-Tiptronic Quattro
2.0 TDI Diesel, 1968 cm³ 143–190 6 manual / 7-S tronic Dianteira / Quattro
3.0 TDI Diesel V6, 2967 cm³ 240–258 7-S tronic / 8-Tiptronic Quattro
2.0 TFSI hybrid Gasolina + elétrico, 1984 cm³ 245 (sistema) 8-Tiptronic Quattro

Consumo real (baseado em relatos de proprietários no Brasil, plataformas como Webmotors e OLX): os 2.0 TFSI fazem em média 8–11 km/l combinado, enquanto os 2.0 TDI chegam a 12–15 km/l (estrada até 16–18 km/l, cidade 9–12 km/l). Valores aproximados que variam com estilo de condução, manutenção e condições.

Dimensões e peso

As especificações técnicas do Audi Q5 I o tornam ideal para o uso diário nas cidades brasileiras: compacto externamente e surpreendentemente espaçoso internamente. Carroceria SUV de 5 portas sobre plataforma MLB com motor longitudinal. Altura livre do solo ≈ 200 mm (padrão), porta-malas 540–1560 litros. O peso varia conforme motor e equipamentos, mas os parâmetros gerais são consistentes em toda a geração.

Parâmetro Valor (versões principais) Transmissão Tração
Comprimento / Largura / Altura 4629–4663 mm / 1880–1893 mm / 1653–1659 mm 6 manual / 7-S tronic / 8-Tiptronic Dianteira / Quattro
Entre-eixos 2807–2810 mm
Peso em ordem de marcha 1720–1950 kg
Peso bruto total 2300–2500 kg

As versões Quattro, muito comuns no Brasil, adicionam 50–100 kg. Peso aproximado em ordem de marcha de um 2.0 TDI Quattro: cerca de 1830 kg (dados de mercado brasileiro).

Atualizações por ano

Em 2012 veio o facelift, que trouxe mudanças importantes nos motores do Audi Q5 2008-2017 e transmissões. Antes de 2012: motores principais — 2.0 TFSI 211 cv, 3.2 FSI 270 cv, 2.0 TDI 170 cv, 3.0 TDI 240 cv. Transmissões predominantemente manual 6 e S tronic 7. Quattro com Haldex geração 4.

Após o facelift: motores aprimorados — 2.0 TFSI até 225 cv (EA888 gen3, menos problemas na corrente de distribuição), 3.0 TFSI 272 cv no lugar do 3.2 FSI, 2.0 TDI até 177–190 cv, 3.0 TDI até 245–258 cv. Inclusão do Tiptronic 8 marchas nos V6. Chegada do Quattro ultra com desconexão do eixo traseiro para economia (até ≈0,3 l/100 km a menos). Inclusão da versão híbrida. Essas mudanças tornaram os modelos 2013-2017 mais procurados no mercado brasileiro por emissões mais limpas e melhor eficiência. A suspensão a ar adaptativa também foi oferecida como opcional para maior conforto e capacidade off-road leve.

O que você precisa saber antes de comprar

A experiência com um Audi Q5 I no Brasil está muito ligada à qualidade do combustível, estado das estradas e clima variado do país. Confiabilidade dos motores: os 2.0 TFSI pré-2012 podem apresentar consumo elevado de óleo (até 1 l/1000 km) e problemas na corrente de distribuição (troca ≈200–300 mil km, custo aproximado R$ 8.000–15.000). Após 2012 (gen3) são bem mais confiáveis. O 2.0 TDI é robusto, mas sensível a diesel de baixa qualidade (entupimento do filtro de partículas DPF, válvula EGR). O 3.0 TDI é o mais durável, com muitos ultrapassando 400 mil km. Versões mais populares no Brasil: 2.0 TDI Quattro (excelente em rodovias), 2.0 TFSI pós-2012 para uso urbano.

Consumo real relatado por donos: diesel 2.0 ≈11–15 km/l combinado, gasolina 2.0 ≈8–11 km/l. Problemas comuns nas transmissões: S tronic (DSG) desgaste da embreagem após ≈150 mil km (reparo R$ 12.000–25.000), Tiptronic mais confiável. Sistema Quattro Haldex exige troca de óleo a cada 60 mil km para evitar superaquecimento. Peças disponíveis: originais em concessionárias Audi em São Paulo, Rio, Belo Horizonte; paralelas (Lemförder, Febi) 30–50% mais baratas. Em regiões mais frias do Sul o diesel agradece aquecedor de filtro de combustível. Falhas frequentes: vazamentos de fluido de arrefecimento, termostato, desgaste da turbina após 200 mil km. Sempre faça vistoria completa (checagem VIN, endoscopia) antes da compra.

Conclusão

No mercado brasileiro de seminovos, a melhor escolha costuma ser o 2.0 TDI (177–190 cv) com S tronic de 7 marchas e Quattro. Essa combinação entrega o melhor equilíbrio: consumo real 11–15 km/l (economia significativa no diesel), alta durabilidade (fácil ultrapassar 300 mil km), custos de manutenção razoáveis (mais baixos que os V6 gasolina) e boa revenda (preços típicos hoje entre R$ 120.000–220.000 dependendo do ano, quilometragem e estado). Para uso predominantemente urbano o 2.0 TFSI pós-2012 funciona bem, mas o diesel continua sendo a opção mais inteligente com os preços atuais dos combustíveis. O guia dos motores do Audi Q5 mostra que o primeiro geração oferece excelente relação custo-benefício e tecnologia para a realidade brasileira.