Hyundai Accent IV (RB/RC) especificações — motor, câmbio, dimensões | notícias de carros Brasil automotive24.center

Especificações técnicas da geração Hyundai Accent IV (RB/RC) (2011–2018) — motores, câmbios e dimensões

O Hyundai Accent de quarta geração (índice RB, RC após o facelift) foi produzido entre 2011 e 2018

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No mercado brasileiro o modelo foi oferecido principalmente na carroceria sedã, enquanto o hatchback era bem menos comum. As especificações técnicas do Hyundai Accent IV foram adaptadas às condições locais de uso e às versões realmente disponíveis. O design externo, interior, equipamentos e defeitos típicos desta geração são abordados em artigos separados da série.

Motores e câmbios

Para o mercado brasileiro e a maioria dos países da América Latina na geração RB/RC foram usados principalmente motores a gasolina atmosféricos da família Gamma com injeção multiponto (MPI). As versões diesel (1.4 CRDi e 1.6 CRDi) foram oferecidas de forma muito limitada e principalmente para a Europa Ocidental; no Brasil eram extremamente raras (quase sempre por importação paralela ou exemplares únicos). O motor 1.6 com injeção direta (GDI) não foi comum em grandes volumes no mercado local — esses motores eram direcionados principalmente para outros mercados (EUA e alguns países asiáticos).

Os conjuntos mecânicos que você realmente encontra no mercado de seminovos brasileiro:

Tipo de motor Cilindrada, cm³ Potência, cv Código do motor Câmbio Tração Período de disponibilidade (aprox.) Notas para o mercado brasileiro
Gasolina MPI 1396 100–107 G4FA / G4FC Manual de 6 marchas Dianteira 2011–2018 Básico e o mais comum
Gasolina MPI 1396 100–107 G4FA / G4FC Automático de 4 marchas / 6 marchas Dianteira 2011–2017 (4 marchas até ~2015, 6 marchas depois) Primeiros com câmbio de 4 marchas; os posteriores com o de 6 marchas
Gasolina MPI 1591 121–123 (até 2015), 132–138 (depois) G4FC / G4FG Manual de 6 marchas Dianteira 2011–2018 O mais popular no mercado de usados
Gasolina MPI 1591 121–123 (até 2015), 132–138 (depois) G4FC / G4FG Automático de 6 marchas Dianteira 2012–2018 A combinação mais procurada
Diesel CRDi 1396 / 1582 90 / 128 D4FC / D4FB Manual de 6 marchas Dianteira 2011–2017 (raro) Muito poucos no mercado brasileiro

Todas as versões são de tração dianteira (2WD). A tração integral não foi oferecida na geração RB/RC.

Dimensões e peso

Os valores de dimensões e peso variavam ligeiramente conforme a carroceria (sedã ou hatchback), o ano de fabricação e o nível de equipamentos (ar-condicionado, câmbio automático, opcionais). No mercado brasileiro predominam os sedãs, por isso são mostrados os valores mais representativos do sedã.

Parâmetro Sedã (valores típicos) Hatchback (valores típicos) Observações
Comprimento, mm 4370–4375 4115–4120 Pequenas alterações nos para-choques após o facelift
Largura, mm 1700 1700 Sem espelhos
Altura, mm 1457–1470 1450–1470 Conforme carga e pneus
Entre-eixos, mm 2570 2570 Igual para toda a geração
Peso em ordem de marcha, kg 1040–1120 (manual), 1080–1170 (automático) 1035–1150 Conforme versão e câmbio
Peso bruto total (GVWR), kg 1560–1630 1560–1610 Aproximado
Volume do porta-malas (VDA), l 465 370 O sedã é visivelmente mais prático

Atualizações por ano e facelift

A geração RB/RC recebeu um facelift importante em 2015 (código RC em alguns mercados). No mercado brasileiro as mudanças apareceram da seguinte forma:

  • 2011–2014 (antes do facelift): motores 1.4 MPI (100–107 cv), 1.6 MPI (121–123 cv), câmbio automático principalmente de 4 marchas (A4CF1/A4CF2); depois passou a vir com o de 6 marchas (A6GF1/A6MF1).
  • 2015–2018 (após o facelift): para-choque dianteiro renovado, grade, lanternas traseiras e pequenos ajustes no interior. O motor 1.6 MPI ganhou potência até 132–138 cv (conforme ano e mercado), e o câmbio automático de 6 marchas se tornou o principal. O de 4 marchas foi sendo descontinuado gradualmente.
  • As versões diesel praticamente desapareceram das ofertas após 2015, mesmo na Europa.

No mercado de seminovos brasileiro, os modelos 2015–2017 com motor 1.6 MPI + câmbio automático de 6 marchas são considerados os mais equilibrados em confiabilidade, desempenho e disponibilidade de peças.

Características de uso e pontos técnicos

Os motores Gamma MPI (1.4 e 1.6) se mostraram bastante confiáveis quando recebem manutenção em dia. A versão mais popular no mercado brasileiro é a 1.6 MPI (cerca de 70–75% das ofertas) com câmbio automático ou manual de 6 marchas.

Consumo aproximado de combustível (baseado em relatos de proprietários brasileiros e condições reais de uso):

  • 1.4 MPI: cidade 9–12 km/l, estrada 14–18 km/l, misto 11–15 km/l
  • 1.6 MPI: cidade 8–11 km/l (automático), 9–12 km/l (manual), estrada 13–17 km/l, misto 10–14 km/l

O câmbio automático de 6 marchas (A6GF1) é mais confiável que o antigo de 4 marchas, mas exige troca de óleo a cada 60–80 mil km. O manual de 6 marchas é simples e durável. A suspensão é confortável e absorve bem os buracos, porém buchas e pivôs geralmente precisam de atenção por volta dos 80–120 mil km.

As peças (originais e de qualidade) são fáceis de encontrar e com preços acessíveis. A reparabilidade é excelente e a maioria das oficinas já conhece bem o modelo.

Conclusão e a melhor escolha para o mercado brasileiro

No mercado de seminovos brasileiro a combinação mais equilibrada do Hyundai Accent IV é o motor 1.6 MPI (132–138 cv) com câmbio automático de 6 marchas nos exemplares 2015–2018. Essa versão oferece desempenho aceitável, consumo moderado, boa liquidez e custos de manutenção relativamente baixos em comparação com versões mais potentes ou diesel.

A versão 1.4 MPI serve bem para uso diário tranquilo e orçamentos mais apertados, embora a dinâmica seja perceptivelmente mais fraca. As variantes diesel são muito raras e mais complicadas de manter localmente.

Na hora da compra, recomenda-se verificar o histórico de manutenção do câmbio automático, o estado da corrente de distribuição (no 1.6 após 150–180 mil km), sinais de superaquecimento e a quilometragem real.