
As especificações técnicas do Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I são voltadas para o mercado global, incluindo o Brasil, onde o modelo está disponível por meio de concessionárias oficiais e importação paralela da China. Este resumo dos motores do Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max abrange as opções de gasolina turbo e híbridas, com destaque para o espaço interno e a eficiência. Os motores do Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max 2018–atual atendem às normas locais de emissões no Brasil, com diferenças regionais na disponibilidade das versões híbridas. Abaixo estão os principais dados sobre os conjuntos motopropulsores, dimensões e características de uso no mercado brasileiro no início de 2026.
A análise detalhada do design externo, interno, versões e pontos fracos desta geração está disponível em outros artigos da série.
Motores e câmbios
Ao longo do período de produção, o Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I (2018–atual) recebeu diversos conjuntos motopropulsores. No mercado brasileiro o foco principal está nos motores a gasolina turbo, enquanto as versões híbridas estão disponíveis em regiões específicas (China e Ásia) e chegam principalmente via importação. Os motores a gasolina são o 1.5T (SQRE4T15, 147 cv), 1.6T (SQRF4J16, 197 cv) e 2.0T (SQRF4J20, 254 cv), além do híbrido 1.5T + motor elétrico (238 cv combinados). Os câmbios disponíveis são manual de 6 marchas, CVT ou DCT de 7 marchas. A tração é predominantemente dianteira (2WD), com tração integral (AWD) nas versões Pro Max em configurações específicas.
| Tipo de motor | Cilindrada, L | Potência, cv | Tipo de câmbio | Tração | Notas / Disponibilidade |
| Gasolina turbo | 1.5 (SQRE4T15) | 147 | Manual 6 marchas / CVT | 2WD | Motor de entrada nas versões iniciais, disponível no Brasil via importadores |
| Gasolina turbo | 1.6 (SQRF4J16) | 197 | DCT 7 marchas | 2WD / AWD | Em Pro / Pro Max; AWD em configurações selecionadas, disponível no Brasil |
| Gasolina turbo | 2.0 (SQRF4J20) | 254 | DCT 7 marchas | 2WD / AWD | Motor topo de linha no Pro Max, disponível no Brasil |
| Híbrido | 1.5 turbo + motor elétrico | 238 (combinados) | e-CVT | 2WD | Disponível em regiões específicas (China, Ásia); encontrado no Brasil via importação, não é oferta geral das concessionárias |

Dimensões e peso
As dimensões externas do Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I variam ligeiramente conforme a versão (Plus/Pro são mais longos). Os valores médios correspondem às versões mais comuns no mercado brasileiro. O peso em ordem de marcha varia: as versões AWD e híbridas são mais pesadas, enquanto as de base são mais leves. O peso bruto é indicado de forma aproximada para as versões de tração dianteira com DCT.
| Parâmetro | Valor | Notas |
| Comprimento, mm | 4700–4722 | Conforme a versão (Pro Max é mais longo) |
| Largura, mm | 1860 | Sem espelhos |
| Altura, mm | 1705–1746 | Com barras no teto |
| Entre-eixos, mm | 2710 | Igual em toda a geração |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1541–1710 | Mínimo 1.5T 2WD; máximo híbrido / AWD |
| Peso bruto, kg | 1990–2190 | Conforme a versão |
| Altura do solo, mm | 190–200 | Padrão / AWD |
Atualizações por ano e facelifts
O Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I continua sendo um modelo atual com vários facelifts. As principais mudanças já aconteceram: em 2020 o Tiggo 8 Plus com design e interior renovados, em 2021 o Tiggo 8 Pro com multimídia aprimorada e suspensão melhorada, e em 2023 o Pro Max com AWD e o potente 2.0T (254 cv). O facelift de 2023 trouxe nova grade frontal, faróis atualizados, DCT de 7 marchas para o 2.0T e melhor isolamento acústico. As versões iniciais 1.5T já não são mais produzidas na maioria dos mercados. As configurações mais procuradas atualmente no Brasil são o 2.0T com DCT de 7 marchas e AWD no Pro Max, e o 1.6T com DCT no Pro.
Características de uso e aspectos técnicos
No mercado brasileiro o Chery Tiggo 8 / 8 Plus / 8 Pro / Pro Max I é utilizado principalmente nas versões a gasolina, enquanto os híbridos são menos comuns por chegarem via importação. A confiabilidade dos motores é considerada média: os turbo 1.6T SQRF4J16 e 2.0T SQRF4J20 podem chegar a 150.000–200.000 km com manutenção adequada; o híbrido exige atenção especial à bateria de alta tensão. As versões mais procuradas pelos compradores brasileiros são o dinâmico 1.6T (197 cv) e o potente 2.0T (254 cv).
De acordo com relatos de proprietários e sites especializados no Brasil, o consumo real de combustível no ciclo misto fica em torno de: 1.6T — 10–12,5 km/l; 2.0T — 9–11 km/l; 1.5T — 11–14 km/l; híbrido — 14–20 km/l, dependendo do estilo de direção e das condições. Recomenda-se gasolina premium (octanagem 91 ou superior) para os motores turbo.
Os câmbios se comportam bem no geral. O CVT troca de forma suave, mas pode esquentar no trânsito intenso (recomenda-se troca de óleo a cada 40.000 km); o DCT de 7 marchas nos Pro Max é robusto; o manual de 6 marchas é simples e durável. A tração dianteira é eficiente no dia a dia, enquanto a integral AWD (no Pro Max) oferece melhor aderência em pisos molhados. As peças de reposição estão disponíveis via concessionárias e importadores com preços médios para o segmento, embora mais elevados nos componentes DCT e AWD. A reparabilidade é boa, com muitas peças compartilhadas com outros modelos Chery, mas os híbridos precisam de serviço especializado.
Resumo e melhores escolhas para o mercado brasileiro
Do ponto de vista técnico, as combinações mais equilibradas para os motoristas brasileiros são o 1.6T (197 cv) + DCT 7 marchas + 2WD e o 2.0T (254 cv) + DCT 7 marchas + AWD. O 1.6T se destaca pelo bom custo-benefício no mercado de usados, dinâmica e liquidez, ideal para uso urbano e rodoviário. O 2.0T entrega mais potência, mas com consumo maior. O híbrido chama atenção pelo baixo consumo se encontrado via importação, embora o custo de manutenção possa ser mais alto.
Na hora da escolha, recomenda-se avaliar a qualidade do combustível, os cenários de uso diário (cidade, estrada ou misto) e o histórico de manutenção. A liquidez desta geração é boa graças à presença crescente das marcas chinesas no Brasil.