Problemas comuns Volkswagen Tiguan II 2016–2023: falhas em usados | guia de compra – automotive24.center

Principais defeitos e problemas do Volkswagen Tiguan II (2016–2023) — o que você precisa saber antes de comprar usado

Os defeitos do Volkswagen Tiguan II são assunto recorrente entre os donos, especialmente no mercado de seminovos

twitter facebook whatsapp linkedin

Essa geração, produzida de 2016 a 2023, conquistou muita popularidade pela versatilidade e qualidade alemã, mas não escapa dos problemas típicos. As falhas do Volkswagen Tiguan 2016–2023 costumam aparecer nos motores, transmissão, eletrônica e carroceria. Neste guia, analisamos os principais pontos negativos de um Tiguan usado, considerando as condições reais do mercado brasileiro. Para conferir o overview completo da geração, especificações e interior, veja os outros materiais da série.

Principais defeitos da geração

Os proprietários do Volkswagen Tiguan II relatam vários problemas recorrentes que afetam o uso diário. Essas informações vêm de fóruns, sites como Reclame Aqui e relatos internacionais.

  • Consumo de combustível acima da média: Os motores a gasolina 1.4 TSI e 2.0 TSI fazem em média 7–10 km/l na cidade, mais gastão que rivais como Toyota RAV4. Os 2.0 TDI são mais econômicos (até 13–15 km/l na estrada), mas bem raros no Brasil.
  • Problemas nos motores: O 2.0 TSI (principalmente antes de 2018) é conhecido pelo consumo excessivo de óleo — até 1 litro a cada 1.000 km por causa do projeto dos pistões. Há também falhas frequentes na turbina, corpo de borboleta, acúmulo de carbono e tensor da corrente de distribuição que pode causar danos graves.
  • Transmissão DSG: A caixa de dupla embreagem (DQ250/DQ500) exige troca de óleo a cada 60 mil km; caso contrário, o mecatrônico pifta. Muitos reclamam de trancos e superaquecimento no trânsito.
  • Isolamento acústico: Nas versões de entrada é fraco — barulho de pneus, vento e motor em alta velocidade. Melhorou após o facelift 2020, mas ainda não é referência na categoria.
  • Eletrônica e multimídia: Bugs no sistema MIB (travamentos, reinícios), problemas em assistentes como Travel Assist, aquecimento dos bancos e travas. A navegação costuma precisar de atualizações pagas.
  • Carroceria e corrosão: Pintura lasca fácil no capô e portas, tampa do tanque pode travar no frio. Corrosão surge na parte inferior em regiões úmidas ou com sal.
  • Peças e manutenção caras: Peças originais (turbina, DSG) são salgadas — de R$ 5.000 a R$ 30.000 ou mais. Serviço na concessionária é caro, mas há opções paralelas com qualidade variável.
  • Suspensão: Amortecedores desgastam após 50–80 mil km em estradas ruins; molas traseiras às vezes quebram.

Esses pontos não são fatais, mas pedem atenção redobrada na hora de comprar um Tiguan usado.

Versões e anos: onde prestar mais atenção

As falhas do Volkswagen Tiguan 2016–2023 mudam conforme o ano. Os primeiros modelos (2016–2018) têm mais "doenças infantis".

  • 2016–2017: Recalls frequentes — bancos dianteiros, discos de freio, engate de reboque. Motores EA888 Gen2 com alto consumo de óleo e problemas na bomba. Isolamento ruim e eletrônica instável. Fuja se não tiver histórico completo.
  • 2018–2019: Melhorias nos motores (Gen3), mas o consumo de óleo persiste no 2.0 TSI. Queixas com DSG e turbina. MIB2 já parece antigo com bugs constantes.
  • 2020–2023 (facelift): Isolamento melhor, MIB3 mais moderno, DSG refinada. Menos problemas nos motores, mas os botões touch incomodam no frio. Esses anos são os mais indicados; cheque o AdBlue nos raros diésel.

As versões diesel 2.0 TDI tendem a ser mais confiáveis nos anos recentes, mas são raras e sensíveis à qualidade do diesel. Importados dos EUA (Allspace) podem ter questões de adaptação eletrônica.

Mercado de seminovos no Brasil

O Volkswagen Tiguan II é muito procurado no Brasil: centenas de anúncios em plataformas como Mercado Livre, Webmotors e OLX. Preços aproximados em 2026: de R$ 80.000 a R$ 180.000 dependendo do ano, km e estado (dados atuais do mercado). Pontos importantes:

  • Estado da carroceria: Verifique corrosão na parte inferior, caixas de roda e soleiras por umidade. Inspeção no elevador é essencial; reparos escondidos saem caro, de R$ 10.000 a R$ 30.000.
  • Histórico de manutenção: Muitos sem revisões na concessionária. Exija notas e livro. Sem isso, cheque possível adulteração de hodômetro (via VIN).
  • Peças originais x paralelas: As alternativas são mais baratas, mas arriscadas. Confirme se turbina ou DSG não foram trocadas por peças de baixa qualidade.
  • Intervalos de manutenção: Óleo a cada 10–15 mil km, DSG a cada 60 mil km. Negligenciar leva a quebras caras.
  • Quilometragem real: Média 100–200 mil km. Compare com desgaste interno e bases de dados.

No Brasil, as estradas e o clima aceleram o desgaste da suspensão, carroceria e eletrônica.

Orçamento para manutenção e reparos

Muitos defeitos do Volkswagen Tiguan II podem ser corrigidos. Custos aproximados no Brasil (2026, em R$):

Problema Reparo Orçamento aproximado
Consumo de óleo 2.0 TSI Troca de pistões / bloco curto 40.000–100.000
Falhas DSG Troca óleo / reparo mecatrônico 8.000–35.000
Isolamento acústico ruim Adição de manta 12.000–30.000
Bugs multimídia Atualização / troca módulo 5.000–18.000
Corrosão Tratamento anticorrosivo 6.000–20.000
Suspensão (amortecedores) Troca amortecedores 10.000–25.000
Manutenção básica Óleo + filtros 2.500–6.000 por revisão

Para um exemplar bom (100–150 mil km, 2020+), calcule R$ 120.000–R$ 200.000 + R$ 15.000–R$ 50.000 para vistoria e reparos iniciais. Manutenção anual esperada: R$ 12.000–R$ 35.000.

Conclusão e recomendações

As falhas do Volkswagen Tiguan 2016–2023 não o tornam uma má escolha, mas exigem cautela. Continua sendo uma ótima opção se você quer um SUV familiar confortável, com boa dirigibilidade e valor de revenda interessante. A compra mais inteligente: modelos facelift (2020–2023) com motor 2.0 TSI — mais refinados, menos problemas de origem e maior confiabilidade.

Evite versões iniciais (2016–2017) a gasolina sem histórico — o risco de reparos caros é alto. Dê atenção extra ao 2.0 TSI pré-2018: cheque nível e consumo de óleo, compressão.

Na vistoria: scan completo na oficina (motor, DSG, eletrônica), test-drive (trancos, ruídos), checagem da carroceria por corrosão e consulta VIN por recalls. Com cuidado e orçamento adequado, um Tiguan II bem cuidado chega fácil aos 200–300 mil km sem panes graves.