Hyundai Elantra VII (CN7) 2020–atual: problemas comuns e pontos fracos no mercado de usados no Brasil | automotive24.center

Hyundai Elantra VII (CN7) 2020–presente — os reais problemas que os donos relatam e o que conferir na hora de comprar usado

Vamos destrinchar os defeitos que os proprietários realmente enfrentam

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A sétima geração do Hyundai Elantra (CN7), produzida desde 2020, tem várias características que os proprietários mencionam com frequência em avaliações. Os problemas do Elantra 2020–presente vão desde o isolamento acústico até detalhes do acabamento interno. Na hora de procurar um Elantra usado no mercado brasileiro, o estado do veículo exige muita atenção por causa das condições típicas de ruas, buracos e clima no país. O artigo reúne os principais pontos com base em relatos reais de donos e dados de oficinas. Para especificações completas, impressões ao dirigir e fotos do interior, confira os outros materiais da série.

Principais defeitos e características da geração

Os donos do Elantra CN7 costumam apontar vários aspectos que interferem no conforto diário e na experiência de uso. O consumo real em uso urbano na versão mais comum com motor 2.0 aspirado e transmissão IVT (transmissão continuamente variável inteligente) fica geralmente entre 9–12 km/l combinado segundo relatos de proprietários e testes locais — número razoável para o segmento, mas que pode cair bastante no trânsito pesado de São Paulo ou Rio ou com pé mais pesado. As versões híbridas (1.6 GDi HEV), menos comuns mas disponíveis via importação ou em algumas revendas, conseguem 17–20 km/l combinado, porém é preciso checar compatibilidade de software e qualidade do combustível.

As versões de entrada vêm com tela de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto (com fio na maioria); alguns donos relatam quedas intermitentes na conexão sem fio, principalmente nos carros 2020–2021. Nas versões topo com tela de 10,25 polegadas o sistema é mais estável, mas a navegação nativa quase nunca acompanha o trânsito brasileiro — a maioria prefere usar Waze ou Google Maps mesmo.

O isolamento acústico é mediano para um sedã compacto: o barulho de rolamento e pneus fica perceptível acima de 100–110 km/h, e os para-lamas traseiros transmitem mais ruído do que o esperado por causa do isolamento de fábrica limitado no porta-malas. Isso aparece bastante em rodovias com concreto ou irregularidades comuns em muitas estradas brasileiras.

A qualidade dos materiais internos varia por versão: as básicas têm muito plástico rígido que risca fácil, enquanto as mais caras trazem superfícies macias e bancos melhores. Depois de 50.000–70.000 km surgem reclamações frequentes de rangidos na maçaneta do divisor central, na tampa do porta-luvas ou em molduras internas.

A disponibilidade de peças é boa para os carros de especificação brasileira graças à rede ampla de concessionárias Hyundai. Pastilhas, discos e componentes de suspensão (trocados com frequência por causa de buracos) ficam um pouco acima da média da categoria, mas são fáceis de encontrar na rede oficial ou no mercado paralelo.

Anos e versões — o que merece atenção redobrada

Os primeiros anos (2020–2022) têm alguns relatos extras. Donos mencionam falhas eletrônicas intermitentes — perda ocasional de sinal no sistema, problemas em travas de portas ou chave. Os freios podem parecer sensíveis demais para alguns, e a suspensão é mais firme, transmitindo mais solavancos em lombadas e asfalto ruim.

Outros pontos citados incluem desgaste precoce da barra de torção da tampa do porta-malas (geralmente lado esquerdo), rangidos no console central e altura livre ao solo baixa que raspa em entradas de garagem ou quebra-molas. Não são falhas generalizadas, mas aparecem com regularidade em fóruns brasileiros e plataformas como Webmotors e OLX.

Os modelos após o facelift (2023–2024) trouxeram melhorias perceptíveis: mais superfícies macias no interior, isolamento melhor nos para-lamas e software do multimídia mais estável. O conjunto 2.0 + IVT segue sendo o mais comum no Brasil; algumas unidades importadas podem ter 1.5 CVT (menos frequente), que exige troca de fluido rigorosa (a cada 40.000–60.000 km). As híbridas e as N Line com 1.6 turbo costumam ter menos reclamações depois da atualização.

Mercado de seminovos no Brasil

No mercado brasileiro, o Elantra de sétima geração é composto majoritariamente por unidades nacionais com quilometragem entre 50.000–130.000 km. O estado da carroceria varia muito por região — carros de áreas litorâneas ou com muita umidade podem apresentar corrosão na parte inferior e nos para-lamas se não houve proteção extra. Veículos de regiões internas geralmente sofrem mais com ressecamento de plásticos internos e desbotamento da pintura pelo sol forte.

O histórico de revisões é fundamental. Carros com manutenção em concessionária Hyundai costumam ter bem menos surpresas do que os de histórico irregular. Verifique o número do chassi (VIN) com cuidado — algumas funções (assistentes de segurança, faróis, idioma do sistema) diferem entre a especificação brasileira e importados cinza. Carros com laudo de sinistro leve não são raros, por isso uma inspeção cautelosa antes da compra é indispensável.

A adulteração de hodômetro ainda acontece em alguns anúncios, então compare com notas fiscais e laudos. Os preços praticados atualmente para exemplares bem conservados 2020–2022 com 2.0 IVT em versões intermediárias a topo de linha ficam na faixa de R$ 85.000 a R$ 125.000 dependendo de km, estado e região (mais altos em São Paulo, Rio e Belo Horizonte). O preço de mercado aproximado para um Elantra usado no Brasil varia entre R$ 80.000–140.000 conforme ano e condição.

O que dá pra resolver e orçamento realista

Muitos dos incômodos do Elantra CN7 podem ser corrigidos com gastos moderados. Aplicar manta acústica adicional nos para-lamas e porta-malas reduz bastante o ruído de rolamento. Falhas no multimídia normalmente melhoram com atualização de software ou adaptador sem fio para CarPlay/Android Auto.

Rangidos no acabamento interno são resolvidos com fita feltro, lubrificante ou peças baratas de desmanche ou Mercado Livre. Desgaste da suspensão (amortecedores, buchas) aparece em média após 60.000–80.000 km em ruas brasileiras — reserve R$ 4.000–8.000 para uma revisão completa se necessário.

A prevenção de corrosão vale a pena em regiões úmidas ou litorâneas: aplicação profissional de proteção antiferrugem sai entre R$ 800–2.500 e prolonga bastante a vida útil do assoalho. Siga o plano de manutenção severa para troca do fluido da IVT (a cada 40.000–60.000 km) e evite dores de cabeça futuras.

Na compra de usado, é prudente reservar 10–20% do valor do carro para vistoria cautelosa, manutenções preventivas, proteção anticorrosiva e pequenos reparos, deixando o veículo em bom estado geral.

Conclusão e conselhos de compra

Em 2026, o Hyundai Elantra VII (CN7) continua sendo uma opção interessante no segmento de sedãs compactos, ótimo para uso na cidade e viagens. Tem design atual, bom pacote de equipamentos e ótima relação custo-benefício — mas no mercado de usados a vistoria cuidadosa é obrigatória.

As versões pós-facelift 2023–2024 com 2.0 + IVT são as mais seguras e com menos dor de cabeça para a maioria dos compradores brasileiros. As híbridas entregam economia expressiva para quem roda muito, enquanto as N Line agradam quem quer um toque mais esportivo (com manutenção um pouco mais cara).

Na hora de comprar zero, dê preferência às versões com pacote de isolamento acústico reforçado. Para seminovos, sempre exija vistoria completa: cheque corrosão na parte de baixo, confirme a quilometragem real, teste suspensão e freios na estrada e consulte todo o histórico do veículo.