
Após o lançamento em 2019 e a atualização de 2022, o modelo continua sendo oferecido em várias versões focadas principalmente na praticidade e custos de operação moderados. O design, o interior e os níveis de equipamento são analisados em detalhes em outros artigos da série; aqui vamos focar nos motores, transmissões, dimensões e nas características que realmente influenciam a escolha e o uso diário do veículo nas condições brasileiras.
Conjuntos motrizes: a linha atual para condições brasileiras
A gama de motores do Kia Soul III no mercado brasileiro é formada por motores a gasolina naturalmente aspirados com injeção direta, além da versão elétrica que vem ganhando popularidade nas grandes cidades. Não foi oferecido tração integral nesta geração — todas as versões têm tração dianteira, o que atende bem ao uso urbano e suburbano da maioria dos proprietários brasileiros. No mercado local predominam as versões a gasolina: o 1.6 GDI continua sendo a configuração mais comum graças ao bom equilíbrio entre desempenho e economia. O motor de 2.0 litros aparece com menos frequência e geralmente equipa as versões mais equipadas. Versões a diesel praticamente não são oferecidas no Brasil.
| Tipo de motor | Cilindrada, L | Potência, cv | Transmissão | Tração |
| Gasolina Gamma 1.6 GDI | 1.6 | 130–132 | Manual 6 marchas / Automático 6 marchas | Dianteira |
| Gasolina Nu 2.0 MPI / GDI | 2.0 | 147–164 | Automático 6 marchas | Dianteira |
| Motor elétrico (versão EV) | — | 201 (combinada) | Redutor de uma marcha | Dianteira |
Motores a gasolina com injeção direta oferecem boa resposta em baixas rotações e consumo aceitável. A versão 1.6 GDI é a mais popular no Brasil: o motor funciona bem com gasolina comum ou premium e, com manutenção regular, pode ultrapassar facilmente os 200 mil km. A versão elétrica vem ganhando popularidade em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades graças aos baixos custos de operação e à expansão da infraestrutura de recarga.
Transmissões e características de dirigibilidade
A transmissão manual de seis marchas se destaca pelas trocas precisas e grande durabilidade, enquanto o câmbio automático com conversor de torque, combinado aos motores a gasolina, funciona de forma suave e confiável. Na versão elétrica é utilizado um redutor de uma única marcha — uma construção simples que exige pouca manutenção. Para as condições das estradas brasileiras, a combinação mais confortável para uso na cidade é o automático com o 1.6 GDI: oferece suavidade de marcha e não exige serviço caro.

Dimensões e peso: praticidade em números
Comparado à geração anterior (PS), o Soul III ficou maior em quase todas as medidas graças à nova plataforma. O entre-eixos aumentou, o que proporciona mais espaço interno. A altura do solo de 150–160 mm (dependendo da versão e pneus) continua sendo uma das principais vantagens para o mercado brasileiro: o carro enfrenta lombadas, estradas regionais irregulares e trechos leves de terra com confiança. Após o facelift de 2022 as dimensões praticamente não mudaram.
| Parâmetro | Valor | Observação |
| Comprimento, mm | 4195 | Hatchback |
| Largura, mm | 1800 | Sem espelhos |
| Altura, mm | 1600–1618 | Depende da versão |
| Entre-eixos, mm | 2600 | Aumentado em relação à geração anterior |
| Peso em ordem de marcha, kg | 1240–1510 | Depende do motor e equipamentos (EV mais pesado) |
| Peso bruto, kg | 1700–1920 | Máximo permitido |
| Altura do solo, mm | 150–160 | Adequado para as estradas brasileiras |
O maior entre-eixos e o peso otimizado permitem que o Soul III mantenha a estabilidade nas rodovias brasileiras sem perder agilidade na cidade. O peso bruto também permite o uso de um pequeno reboque — uma opção útil para muitos proprietários brasileiros.
Atualizações dentro da geração e configurações atuais
Desde o lançamento em 2019, o Soul SK3 passou por um facelift em 2022 que afetou principalmente o design externo, equipamentos e calibração dos motores para atender normas ambientais mais rigorosas. A linha de motores permaneceu praticamente a mesma. No mercado brasileiro todas as configurações principais continuam disponíveis, incluindo a versão elétrica, que se tornou mais acessível graças a incentivos em alguns estados e expansão da infraestrutura de recarga.
Para o mercado brasileiro as versões mais populares continuam sendo as de 1.6 GDI com câmbio automático para uso urbano, e a 2.0 MPI para quem roda muito em rodovias. A versão elétrica vem ganhando adeptos nas grandes cidades devido aos baixos custos de uso.

Características de operação e números reais
De acordo com dados de sites de anúncios e fóruns de proprietários no Brasil, os motores do Soul III demonstram boa confiabilidade mesmo com mais de 200 mil km. O principal é respeitar os intervalos de troca de óleo a cada 10–12 mil km e usar combustível de qualidade. O consumo real no ciclo misto para o 1.6 GDI fica entre 7 e 9 litros por 100 km, enquanto para o 2.0 MPI varia entre 8 e 11 litros dependendo do estilo de direção e carga.
As transmissões não apresentam problemas generalizados quando recebem manutenção em dia. Peças de reposição estão amplamente disponíveis — tanto originais quanto compatíveis — através da rede de concessionárias Kia e lojas especializadas no Brasil. A facilidade de reparo do modelo se mantém em bom nível: motores e câmbios não são construções “descartáveis”, o que é especialmente importante para o mercado de seminovos no Brasil.
Em geral, o pacote técnico do Kia Soul III (SK3) oferece um excelente equilíbrio entre preço, custos de combustível, manutenção e liquidez adaptado às realidades do mercado brasileiro. Em 2026 o modelo continua atual graças à construção comprovada, que entrega eficiência e dinâmica suficiente para a maioria dos cenários de uso sem custos excessivos de manutenção.