Problemas comuns Nissan Rogue I (2007-2013): falhas no CVT, corrosão e mais | Notícias de carros Brasil automotive24.center

Principais problemas e defeitos do Nissan Rogue I (2007-2013) — o que você realmente precisa saber antes de comprar

Os defeitos do Nissan Rogue de primeira geração são muito comentados entre donos de SUVs usados no Brasil, onde o modelo se destaca como uma opção barata e prática, quase sempre importada dos Estados Unidos

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O Nissan Rogue 2007-2013 trouxe vários problemas típicos dos crossovers japoneses da época: desde transmissão de durabilidade questionável até desgastes menores no interior e na carroceria. Usado, o Rogue pode ser uma opção bem acessível no segmento de SUVs compactos, mas é fundamental inspecionar com atenção os pontos críticos antes da compra para evitar prejuízos caros com reparos. Para ficha técnica completa, fotos do interior e impressões ao dirigir, confira nossos outros conteúdos. Aqui vamos mostrar os principais defeitos, problemas por ano, a realidade do mercado brasileiro, possibilidades de reparo e dicas para comprar com segurança.

Os maiores pontos fracos da geração

A primeira geração do Nissan Rogue (2007-2013) costuma apresentar os mesmos problemas na maioria dos exemplares depois de 100.000–150.000 km. Muitos deles vêm do projeto pensado principalmente para o mercado americano, que priorizou conforto em vez de resistência extrema em condições severas.

  • Transmissão CVT problemática: O câmbio continuamente variável Jatco é o calcanhar de Aquiles. Superaquecimento no trânsito pesado ou em acelerações fortes causa trancos, demora na resposta, barulho de ronco e, no pior caso, quebra total. Muitos donos relatam perda repentina de força na estrada — perigo real. Vida útil sem manutenção adequada: 100.000–160.000 km (troca de fluido obrigatória a cada 40.000–60.000 km).
  • Consumo de combustível alto: O motor 2.5 QR25DE faz na cidade 10–12 l/100 km e na estrada 8–9 l/100 km — acima da média da categoria. No Brasil, com a qualidade variável da gasolina, o gasto pesa ainda mais no bolso.
  • Isolamento acústico fraco: Barulho de pneus, vento e motor invade a cabine a partir de 100 km/h, especialmente em estradas esburacadas comuns no país.
  • Multimídia e navegação ultrapassadas: Sistemas básicos sem tela touch, Bluetooth raro nas primeiras versões. Navegação original (quando existe) está obsoleta e não aceita mapas atuais.
  • Corrosão na carroceria: Pintura e proteção fracas geram bolhas e ferrugem em soleiras, caixas de roda e assoalho, piorado em carros vindos de regiões com sal nas estradas (EUA).
  • Problemas no ar-condicionado e sistema HVAC: Compressor que pifa, vazamento de gás e fluxo de ar fraco. Costuma apresentar defeito depois de 100.000 km.
  • Consumo de óleo do motor: Após 150.000 km os anéis podem travar e o motor começa a queimar óleo.
  • Outros defeitinhos: Indicador de combustível impreciso, problemas no teto solar panorâmico (vazamento, barulho), desgaste na suspensão (amortecedores, buchas), falhas esporádicas em sensores ABS.

Apesar disso tudo, o Rogue continua sendo um carro relativamente simples e barato de manter quando os itens principais são tratados preventivamente.

Por ano e versão: onde prestar mais atenção

Os problemas do Nissan Rogue 2007-2013 mudam bastante conforme o ano. Os modelos antes do facelift (2007-2010) acumulam muito mais reclamações, enquanto a atualização de 2011 trouxe melhorias — mas não resolveu as questões de fundo.

  • 2007-2010: Os mais arriscados. Refrigeração do CVT insuficiente, eletrônica mais frágil, cabine mais barulhenta, ar-condicionado quebra cedo e maior consumo de óleo. É preciso olhar com lupa e exigir diagnóstico completo da transmissão.
  • 2011-2013 (facelift): Melhora perceptível: melhor refrigeração do CVT, cabine mais silenciosa, mais USB e Bluetooth nas versões topo. Porém 2013 ainda registra muitas queixas de transmissão (inclusive perda súbita de força), e o teto solar panorâmico de 2012-2013 pode rachar ou vazar.

Resumo: os primeiros anos precisam de histórico de manutenção impecável, e os 2013 exigem atenção redobrada no câmbio. A maioria dos Rogue usados no Brasil já passa dos 200.000 km, o que eleva o risco.

O mercado de seminovos no Brasil

No Brasil o Nissan Rogue 2007-2013 é quase sempre importado dos Estados Unidos (leilões Copart, IAAI), muitos com histórico de batida ou quilometragem alta. Fatores locais como calor intenso, estradas ruins, buracos e qualidade variável do combustível aceleram o desgaste. Atenção especial para:

  • Condição da carroceria: Ferrugem em soleiras, caixas de roda e assoalho. Verifique cantos escondidos e espessura da pintura.
  • Histórico de manutenção: Quase nunca é completo; peça notas fiscais de troca de fluido e filtro do CVT. Sem manutenção preventiva o câmbio morre rápido.
  • Disponibilidade de peças: Peças paralelas são fáceis de achar e baratas; originais do CVT continuam caras (R$ 20.000–50.000). Peças compatíveis com Qashqai ajudam a reduzir custos.
  • Intervalos de manutenção: No Brasil recomenda-se troca de óleo do motor a cada 10.000 km, fluido do CVT a cada 40.000–60.000 km.
  • Quilometragem real: Fraude é comum; cheque relatório Carfax pelo chassi e observe desgaste de bancos e pedais.
  • Autenticidade da versão: As AWD são as mais procuradas, mas o acoplamento do sistema de tração pode barulhar quando desgastado.
  • Importação e documentação: Confirme os documentos; carros com sinistro podem ter danos estruturais ocultos.
  • Ofertas no mercado: Em plataformas como Webmotors, OLX e Mercado Livre aparecem dezenas de anúncios, preços geralmente entre R$ 60.000 e R$ 110.000 dependendo do estado e km. Fuja das ofertas baratas demais.

Os problemas do Nissan Rogue 2007-2013 no Brasil se agravam pelo fato de ser importado, por isso uma inspeção profissional é indispensável.

Orçamento para manutenção e reparos

Preço de mercado aproximado de um exemplar bom do Nissan Rogue 2007-2013 hoje no Brasil: R$ 70.000–95.000.

Problema Reparo Custo aproximado (R$)
CVT (trancos, superaquecimento) Troca de fluido e filtro; reparo ou substituição completa 5.000–45.000
Isolamento acústico Aplicação extra de manta nas portas e piso 4.000–10.000
Multimídia Instalação de central multimídia Android moderna 2.500–8.000
Corrosão Tratamento anticorrosivo e pintura 6.000–18.000
Ar-condicionado Recarga ou troca de compressor 2.000–10.000
Consumo de óleo Descarbonização ou troca de anéis 8.000–30.000

Calcule mais R$ 10.000–25.000 acima do valor de compra para acertos iniciais e melhorias. Manutenção anual regular fica na faixa de R$ 4.000–8.000.

Conclusão e recomendações finais

O Nissan Rogue I (2007-2013) pode valer a pena se você procura um crossover familiar com tração integral por um preço acessível — mas somente com vistoria muito bem feita. Ele funciona bem no uso urbano e em viagens leves, desde que o CVT esteja em dia, a quilometragem seja verdadeira (ideal abaixo de 200.000 km) e não haja corrosão grave. Fuja completamente dos 2007-2010 sem histórico claro — o risco de quebra no CVT e no motor é altíssimo. O melhor custo-benefício geralmente está nas versões 2011-2013 SV com AWD: isolamento melhor, mais equipamentos e CVT um pouco mais refinado. Os 2013 merecem cuidado extra com a transmissão.

Na inspeção: faça teste-drive procurando trancos no CVT, verifique ferrugem na carroceria, escaneie a eletrônica e exija relatório Carfax. Se tudo estiver ok, é uma boa pedida pelo preço. Caso contrário, os reparos podem acabar com qualquer economia. Um Rogue usado de primeira geração é para quem topa investir continuamente em manutenção.