
Mesmo em 2025, o interior do Volkswagen Tiguan 2007–2016 continua apresentando ótima aparência, montagem sólida e aquela praticidade alemã clássica. Nesta análise detalhada, examinamos como é feito o interior do Volkswagen Tiguan da primeira geração, as versões mais encontradas no Brasil, as mudanças trazidas pelo facelift de 2011 e os problemas típicos que os compradores de usados devem ficar atentos.
Materiais e design
O interior do Tiguan I segue o minimalismo clássico da Volkswagen: tudo bem posicionado, lógico e funcional. A parte superior do painel e das portas usa plástico macio ao toque, enquanto a inferior é de plástico rígido de boa qualidade que praticamente não range com o tempo. Detalhes em alumínio ou piano black só aparecem nas versões mais caras. O quadro de instrumentos é analógico com iluminação branca (passou para vermelha após o facelift de 2011), e o console central está levemente voltado para o motorista: rádio ou navegação RNS-510 na parte superior e o painel do ar-condicionado com botões redondos muito práticos na parte inferior.
A posição de dirigir é excelente: ampla regulagem de banco e volante, permitindo que motoristas altos (acima de 1,90 m) fiquem bem acomodados. Os bancos dianteiros estão entre os melhores da categoria: enchimento firme e ótimo suporte lateral. No banco traseiro cabe confortavelmente três adultos de até 1,85 m, embora o túnel central alto incomode o passageiro do meio. Há bom espaço para a cabeça mesmo com teto solar panorâmico.
O porta-malas tem 470 litros com os bancos levantados e chega a 1510 litros com eles rebatidos, formando piso quase plano. A tampa do bagageiro é rígida e sobe junto com a tampa traseira – muito prático. No fundo há estepe temporário ou kit de reparo; em raros casos, estepe de tamanho normal.

Versões no mercado brasileiro
No Brasil, o Tiguan I foi vendido oficialmente em quatro linhas principais:
- Trendline (entrada) — tecido «Dot», ar-condicionado manual, rádio básico RCD-310 (CD/MP3, 8 alto-falantes), vidros traseiros manuais, volante de plástico, rodas de aço 16".
- Comfortline — tecido «Scout», ar-condicionado automático dual-zone Climatronic, controle de cruzeiro, volante multifuncional, rodas de liga leve 17", sensores de chuva e luz, Bluetooth, vidros traseiros elétricos, apoio de braço dianteiro.
- Highline — revestimento misto (tecido + alcantara ou couro Vienna), bancos esportivos, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, faróis xenon, teto solar panorâmico (opcional), navegação RNS-510 com tela colorida de 6,5", acesso sem chave.
- Track&Field / R-Line / Sport&Style (a partir de 2011) — bancos esportivos com suporte lateral reforçado, teto preto, pedaleiras em alumínio, volante com base achatada, teto solar panorâmico frequentemente de série.
As unidades mais desejadas no mercado de usados hoje são as Highline e Sport&Style 2013–2016 com teto solar panorâmico, couro, RNS-510 e pacote de inverno (aquecimento dos bancos, lavadores de para-brisa e aquecedor auxiliar).

Atualizações do interior por ano (facelift 2011)
O facelift de junho de 2011 (modelos 2012) trouxe mudanças importantes no interior:
- Iluminação vermelha dos instrumentos no lugar da branca (menos cansaço visual à noite).
- Rádios novos: RCD-510 e RNS-510 com telas coloridas e suporte a USB/Bluetooth (antes apenas AUX).
- Ar-condicionado dual-zone de série a partir da Comfortline.
- Novos tecidos e cores: Titan Black cinza e Corn Silk bege.
- Melhor isolamento acústico: mantas adicionais nas portas e piso (modelos 2012+ são bem mais silenciosos).
- Teto solar panorâmico passou a ser opção de fábrica na Highline (antes só instalado por concessionárias).
As unidades pós-facelift (2012–2016) representam a maioria no mercado brasileiro – são facilmente identificadas pela iluminação vermelha e sistema multimídia mais moderno.
Principais defeitos do interior em Tiguan I usados no Brasil
Mesmo em 2025 o interior continua apresentável, mas a idade cobra seu preço:
- Desgaste do volante e alavanca de câmbio — o couro descasca por volta de 150–200 mil km, pior em carros de aplicativo/táxi.
- Bancos do motorista — as laterais afundam e racham, especialmente tecido e couro sintético.
- Rangidos no painel e portas — surgem após 10–12 anos, principalmente no inverno ou com temperatura baixa.
- Riscos no plástico brilhante — o piano black do console central risca com muita facilidade.
- Teto solar panorâmico — começa a ranger e vazar com o tempo (reparo 2.000–4.000 R$).
- RNS-510 — trava, perde mapas, precisa de reflash (~800 R$).
- Ar-condicionado — flapas emperram, surge cheiro de mofo (limpeza + troca de motores ≈ 1.000–1.800 R$).
- Visibilidade traseira — colunas traseiras grossas e vidro traseiro pequeno limitam a visão.
No clima brasileiro (poeira, calor intenso, chuvas fortes em algumas regiões) os interiores de tecido sujam mais rápido que os de couro, mas o couro pode ressecar e rachar com as variações de temperatura.

Conclusão: qual versão escolher em 2025
Em 2025 o interior do Volkswagen Tiguan I ainda passa uma sensação mais premium que muitos SUVs coreanos 2015–2018 e é muito superior em qualidade aos chineses. É discreto, extremamente ergonômico e durável.
Melhores escolhas no mercado brasileiro:
- Comfortline ou Highline 2012–2016 — ar dual-zone, cruise control, volante multifuncional, iluminação vermelha, multimídia decente com Bluetooth.
- Preço aproximado de mercado para exemplares em bom estado: R$ 65.000–95.000.
- Ideal — com teto solar panorâmico e aquecimento do para-brisa (muito útil em regiões frias do Sul).
Se o orçamento permitir, prefira Highline ou Sport&Style 2014–2016 com couro, navegação e teto panorâmico.
O que verificar na compra:
- Estado do volante e banco do motorista (revestimento ≈ R$ 800–1.800).
- Funcionamento do teto solar panorâmico e da cortina.
- Ausência de cheiro de mofo (fungos no sistema de ventilação).
- Todos os botões e o ar-condicionado funcionando corretamente.
- Sem modificações caseiras (capas, apliques de madeira baratos).
Com manutenção adequada, o interior do Tiguan I em 2025 ainda merece nota 8/10 – um dos maiores atrativos para escolher um exemplar bem cuidado da primeira geração no mercado brasileiro de seminovos.