
O interior do Hyundai Elantra 2020–atual foi projetado priorizando o conforto no segmento de sedãs compactos, com forte ênfase em ergonomia e tecnologia embarcada. A cabine do Elantra traz formas angulares que dialogam diretamente com o design externo, oferecendo opções de acabamento escalonadas de acordo com as versões disponíveis no Brasil.
Visão geral da cabine
O interior do Hyundai Elantra CN7 segue a linguagem Sensuous Sportiness da marca, com linhas afiadas e elementos horizontais que transmitem dinamismo. Os materiais incluem plásticos macios na parte superior do painel e nas portas, com inserções em alumínio ou madeira nos acabamentos mais altos. Nas versões de entrada predominam plásticos rígidos que se mostram duráveis e fáceis de limpar, embora possam gerar pequenos ruídos ao pressionar ou em temperaturas mais baixas. A qualidade de montagem é consistente, com bons encaixes, mas alguns proprietários relatam rangidos na região do console central após algum tempo de uso.

O painel de instrumentos é claramente voltado para o motorista: cluster analógico nas versões básicas e digital nas mais equipadas, integrado de forma fluida à tela central multimídia. O console central está levemente inclinado para o condutor, facilitando o acesso aos comandos. A posição de dirigir é bem resolvida: volante com regulagem de altura e profundidade, bancos dianteiros com bom suporte lateral e ajustes múltiplos nas versões superiores. Há espaço confortável para pernas e cabeça nos bancos dianteiros, mesmo para pessoas de até cerca de 1,85 m.

O banco traseiro oferece conforto razoável para dois adultos: o entre-eixos de 2.720 mm garante boa folga para os joelhos, mas o túnel central elevado e o encosto mais estreito tornam apertado o transporte de três pessoas. Os encostos traseiros rebatem na proporção 60:40, ampliando a versatilidade para cargas. O porta-malas tem 474 litros, com piso plano ao rebater os bancos. A cabine é muito prática para uso urbano: há vários porta-objetos, suportes para copos e tomadas USB bem posicionadas. No geral, o interior do Elantra CN7 é excelente para deslocamentos diários e viagens em rodovias brasileiras.

Versões e equipamentos no mercado brasileiro
No Brasil, o Hyundai Elantra CN7 é oferecido em configurações adaptadas ao gosto local: da versão de entrada Comfort até as mais completas Limited e N Line (quando disponível). As versões privilegiam câmbio automático, motores a gasolina e equilíbrio entre preço e conteúdo. Concessionárias oficiais entregam com garantia de fábrica, e o mercado de seminovos tem muitas unidades importadas com opcionais extras.
A versão Comfort de entrada traz estofamento em tecido, ar-condicionado manual, tela multimídia de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, e pacote básico de segurança (ABS, controle de estabilidade, 6 airbags). O ar-condicionado é monozona, sem aquecimento dos bancos. Para o clima brasileiro, costumam vir com itens como espelhos retrovisores com desembaçador.

As versões intermediárias (Limited ou equivalente) agregam ar-condicionado digital dual zone, aquecimento dos bancos dianteiros e volante, câmera de ré, sensores de chuva e luminosidade, tela de 10,25 polegadas com carregamento sem fio. Os acabamentos misturam tecido e couro sintético. As assistências avançadas incluem alerta de ponto cego e assistente de manutenção em faixa.
As topo de linha Limited e N Line trazem estofamento em couro ou misto, faróis em LED, chave presencial, banco do motorista com regulagem elétrica, cruise control adaptativo e teto solar panorâmico opcional que melhora a sensação de amplitude interna. A N Line adiciona detalhes esportivos: costuras vermelhas, bancos esportivos, rodas de 17–18 polegadas e pacote de assistências mais completo, incluindo frenagem autônoma de emergência.

Característico do mercado brasileiro: as versões focam mais em conforto térmico para calor do que aquecedores, e teto panorâmico ou sistema de som premium (como Bose) aparecem principalmente nas configurações topo. Preços de tabela aproximados (sem descontos ou promoções): Comfort a partir de R$ 155.000–160.000, Limited/N Line até R$ 185.000–205.000. Preços de mercado aproximados para o Brasil.
| Versão | Principais itens do interior | Preço aproximado de mercado (R$) |
| Comfort | Tecido, ar manual, tela 8", assistências básicas | R$ 155.000–160.000 |
| Limited | Misto tecido/couro sintético, dual zone, aquecimentos, tela 10,25", carregamento sem fio | R$ 170.000–185.000 |
| N Line / Top | Couro, chave presencial, cruise adaptativo, LED, teto solar panorâmico (opcional) | R$ 185.000–205.000 |

Evolução do interior ao longo dos anos e facelift
Desde o lançamento em 2020, o Elantra CN7 recebeu várias melhorias no interior. Os primeiros modelos (2020–2022) vinham com cluster analógico nas versões básicas e tela de 8 polegadas, com isolamento acústico médio priorizando custo.
Após o facelift de 2023–2024, o interior ganhou refinamentos importantes: inserções mais macias nas portas, portas USB-C extras na frente e atrás, bandeja de carregamento sem fio otimizada, sistema de som com seis alto-falantes de série (Bose nas topo) e, em algumas unidades, retorno dos botões físicos para o ar-condicionado. O cluster digital passou a ser oferecido em mais versões. Essas mudanças deixaram a cabine bem mais moderna, embora as básicas ainda usem plásticos rígidos em áreas menos visíveis.
Itens atuais de destaque: tela de 10,25 polegadas com espelhamento sem fio e assistentes de condução mais completos. Os modelos pré-facelift parecem mais datados principalmente pelo cluster analógico e menos portas USB-C.

Comentários frequentes dos donos e pontos fracos da cabine
Em avaliações de proprietários no Brasil, o isolamento acústico limitado é bastante citado: ruído de rolamento e vento perceptível acima de 100 km/h, sobretudo nas versões de entrada. Os plásticos rígidos do console central arranham com facilidade, e o volante pode ficar brilhante ou desgastado após 50–70 mil km. Rangidos na região do porta-luvas ou portas aparecem em pisos irregulares.
O banco traseiro é criticado pela falta de espaço para três adultos e ausência de aquecimento nas versões básicas. A visibilidade é prejudicada pelos pilares grossos e teto baixo, algo notado no trânsito urbano. A manutenção do interior é simples, mas tecidos claros sujam rápido com poeira e clima tropical. Nos seminovos podem aparecer desgastes nos bancos ou marcas de uso anterior; o histórico de revisões é fundamental.

Conclusões e atualidade do interior
Em 2026 o interior do Hyundai Elantra CN7 segue bastante competitivo no segmento graças ao facelift, que trouxe portas USB-C, som melhorado e mais tecnologia de série. Atende bem às expectativas da categoria C, com ótimo equilíbrio entre conforto, equipamentos e custo-benefício.
Hoje as versões Limited costumam oferecer a melhor relação conteúdo-preço, sem pagar o sobrepreço da N Line a menos que se queira o visual e comportamento mais esportivo. Os modelos pós-facelift justificam um pequeno acréscimo pela tecnologia atualizada e garantia; unidades seminovas 2021–2023 são boas opções abaixo de R$ 110.000–130.000.
Na compra de zero, priorize versões com aquecimento de bancos, assistentes avançados e boa conectividade. Em seminovos, verifique com atenção o isolamento acústico, estado dos plásticos, ausência de rangidos e o histórico completo de manutenção.