
O interior do Nissan Rogue 2013–2020 une materiais modernos e soluções inteligentes que o tornam ideal para o uso diário. Mesmo em 2026, o acabamento interno continua bastante atual no mercado de seminovos, especialmente com muitos exemplares importados da América do Norte em bom estado.
1. Visão geral do interior
Materiais e design
O interior da segunda geração do Nissan Rogue se destaca pelo uso de superfícies soft-touch no painel e portas, além de inserções em tecido ou couro dependendo da versão. O design do painel é limpo e elegante, com console central voltado para o motorista. A tela multimídia (de 5 a 7 polegadas) está bem integrada e os instrumentos analógicos são complementados por uma pequena tela digital no quadro de instrumentos. O estilo geral é moderno para a época, com linhas suaves e foco na funcionalidade do dia a dia.
O conforto dos ocupantes é excelente graças aos famosos bancos Zero Gravity da Nissan, projetados com base em estudos de anatomia para reduzir o cansaço em viagens longas. Os bancos dianteiros oferecem bom suporte lateral e ajustes múltiplos (elétricos nas versões mais caras). O banco traseiro é amplo, com espaço generoso para pernas e cabeça mesmo para passageiros altos (entre-eixos de 2.705 mm). A cabine acomoda cinco pessoas com conforto e facilita a instalação de cadeirinhas infantis.
O porta-malas tem capacidade de cerca de 1.113 litros na configuração normal e chega a aproximadamente 1.982 litros com os bancos traseiros rebatidos (divisão 40/20/40). O piso é plano e muitos exemplares contam com o prático sistema Divide-N-Hide para organizar objetos menores. Detalhes úteis incluem ganchos para sacolas, iluminação interna e porta traseira elétrica nas versões topo. Ótimo para compras grandes, equipamentos esportivos ou viagens em família pelas estradas brasileiras.

2. Versões: o que cada uma traz
Versões mais comuns no mercado brasileiro
No Brasil, o Nissan Rogue II aparece principalmente nas configurações americanas: S, SV e SL, já que a maioria dos veículos é importada. A versão de entrada S traz estofamento em tecido, ar-condicionado, piloto automático, câmera de ré e sistema de som básico. A SV adiciona ar digital dual-zone, aquecimento nos bancos dianteiros, chave presencial, rodas de 17 ou 18 polegadas e multimídia mais avançada com Bluetooth.
A topo de linha SL oferece couro nos bancos, teto solar panorâmico, navegação, som Bose, câmera 360° (Around View Monitor), faróis em LED e pacotes de assistência (monitoramento de ponto cego, alerta de mudança de faixa). As versões SV e SL pós-facelift 2017 são as mais procuradas no seminovo, graças à inclusão de Apple CarPlay e Android Auto. Confira a tabela comparativa típica:

| Versão | Estofamento | Multimídia | Ar-condicionado | Principais itens e assistências |
|---|---|---|---|---|
| S (entrada) | Tecido | Tela 5", Bluetooth | Manual | Câmera de ré |
| SV (intermediária) | Tecido + aquecimento | Tela 7", Apple CarPlay (após 2017) | Dual-zone | Chave presencial, ponto cego |
| SL (topo) | Couro | Navegação, Bose | Dual-zone | Teto panorâmico, câmera 360°, ProPILOT |
| Hybrid (rara) | Tecido/couro | Tela 7" | Automático | Modos eco |
No mercado de seminovos brasileiro, as versões S são menos comuns, enquanto as SV representam boa parte dos anúncios. Preço de mercado aproximado no Brasil para modelos 2017–2020 em bom estado geralmente fica entre R$ 105.000 e R$ 165.000 dependendo da quilometragem e conservação.
3. Evolução ano a ano dentro da geração
Principais atualizações no interior
A geração começou em 2013 (modelo 2014) com acabamento correto, mas simples. O facelift de 2017 trouxe melhorias importantes: volante redesenhado com base reta, isolamento acústico aprimorado (mais material nas portas e piso), quadro de instrumentos atualizado com tela maior e suporte a Apple CarPlay e Android Auto. Os materiais ganharam qualidade superior com mais áreas soft-touch e detalhes cromados. Também chegou o sistema ProPILOT, que melhora bastante o conforto em rodovias (controle de cruzeiro adaptativo + centralização em faixa).
Entre 2018 e 2020 as mudanças foram sutis: novas opções de cores internas (como bege substituindo alguns tons de cinza) e refinamentos na multimídia. As unidades pós-facelift costumam parecer mais modernas e silenciosas – diferencial importante nas estradas e vias irregulares brasileiras.

4. Perguntas frequentes e pontos fracos do interior
Principais reclamações
Apesar das qualidades, o Rogue II usado apresenta alguns pontos recorrentes. O isolamento acústico é uma crítica comum, principalmente antes do facelift: ruído de rolamento e vento fica perceptível acima de 100 km/h. Em condições brasileiras (asfalto ruim e buracos) isso pode gerar rangidos nos plásticos do painel e portas.
Desgaste: o tecido suja rápido, o couro pode ressecar e rachar com sol forte e variações de temperatura. O aquecimento pode parecer fraco em marcha lenta por entupimento ou ar no sistema. Infiltrações (vedações ou drenos) geram umidade e mofo sob os tapetes, especialmente em regiões chuvosas. O banco traseiro é apertado para três adultos; a visibilidade traseira é mediana por causa das colunas grossas. Plásticos rígidos riscam com facilidade e exigem cuidados constantes. A multimídia das primeiras unidades pode apresentar lentidão ou falhas no Bluetooth. No mercado seminovo, atenção redobrada com carros que sofreram batidas – verifique alinhamento de peças e cheiro persistente.
5. Conclusão: como está o interior hoje e qual a melhor escolha
Resumo final
Em 2026 o interior do Nissan Rogue II ainda passa longe de parecer ultrapassado: design clean, bancos Zero Gravity muito confortáveis e aproveitamento inteligente do espaço seguem agradando, principalmente nas versões pós-2017. No Brasil, a versão SV 2017–2020 costuma ser a mais equilibrada – ótima relação entre preço de mercado aproximado no Brasil (R$ 120.000–155.000), equipamentos (ar dual-zone, aquecimento, CarPlay) e conforto geral. Excelente opção familiar com boa liquidez no seminovo.
Na hora da compra, examine bem o estado dos bancos, ouça eventuais rangidos, teste aquecimento e multimídia e verifique sinais de infiltração ou mofo – principalmente em unidades importadas. Recomenda-se sempre vistoria completa em oficina de confiança para detectar problemas escondidos. No geral, o interior do Nissan Rogue continua sendo uma escolha confiável, prática e confortável para o uso cotidiano nas condições brasileiras.