
Essa geração, codificada internamente como E36, foi produzida de 1990 a 2000. As vendas oficiais na Europa começaram em 1990 com os sedãs, seguidas por cupês, conversíveis e Touring em 1991–1992. A produção dos sedãs terminou em 1998, enquanto cupês e conversíveis seguiram até 2000. No Brasil, o modelo chegou via importação nos anos 90 e se popularizou no mercado de usados nas décadas seguintes. Baseia-se em plataforma de tração traseira com suspensão independente nas quatro rodas —incluindo multibraço traseiro— que garante um comportamento lendário ao volante.
Os destaques de design marcam a evolução do estilo: carroceria mais aerodinâmica (Cd 0.29–0.32) com linhas fluidas e suaves, a famosa grade de rins e, nas versões mais tardias, os famosos faróis 'olhos de anjo'. As dimensões cresceram em relação ao E30: comprimento do sedã 4433 mm, largura 1698 mm, altura 1393 mm e entre-eixos 2700 mm. Peso em ordem de marcha varia de 1200–1500 kg. A mecânica inclui motores inline-4 e inline-6 (1.6–3.2 litros, 99–321 cv), com câmbios manuais de 5 marchas ou automáticos de 4/5 velocidades e tração traseira clássica. Inovações: ABS de série a partir de 1993, airbags e controle de estabilidade ASC opcional. O E36 virou ícone —especialmente o M3— competindo com Mercedes Classe C e Audi 80/90.
O que há de novo em relação à geração anterior?
Comparado ao E30 (1982–1994), o E36 trouxe saltos enormes em refinamento, segurança e uso diário. O design migrou para formas mais arredondadas e modernas, com aerodinâmica superior (Cd caiu de 0.35 para 0.29), entre-eixos maior (+130 mm para 2700 mm) ampliando o espaço interno e carroceria 25% mais rígida com zonas de deformação otimizadas.
O chassi ganhou suspensão multibraço traseira no lugar da semi-independente, elevando precisão e conforto. Os motores evoluíram com VANOS nos seis-cilindros M50 (2.0–2.5 L, 150–192 cv) e diesel M51 (2.5 L, 143 cv). Tecnologias incluíram ABS padrão, controle de tração ASC+T opcional e airbags a partir de 1993. O conforto subiu com melhor isolamento acústico, mais espaço traseiro e opções como ar-condicionado automático e vidros elétricos.
Em testes de colisão da época, alcançou 4 estrelas —bem acima do E30. No geral, o E36 ficou mais confortável, seguro e versátil, preservando o DNA de 'carro de motorista' com maior foco no uso cotidiano.
Mercado de usados no Brasil
No mercado de seminovos brasileiro, a BMW Série 3 E36 (1990–2000) continua sendo cultuada por entusiastas e compradores que buscam prazer ao volante e enorme potencial de customização. Aparece com frequência em plataformas como Mercado Livre, Webmotors, OLX e iCarros, com oferta constante. É um modelo resistente quando bem mantido, com peças razoavelmente acessíveis e comunidade ativa.
Os preços aproximados no Brasil variam de R$ 15.000 a R$ 80.000 ou mais, dependendo da condição, quilometragem e versão (baseado em anúncios de início de 2026). Exemplares básicos —sedãs ou cupês 318i/320i dos anos 90 com alta km— partem de R$ 15.000–R$ 35.000. Modelos bem conservados como 328i costumam ficar entre R$ 40.000–R$ 70.000. Unidades impecáveis ou M3 chegam a R$ 80.000–R$ 150.000+ para baixa km ou edições especiais. O preço médio de um exemplar sólido gira em torno de R$ 40.000–R$ 60.000. Os mais procurados são cupês e sedãs 328i com câmbio manual; muitos já vêm com upgrades. A demanda segue forte nas versões pós-facelift (1996+) com faróis atualizados e refinamentos. No geral, o E36 entrega valor incrível como clássico acessível com sensação premium.

Versões e configurações comuns no mercado brasileiro
No Brasil, o E36 veio em níveis base, intermediários, esportivos e M3. No mercado atual de usados predominam base, Luxury/SE, Sport e M3, muitos adaptados às condições locais com ajustes de suspensão e proteção anticorrosão. Aqui as principais.
Base: 318i/320i, câmbio manual, interior em tecido, ABS, vidros elétricos, rádio básico. Muitos exemplares incluem extras como espelhos aquecidos ou upgrades aftermarket.
Luxury/SE: adiciona ar-condicionado automático, volante em couro, cruise control, rodas 15", airbags.
Sport: suspensão esportiva, volante M, bancos em couro, rodas 16", controle de tração ASC.
M3/Top: 3.0/3.2 S50/S52 (240–321 cv conforme spec), suspensão M, bancos tipo Recaro, diferencial autoblocante.
No mercado brasileiro predominam os seis-cilindros 2.5–2.8 L (325i/328i), com manuais muito valorizados. As versões facelift (1996+) são especialmente populares.
| Nível de Equipamento | Principais Características | Motores | Preço Aproximado no Mercado de Usados (R$) |
|---|---|---|---|
| Base | ABS, vidros elétricos, rádio básico | 1.8–1.9 L | 15.000 – 35.000 |
| Luxury/SE | Ar-condicionado, cruise, airbags | 1.8–2.5 L | 30.000 – 60.000 |
| Sport | Suspensão esportiva, couro, ASC | 2.5–2.8 L | 50.000 – 80.000 |
| M3 | Suspensão M, bancos Recaro, LSD | 3.0–3.2 L | 80.000 – 150.000+ |
Conclusão
A BMW Série 3 E36 (1990–2000) é uma ótima escolha no mercado brasileiro para entusiastas, motoristas jovens e quem procura um carro divertido e acessível para uso diário ou modificações. Não é o mais prático para família (banco traseiro apertado), mas ideal para casais, uso solo ou viagens curtas (porta-malas 435 L, dinâmica excelente).
Por que considerar: ícone eterno da BMW, dirigibilidade afiada, peças disponíveis, potencial enorme de tuning. Diante de carros novos na casa dos 300 mil+, o E36 entrega emoções premium por uma média de R$ 40.000–R$ 60.000.
Pontos de atenção na compra: corrosão (arcos de roda, soleiras —mais comum em regiões úmidas ou litorâneas), desgaste no multibraço traseiro (reparo caro), consumo de óleo e selos VANOS nos motores M50/M52, histórico completo de manutenção e km real. Inspeção em oficina especializada BMW é essencial. Com a escolha certa, o E36 segue sendo um dos BMW clássicos mais recompensadores que você pode ter.