
O Hyundai Sonata 2019–atual acumula diversas reclamações envolvendo desempenho, eletrônica e conforto. No mercado de usados brasileiro, um Sonata usado exige vistoria minuciosa, considerando histórico de importação e condições típicas de uso no país. Este artigo destaca os problemas mais relatados por donos e dados de oficinas. Para review completo de especificações, equipamentos e interior, confira os demais conteúdos da série.
Principais desvantagens e características dessa geração
Proprietários do Hyundai Sonata DN8 apontam vários pontos que afetam o uso diário. Na versão mais comum com motor 2.5 GDi e câmbio automático de 8 marchas, o consumo real em ciclo urbano fica entre 8–10 km/l segundo relatos —razoável para sedã médio, mas aumenta bastante no trânsito pesado ou em acelerações fortes. As versões híbridas, que aparecem no mercado de seminovos, chegam a 16–19 km/l combinado, mas pedem atenção redobrada com a qualidade do combustível.
O sistema multimídia traz tela de 8 a 12,3 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, porém há relatos frequentes de travamentos, telas que apagam ou lentidão no software. A navegação nativa nem sempre funciona bem em todas as regiões, por isso a maioria prefere usar apps do celular nas estradas brasileiras.
O isolamento acústico é considerado mediano: ruído de rolamento e vento fica perceptível acima de 110 km/h, e a falta de material extra no porta-malas amplifica o barulho das rodas traseiras. Isso se destaca mais em rodovias com pavimento irregular ou buracos.
A qualidade dos materiais internos varia conforme a versão: nas de entrada o plástico rígido risca com facilidade, enquanto nas topo de linha há apliques macios e couro. Após 70.000–100.000 km, o desgaste em peças plásticas como console central e painéis de portas é reclamação recorrente.
A manutenção pode ser mais complexa por causa da eletrônica avançada, que exige scanner de concessionária. Peças de algumas configurações importadas demoram mais para chegar. O custo de reposição de itens como vidros elétricos ou componentes de suspensão está na média do segmento, com opções paralelas amplamente disponíveis.
Versões e anos — no que prestar mais atenção
Por ser geração atual, os primeiros anos (2019–2022) apresentam particularidades. Há relatos de consumo excessivo de óleo no motor 2.5 GDi (Smartstream) após cerca de 50.000 km. Também aparecem casos de vidros elétricos dianteiros com ruído ou falha no mecanismo, embora não sejam generalizados.
Outros problemas incluem panes eletrônicas momentâneas (como telas que apagam) e suspensão um pouco dura em buracos. Não são casos em massa, mas surgem em fóruns e históricos de revisão.
O facelift 2023–2024 trouxe melhorias importantes: software multimídia mais estável, isolamento acústico reforçado e acerto de suspensão mais confortável. A configuração predominante no Brasil é a 2.5 GDi com 8AT, mas algumas unidades importadas trazem 2.0 MPI com 6AT, que vale checar quanto a consumo de óleo. As híbridas 2.0 GDi HEV costumam apresentar menos queixas após as atualizações.

Mercado de seminovos no Brasil
No Brasil, o Hyundai Sonata DN8 usado vem majoritariamente de vendas locais ou importações, com quilometragem entre 60.000–120.000 km. O estado da carroceria depende muito da região: em áreas com chuvas intensas e buracos frequentes há maior risco de danos na suspensão e lascas na pintura; em regiões costeiras ou com sal (litoral) a corrosão avança em caixas de roda, soleiras e assoalho se não houver proteção extra.
A corrosão por umidade ou sal aparece com clareza sem tratamento adicional, tornando a vistoria por baixo indispensável. Carros com histórico de revisões em concessionária costumam ter menos surpresas do que os de venda particular.
Confira originalidade e equipamentos pelo VIN: algumas configurações trazem assistentes ou multimídia adaptados para o mercado sul-americano. Quilometragem adulterada é rara, mas recomendável diagnóstico em oficina com consulta a banco de dados.
As ofertas mais comuns são 2.5 GDi 8AT nas versões intermediárias ou topo. Preço aproximado de mercado para modelos 2019–2021 em bom estado: R$ 110.000–R$ 150.000, dependendo de quilometragem, região e itens.
O que dá para corrigir e orçamento para deixar em bom estado
Muitos defeitos do Sonata DN8 são resolvidos com investimento moderado. Melhorar o isolamento acústico em portas e caixas de roda com material adicional reduz bastante o ruído externo. A estabilidade da multimídia melhora com atualização de software ou módulos extras.
Peças internas desgastadas podem ser trocadas com componentes de desmanche ou paralelos. Revisão da suspensão —amortecedores, buchas— é comum após 80.000 km em estradas brasileiras. Prevenir corrosão inclui aplicação de proteção anticorrosiva no assoalho e caixas de roda.
A manutenção programada, como troca de fluido da transmissão a cada 60.000 km, evita problemas graves. Na compra de usado, é sensato reservar 10–15% do valor para vistoria, proteção anticorrosiva e reparos pequenos, deixando o carro em condição ideal.
Conclusão e recomendações
Em 2026, o Hyundai Sonata VIII (DN8) continua sendo uma opção interessante no segmento de sedãs médios para quem busca espaço, tecnologia e bom custo-benefício. Oferece equilíbrio entre conforto e equipamentos, mas exige cuidado na hora de comprar usado.
As versões pós-facelift 2023–2024 com 2.5 GDi e 8AT são as mais recomendadas pela confiabilidade. As híbridas se destacam na economia, e as N Line com 2.5 T-GDi entregam mais desempenho —ambas com manutenção um pouco mais atenta.
Na compra, priorize exemplares com histórico completo. Faça test-drive para verificar consumo de óleo, comportamento da suspensão, funcionamento da eletrônica e condição da carroceria, especialmente em regiões mais propensas à corrosão.