
Essa geração, codificada internamente como E38, foi produzida entre 1994 e 2001. As vendas oficiais na Europa começaram em 1994 e a produção terminou em 2001, dando lugar à quarta geração (E65). No Brasil, esses carros chegaram principalmente via importação no final dos anos 90 e início dos 2000, conquistando fãs entre entusiastas e quem buscava luxo discreto no mercado de usados. Ela é baseada em uma plataforma de tração traseira com componentes de alumínio na suspensão e em partes da carroceria, o que reduziu o peso e aumentou a rigidez estrutural.
O design da BMW Série 7 E38 se destaca pela silhueta elegante e imponente: capô longo, grade de rins larga característica, faróis finos e linhas fluidas suaves. A carroceria cresceu: comprimento 4984 mm (padrão), 5124 mm (entre-eixos longo), largura 1862 mm, altura 1435 mm, entre-eixos 2930/3070 mm. Peso em ordem de marcha entre 1800–2200 kg. O facelift de 1998 trouxe faróis atualizados, para-choques redesenhados e lanternas traseiras com LEDs. A motorização inclui V8 e V12 (2.8–5.4 litros, 193–326 cv), câmbio automático ZF de 5 marchas e tração traseira. Destaques tecnológicos: suspensão adaptativa EDC, Park Distance Control, navegação, até 8 airbags e controle de tração ASC+T. Foi posicionada como símbolo de luxo e inovação, competindo diretamente com Mercedes Classe S e Audi A8.
O que mudou em relação à geração anterior
Comparada à segunda geração (E32, 1986–1994), a E38 trouxe saltos importantes em modernidade e conforto. O design evoluiu para formas mais aerodinâmicas (coeficiente Cd 0.30 vs 0.32), com aumento no comprimento (+58 mm) e entre-eixos (+60 mm) para proporções melhores e mais espaço interno. A carroceria ficou 70% mais rígida, com capô e para-lamas dianteiros de alumínio para reduzir peso.
O chassi foi atualizado com suspensão traseira multibraço e EDC opcional (amortecedores regulados eletronicamente). Motores: adeus aos antigos M30, bem-vindos os M60 V8 (3.0–4.0 L, 218–286 cv) e M73 V12 (5.4 L, 326 cv) com bloco de alumínio. A tecnologia avançou: ASC+T de série, xenônio opcional, navegação em CD, telefone integrado e TV. O conforto subiu com isolamento acústico superior, bancos com massagem, ar-condicionado traseiro e sistema de som Bose premium.
Segurança: airbags frontais de série, laterais opcionais e ABS com distribuição eletrônica de frenagem. No geral, a Série 7 III ficou mais leve, tecnológica e confortável, preservando o DNA da BMW com foco total no luxo.
Mercado de seminovos no Brasil
No mercado de usados brasileiro, o BMW Série 7 1994–2001 continua sendo uma opção de nicho, mas bastante desejada por amantes de luxo clássico, empresários e preparadores. Em plataformas como Webmotors, OLX e Mercado Livre (dados aproximados de início de 2026), há entre 30 e 70 unidades anunciadas em qualquer momento. A demanda se mantém graças ao design atemporal, mecânica robusta com manutenção adequada e boa disponibilidade de peças.
A faixa de preços varia de R$ 90.000 a R$ 280.000, dependendo do estado, quilometragem e versão. Exemplares básicos (1994–1998, alta km, 730i/740i, +300.000 km) costumam ficar entre R$ 90.000–R$ 140.000. Unidades bem conservadas, baixa km ou 750iL pós-facelift com opcionais chegam a R$ 200.000–R$ 280.000. Preço médio gira em torno de R$ 140.000–R$ 180.000. As versões V8 (especialmente 740i) são as mais comuns e práticas, com bom equilíbrio entre desempenho e custos (consumo 12–16 l/100 km ou cerca de 15–20 mpg). O V12 750iL é mais raro e caro de manter, atraindo colecionadores. Modelos pós-1998 com ópticas atualizadas têm cotação mais alta.
Preço de mercado orientativo para o Brasil: R$ 90.000 – R$ 280.000. Continua sendo uma das formas mais acessíveis de ter um sedã de luxo flagship com presença marcante e DNA de dirigibilidade.

Principais versões e configurações no mercado brasileiro
No Brasil, a E38 chegou em níveis como Standard, Executive, Highline e Individual/750iL, muitas vezes adaptadas com preferências locais (bancos maiores, som premium). As configurações mais comuns estão listadas abaixo.
Standard/Base: 730i ou 740i V8, automático, interior em couro, ar-condicionado bizona, ABS, airbags frontais, rodas 16". Muitos importados ganharam aquecimento de bancos e espelhos.
Executive/Conforto: adiciona navegação, som premium (Harman Kardon ou Bose), suspensão EDC, teto solar panorâmico e mais detalhes em madeira.
Highline/Luxo: bancos com ventilação/massagem, ar-condicionado traseiro, cortinas traseiras, xenônio, rodas 17", opção de TV.
Top/Individual/750iL: motor V12, entre-eixos estendido, couro/Alcantara aprimorado, pacote madeira completo, visão noturna (rara), pacote elétrico total.
As versões V8 dominam o mercado brasileiro (≈85%), atendendo normas de emissões da época (equivalente a Euro 2-3 ou LEV). As configurações Executive e Highline com câmbio automático são as mais procuradas no seminovo.
| Versão | Principais características | Motores | Preço aproximado no mercado de usados (R$) |
|---|---|---|---|
| Standard | Couro, ar-condicionado, ABS | 2.8–4.0 V8 | 90.000 – 140.000 |
| Executive | Navegação, Bose, EDC | 3.0–4.4 V8 | 140.000 – 190.000 |
| Highline | Massagem, xenônio, ar traseiro | 4.0–4.4 V8 | 180.000 – 240.000 |
| Individual/750iL | Alcantara, V12, opcionais completos | 5.4 V12 | 220.000 – 280.000+ |
Conclusão final
O BMW Série 7 III (1994–2001) cai como uma luva para brasileiros que buscam luxo clássico de porte grande: executivos, famílias (especialmente a versão de entre-eixos longo) ou apaixonados que valorizam design eterno mais do que tecnologia de ponta. Não é SUV, mas o rodar macio e o porta-malas generoso (≈500 l) o tornam versátil para rodovias ou escapadas de fim de semana.
Por que considerar hoje: estilo que não envelhece, motores V8 comprovados, conforto de carro-chefe pelo preço de um sedã médio. Em tempos de carros de luxo novos na casa dos milhões, o E38 entrega presença e status reais por bem menos de R$ 200.000.
O que observar na compra: corrosão (especialmente em regiões litorâneas), saúde do câmbio (reparos caros), sistema de arrefecimento (risco de superaquecimento), histórico de manutenção e quilometragem real. Uma inspeção em oficina especializada BMW é indispensável. Bem escolhida, a Série 7 geração III segue sendo um clássico eterno.