
No mercado brasileiro o modelo foi oferecido principalmente na carroceria sedã, enquanto o hatchback era bem menos comum. As especificações técnicas do Hyundai Accent IV foram adaptadas às condições locais de uso e às versões realmente disponíveis. O design externo, interior, equipamentos e defeitos típicos desta geração são abordados em artigos separados da série.
Motores e câmbios
Para o mercado brasileiro e a maioria dos países da América Latina na geração RB/RC foram usados principalmente motores a gasolina atmosféricos da família Gamma com injeção multiponto (MPI). As versões diesel (1.4 CRDi e 1.6 CRDi) foram oferecidas de forma muito limitada e principalmente para a Europa Ocidental; no Brasil eram extremamente raras (quase sempre por importação paralela ou exemplares únicos). O motor 1.6 com injeção direta (GDI) não foi comum em grandes volumes no mercado local — esses motores eram direcionados principalmente para outros mercados (EUA e alguns países asiáticos).
Os conjuntos mecânicos que você realmente encontra no mercado de seminovos brasileiro:
| Tipo de motor | Cilindrada, cm³ | Potência, cv | Código do motor | Câmbio | Tração | Período de disponibilidade (aprox.) | Notas para o mercado brasileiro |
| Gasolina MPI | 1396 | 100–107 | G4FA / G4FC | Manual de 6 marchas | Dianteira | 2011–2018 | Básico e o mais comum |
| Gasolina MPI | 1396 | 100–107 | G4FA / G4FC | Automático de 4 marchas / 6 marchas | Dianteira | 2011–2017 (4 marchas até ~2015, 6 marchas depois) | Primeiros com câmbio de 4 marchas; os posteriores com o de 6 marchas |
| Gasolina MPI | 1591 | 121–123 (até 2015), 132–138 (depois) | G4FC / G4FG | Manual de 6 marchas | Dianteira | 2011–2018 | O mais popular no mercado de usados |
| Gasolina MPI | 1591 | 121–123 (até 2015), 132–138 (depois) | G4FC / G4FG | Automático de 6 marchas | Dianteira | 2012–2018 | A combinação mais procurada |
| Diesel CRDi | 1396 / 1582 | 90 / 128 | D4FC / D4FB | Manual de 6 marchas | Dianteira | 2011–2017 (raro) | Muito poucos no mercado brasileiro |
Todas as versões são de tração dianteira (2WD). A tração integral não foi oferecida na geração RB/RC.

Dimensões e peso
Os valores de dimensões e peso variavam ligeiramente conforme a carroceria (sedã ou hatchback), o ano de fabricação e o nível de equipamentos (ar-condicionado, câmbio automático, opcionais). No mercado brasileiro predominam os sedãs, por isso são mostrados os valores mais representativos do sedã.
| Parâmetro | Sedã (valores típicos) | Hatchback (valores típicos) | Observações |
| Comprimento, mm | 4370–4375 | 4115–4120 | Pequenas alterações nos para-choques após o facelift |
| Largura, mm | 1700 | 1700 | Sem espelhos |
| Altura, mm | 1457–1470 | 1450–1470 | Conforme carga e pneus |
| Entre-eixos, mm | 2570 | 2570 | Igual para toda a geração |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1040–1120 (manual), 1080–1170 (automático) | 1035–1150 | Conforme versão e câmbio |
| Peso bruto total (GVWR), kg | 1560–1630 | 1560–1610 | Aproximado |
| Volume do porta-malas (VDA), l | 465 | 370 | O sedã é visivelmente mais prático |
Atualizações por ano e facelift
A geração RB/RC recebeu um facelift importante em 2015 (código RC em alguns mercados). No mercado brasileiro as mudanças apareceram da seguinte forma:
- 2011–2014 (antes do facelift): motores 1.4 MPI (100–107 cv), 1.6 MPI (121–123 cv), câmbio automático principalmente de 4 marchas (A4CF1/A4CF2); depois passou a vir com o de 6 marchas (A6GF1/A6MF1).
- 2015–2018 (após o facelift): para-choque dianteiro renovado, grade, lanternas traseiras e pequenos ajustes no interior. O motor 1.6 MPI ganhou potência até 132–138 cv (conforme ano e mercado), e o câmbio automático de 6 marchas se tornou o principal. O de 4 marchas foi sendo descontinuado gradualmente.
- As versões diesel praticamente desapareceram das ofertas após 2015, mesmo na Europa.
No mercado de seminovos brasileiro, os modelos 2015–2017 com motor 1.6 MPI + câmbio automático de 6 marchas são considerados os mais equilibrados em confiabilidade, desempenho e disponibilidade de peças.

Características de uso e pontos técnicos
Os motores Gamma MPI (1.4 e 1.6) se mostraram bastante confiáveis quando recebem manutenção em dia. A versão mais popular no mercado brasileiro é a 1.6 MPI (cerca de 70–75% das ofertas) com câmbio automático ou manual de 6 marchas.
Consumo aproximado de combustível (baseado em relatos de proprietários brasileiros e condições reais de uso):
- 1.4 MPI: cidade 9–12 km/l, estrada 14–18 km/l, misto 11–15 km/l
- 1.6 MPI: cidade 8–11 km/l (automático), 9–12 km/l (manual), estrada 13–17 km/l, misto 10–14 km/l
O câmbio automático de 6 marchas (A6GF1) é mais confiável que o antigo de 4 marchas, mas exige troca de óleo a cada 60–80 mil km. O manual de 6 marchas é simples e durável. A suspensão é confortável e absorve bem os buracos, porém buchas e pivôs geralmente precisam de atenção por volta dos 80–120 mil km.
As peças (originais e de qualidade) são fáceis de encontrar e com preços acessíveis. A reparabilidade é excelente e a maioria das oficinas já conhece bem o modelo.
Conclusão e a melhor escolha para o mercado brasileiro
No mercado de seminovos brasileiro a combinação mais equilibrada do Hyundai Accent IV é o motor 1.6 MPI (132–138 cv) com câmbio automático de 6 marchas nos exemplares 2015–2018. Essa versão oferece desempenho aceitável, consumo moderado, boa liquidez e custos de manutenção relativamente baixos em comparação com versões mais potentes ou diesel.
A versão 1.4 MPI serve bem para uso diário tranquilo e orçamentos mais apertados, embora a dinâmica seja perceptivelmente mais fraca. As variantes diesel são muito raras e mais complicadas de manter localmente.
Na hora da compra, recomenda-se verificar o histórico de manutenção do câmbio automático, o estado da corrente de distribuição (no 1.6 após 150–180 mil km), sinais de superaquecimento e a quilometragem real.