
O modelo produzido entre 2006 e 2012 combina construção robusta com uma ampla variedade de motores, adaptados principalmente para os mercados norte-americanos, incluindo o Brasil. Nesta análise dos motores do Toyota RAV4 o foco está nas particularidades regionais, onde as versões a gasolina predominaram de forma absoluta sobre as diesel. Os motores do Toyota RAV4 2006–2012 variam conforme o tipo de combustível e potência, adequados às condições típicas de uso no Brasil. Design externo, interior, níveis de equipamento e pontos fracos dessa geração são abordados em outros artigos da série.
Motores e câmbios
A terceira geração do Toyota RAV4 recebeu diversos motores voltados para os mercados norte-americano e europeu. No Brasil, assim como na América do Norte, predominaram as versões a gasolina de quatro cilindros e V6, enquanto as potentes versões V6 (3.5L 2GR-FE) foram oferecidas principalmente nos Estados Unidos. Os motores principais incluem quatro-cilindros de 2.4 a 2.5 litros. Os câmbios vão de automáticos de 4 ou 5 marchas nos modelos iniciais até automáticos de 6 marchas e CVT em versões posteriores para alguns acabamentos. As opções de tração incluem dianteira (FWD) e integral (AWD) com distribuição dinâmica de torque.
Na tabela abaixo estão listadas as principais versões comumente encontradas no mercado brasileiro.
| Tipo de motor | Cilindrada | Potência | Tipo de câmbio | Tração |
| Gasolina | 2.4 L (2AZ-FE) | 166–170 cv | Automático 4 ou 5 marchas | FWD / AWD |
| Gasolina | 2.5 L (2AR-FE) | 179 cv | Automático 5 ou 6 marchas / CVT (em alguns mercados) | FWD / AWD |
| Gasolina | 3.5 L (2GR-FE) V6 | 269–270 cv | Automático 5 marchas | AWD (principalmente mercados norte-americanos) |
Os motores a gasolina com sistema VVT-i entregam ótimo equilíbrio entre desempenho e consumo, enquanto o V6 disponível oferece força extra para rodovias e capacidade de reboque no mercado brasileiro. No Brasil as versões a gasolina foram muito mais comuns devido à disponibilidade de combustível e preferências dos compradores.
Dimensões e peso
As dimensões do Toyota RAV4 III variam conforme a versão: as de entre-eixos curto eram mais comuns na Europa, enquanto as de entre-eixos longo predominaram na América do Norte e no Brasil. No mercado brasileiro a maioria dos exemplares é da carroceria longa com cerca de 181–182 polegadas, ideal para rodovias e uso familiar. O peso em ordem de marcha fica entre aproximadamente 3.400–3.700 lb dependendo do motor e tração, com peso bruto total de 4.600–4.850 lb. Os valores na tabela refletem as especificações mais comuns no mercado brasileiro.
| Parâmetro | Valor | Notas |
| Comprimento | 173–182 polegadas | Versões típicas brasileiras |
| Largura | 71.5–73 polegadas | Versões típicas brasileiras |
| Altura | 66–69 polegadas | Versões típicas brasileiras |
| Entre-eixos | 101–105 polegadas | Versões típicas brasileiras |
| Peso em ordem de marcha | 3.400–3.700 lb | Automático, FWD/AWD |
| Peso bruto total | 4.600–4.850 lb | Automático, FWD/AWD |
Essas medidas garantem boa dirigibilidade no trânsito das grandes cidades brasileiras, com altura livre do solo adequada (cerca de 7.5–8.1 polegadas) para estradas ruins e uso leve fora de asfalto.

Atualizações anuais e reestilização
Como geração já encerrada, o Toyota RAV4 III foi produzido de 2006 a 2012. As mudanças mais importantes vieram com o facelift de 2009: visual externo renovado (faróis, grade, para-choques novos), melhor isolamento acústico e aprimoramentos no interior. Foi introduzido o motor 2.5 L a gasolina (2AR-FE) para maior eficiência, e o câmbio automático de 6 marchas se estendeu a mais versões. Em 2011 houve atualizações menores em eletrônica e itens de segurança.
No mercado brasileiro os modelos pós-facelift (2009–2012) ganharam enorme popularidade graças ao maior refinamento, ao motor 2.5 L atualizado e à lendária confiabilidade. Os exemplares mais antigos (2006–2008) podem apresentar consumo elevado de óleo no 2.4 L 2AZ-FE, o que impacta o valor de revenda no mercado de seminovos.
Características de uso e pontos técnicos
Ao dirigir um Toyota RAV4 III no Brasil, a durabilidade dos motores é um dos maiores destaques. Os motores a gasolina como o 2.4 L 2AZ-FE e o posterior 2.5 L 2AR-FE oferecem longa vida útil com manutenção em dia, embora as unidades iniciais do 2.4 L (2006–2008) tenham sido propensas a consumo excessivo de óleo por problemas nos anéis de pistão — a Toyota resolveu isso com campanhas de recall/serviço. O V6 3.5 L é robusto, porém mais beberrão. Não houve versões diesel amplamente disponíveis no Brasil, por isso o foco fica nos motores a gasolina com combustível comum ou aditivado.
Consumo aproximado com base em relatos de proprietários e dados norte-americanos: os quatro-cilindros 2.4–2.5 L conseguem cerca de 20–27 mpg combinados, enquanto o V6 geralmente fica entre 19–24 mpg dependendo do estilo de direção e tração. Os câmbios são resistentes — os automáticos suportam alta quilometragem com troca regular de fluido; o sistema AWD é de baixa manutenção, mas o acoplamento pode superaquecer em uso off-road intenso.
A disponibilidade de peças no Brasil é excelente graças à enorme popularidade do modelo — peças originais e paralelas são fáceis de encontrar, com custos de manutenção razoáveis (troca de óleo ~R$ 250–500, filtros ~R$ 150–400). A reparabilidade geral é alta: o projeto facilita reparos caseiros, embora oficinas especializadas sejam recomendadas para diagnósticos avançados.
Conclusão e a melhor escolha para o mercado brasileiro
As especificações técnicas do Toyota RAV4 III reforçam sua fama de SUV compacto confiável e durável no mercado de seminovos. A combinação mais equilibrada para o Brasil costuma ser o modelo pós-2009 com motor 2.5 L a gasolina (2AR-FE), câmbio automático e tração AWD — oferece bom consumo (cerca de 21–27 mpg combinados), potência suficiente (179 cv) e capacidade para as estradas e caminhos variados do país. Os preços aproximados no mercado de usados hoje em dia variam de R$ 60.000 a R$ 130.000 dependendo do estado, quilometragem e versão (podendo ser um pouco mais altos para as unidades V6 bem conservadas). A manutenção costuma ser mais barata que a da maioria dos concorrentes e a retenção de valor é forte. Ainda assim, a escolha ideal depende da quilometragem, condição e necessidades — uma 2.4 L FWD é perfeita para uso urbano, enquanto AWD se destaca em condições mistas. Sempre confira o histórico de manutenção e verifique possíveis consumos de óleo (nos 2.4 L mais antigos) na hora da compra.