Interior Hyundai i30 II (2011–2017): acabamento interno e versões | automotive24.center

Interior Hyundai i30 II (GD) (2011–2017) – Acabamento Interno, Versões e Principais Atualizações

O interior do Hyundai i30 II entrega um projeto prático e funcional, típico dos compactos C da década de 2010: simples, resistente e pensado para o dia a dia.

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O habitáculo do Hyundai i30 2011–2017 combina linhas limpas com conforto adequado para o uso cotidiano. Nesta análise detalhamos os principais pontos do interior – qualidade dos materiais, ergonomia, pacotes de equipamentos e evolução ao longo dos anos. O conteúdo considera exemplares comuns no mercado brasileiro de seminovos, onde o modelo chegou majoritariamente por importação ou como equivalente regional.

Visão geral do habitáculo

O interior do Hyundai i30 II (GD) adota estilo sóbrio e focado na funcionalidade. O painel e as portas trazem plásticos macios nas áreas superiores, enquanto os bancos recebem estofamento em tecido ou couro sintético conforme a versão. A qualidade dos materiais fica na média do segmento: resistentes ao uso diário, mas com possibilidade de rangidos em pisos irregulares, algo comum nessa faixa de preço. A sensação geral é neutra: sem exageros, mas construção sólida para o dia a dia.

O layout do painel de instrumentos e da central multimídia é direto: mostradores analógicos legíveis e tela central para som ou navegação nas versões mais equipadas. A ergonomia do posto de direção é bem resolvida: volante com regulagem de altura e profundidade, pedais bem posicionados e comandos de ar-condicionado e multimídia ao alcance da mão. Isso ajuda a reduzir o cansaço no trânsito intenso das grandes cidades ou em viagens mais longas.

Os bancos dianteiros contam com ajustes razoáveis e apoio lateral moderado, oferecendo espaço suficiente para cabeça e pernas na maioria dos ocupantes. O banco traseiro acomoda confortavelmente duas pessoas adultas; três é possível, mas apertado, e passageiros mais altos podem encostar os joelhos nos encostos dianteiros. A visibilidade é boa graças aos espelhos grandes e colunas finas, embora a tampa traseira do hatchback limite um pouco a visão ao manobrar.

O volume do porta-malas varia conforme a carroceria: o hatch oferece 378 litros com bancos levantados e chega a 1.316 litros com eles rebatidos. A perua (Touring) entrega 528–1.642 litros, tornando-a bem mais versátil para famílias ou quem carrega mais volume. Os bancos traseiros rebatem na proporção 60/40 formando piso quase plano. O uso diário é prático – cabe compras, carrinho de bebê ou bagagem leve, com ganchos e redes para fixação. No geral, o habitáculo do i30 II é claramente voltado para a vida urbana e suburbana, priorizando utilidade em vez de luxo.

Versões e pacotes de equipamentos no mercado brasileiro

No Brasil, o Hyundai i30 II (GD) – conhecido em alguns casos como Elantra GT ou similar – foi oferecido em diferentes níveis de acabamento adaptados às preferências locais por custo-benefício, segurança e conforto. As versões mais vistas incluem entrada, intermediárias GLS/SE e topo Premium ou Limited, na maioria importadas ou com especificação regional.

As versões de entrada traziam estofamento em tecido, inserções plásticas, sistema de som básico com CD/MP3, ar-condicionado manual, duplo airbag frontal e freios ABS. A multimídia ficava limitada a rádio simples; sem cruise control nem sensores de estacionamento na configuração mais básica.

As intermediárias agregavam acabamentos melhores: tecido combinado, volante multifuncional, ar-condicionado automático, Bluetooth/USB, até seis airbags, controle eletrônico de estabilidade (ESC) e assistente de partida em rampa. Bancos dianteiros aquecidos eram opção comum, úteis em regiões mais frias do Sul.

As topo de linha incluíam bancos em couro (total ou parcial), tela multimídia sensível ao toque com navegação, ar-condicionado digital de duas zonas, sensores de chuva, sensores de estacionamento traseiro e câmera de ré. As mais completas podiam trazer teto solar panorâmico, som premium e assistentes como alerta de ponto cego.

Características do mercado brasileiro: preferência forte por câmbio automático, ênfase em itens de segurança mesmo nas versões médias e pouca oferta de diesel em comparação com a Europa. Preços de lançamento variavam aproximadamente entre R$ 75.000 e R$ 115.000 dependendo da versão e ano.

Versão Estofamento Multimídia Ar-condicionado Segurança Principais opcionais
Entrada Tecido Rádio básico Manual ABS, 2 airbags
Intermediária (GLS/SE) Tecido melhorado Bluetooth, USB Automático ESC, 6 airbags Bancos aquecidos
Alta Couro (opcional) Tela touch Dual zone Sensores traseiros Sensor chuva
Topo/Premium Couro Navegação, som premium Dual zone Câmera, ponto cego Teto panorâmico

Evolução ano a ano e facelift 2015

O i30 II (GD) recebeu melhorias graduais. Os primeiros anos (2011–2012) tinham interior mais básico: materiais simples e painel 100% analógico. Com o tempo melhorou o isolamento acústico, surgiram novas cores de estofamento (cinza, bege) e acabamentos mais refinados.

O facelift de 2015 alterou mais o exterior, mas o interior também ganhou: plásticos mais macios no painel, apliques brilhantes, isolamento acústico reforçado (materiais extras em portas e assoalho), telas touch nas versões altas e elementos digitais parciais no quadro de instrumentos. Os materiais ficaram mais resistentes ao desgaste e a paleta de cores se ampliou.

Modelos pós-2015 costumam ter melhor valor de revenda no mercado de usados graças ao maior refinamento, menor ruído interno e tecnologia mais atual.

Problemas comuns e opiniões de proprietários

Após 100.000–150.000 km, o tecido dos bancos começa a mostrar desgaste, principalmente no assento do motorista. Os plásticos do painel riscam com facilidade e as partes brilhantes perdem o brilho com exposição solar.

Reclamações frequentes: rangidos internos em buracos, ruído de vento e pneus acima de 100 km/h por isolamento médio, espaço traseiro justo para pessoas altas. A visibilidade traseira cai em chuva forte se o filtro de cabine estiver sujo.

Cuidados: tecido acumula sujeira rapidamente; couro precisa de condicionador. Em regiões chuvosas ou com muita poeira, verifique corrosão sob os tapetes. No mercado de usados, muitos exemplares trazem marcas de uso familiar – manchas, pelos de pets. Os donos concordam: o isolamento acústico é o principal ponto fraco, mas o conforto geral é aceitável para uso urbano.

Conclusão e relevância em 2026

Em 2026, o interior do Hyundai i30 II (GD) parece datado frente aos modelos atuais: ausência de quadro de instrumentos 100% digital e integração limitada com smartphones. Ainda assim, segue sendo alternativa prática e confiável no segmento de hatches econômicos usados, com materiais resistentes e ergonomia sensata.

As versões intermediárias (GLS/SE ou equivalentes) entregam o melhor equilíbrio entre preço, equipamentos e conforto, sem pagar caro por extras de luxo. No mercado brasileiro de seminovos, os preços aproximados variam entre R$ 45.000 e R$ 75.000 dependendo da quilometragem, estado de conservação e região (faixa realista de mercado para unidades bem cuidadas).

Na hora de comprar usado, examine atentamente o habitáculo: ausência de rangidos, estado dos estofados, funcionamento da multimídia e sinais de uso intenso (manchas, odores). Recomenda-se vistoria profissional do isolamento acústico, sistema de ar-condicionado e piso sob os tapetes, considerando as condições variadas de estradas e clima no Brasil.