Honda Accord 9ª geração (2013-2017) avaliação completa, especificações e preços usados no Brasil — automotive24.center

Honda Accord 9ª geração (2013-2017) — Avaliação completa da geração

A nona geração do Honda Accord (códigos CR2/CR3) foi produzida entre 2013 e 2017, representando uma fase madura, tecnológica e refinada na história desse sedã médio japonês icônico

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O modelo estreou oficialmente em janeiro de 2013 no Salão Internacional do Automóvel de Detroit, com as vendas no Brasil começando logo em seguida pela rede oficial de concessionárias Honda, embora também houvesse importações paralelas vindas dos Estados Unidos.

O Accord é construído sobre a plataforma atualizada Honda Global Midsize Platform, projetada para veículos médios com motor transversal e tração dianteira — tração integral apareceu em mercados muito específicos, mas praticamente inexistente nessa geração no Brasil.

Na linha Honda, o Accord de nona geração se posiciona como sedã médio, entre o compacto Civic e opções mais premium como Acura. Ele é voltado para motoristas que buscam um carro confortável, tecnológico e confiável para o uso diário. Seus principais destaques: design moderno e aerodinâmico, disponibilidade de versões híbridas em alguns mercados, suspensão bem acertada que equilibra conforto e estabilidade, e pacote amplo de itens de segurança.

O que mudou em relação à geração anterior?

A oitava geração (2008-2012) era reconhecida pela durabilidade e prazer ao dirigir, mas a nona trouxe evoluções importantes. O design externo ficou mais atual e elegante: comprimento em torno de 4,86 m, faróis com LEDs, grade cromada mais imponente e silhueta mais fluida com coeficiente de arrasto de 0,27.

A plataforma ganhou até 55% mais rigidez e perdeu cerca de 25 kg graças ao uso de aços de alta resistência. A linha de motores foi renovada com tecnologia Earth Dreams: 2.4 litros de quatro cilindros (185 cv), 3.5 V6 (cerca de 278 cv na especificação americana), e sistema híbrido 2.0 + elétrico (196 cv combinados) em mercados selecionados. A transmissão CVT substituiu a automática convencional na maioria das versões de quatro cilindros, melhorando o consumo. A suspensão (McPherson na dianteira, multibraço na traseira) foi recalibrada para maior conforto sem perder compostura.

O nível de conforto subiu: cabine mais espaçosa graças à maior distância entre-eixos (2.776 mm), materiais de melhor qualidade (couro, detalhes em madeira nas versões topo), e isolamento acústico bem superior. A segurança avançou com câmera de ré multiângulo de série, seis airbags, controle de estabilidade e assistente LaneWatch; recebeu nota máxima em testes de segurança na América do Norte. No geral, o Accord nona geração ficou mais refinado, eficiente e competitivo globalmente, com forte foco em economia nas versões híbridas.

Situação atual da geração

Os últimos anos trouxeram sedã com motores a gasolina 2.4 (185 cv) e 3.5 V6 (278 cv), além do híbrido 2.0 + elétrico (196 cv combinados, disponível em alguns mercados e importações). Câmbios: manual de 6 marchas (raros), CVT (maioria dos quatro cilindros) ou automático de 6 marchas (V6), sempre tração dianteira.

Principais marcos: produção iniciada em 2012, facelift em 2015 (faróis atualizados, grade redesenhada, interior aprimorado, multimídia mais moderna, suspensão refinada). Produção encerrada em 2017 com a chegada da décima geração.

As versões mais recomendadas no mercado de usados: 2.4 com CVT pelo ótimo equilíbrio entre consumo e desempenho, híbridas pelo consumo muito baixo (embora raras), e modelos pós-facelift 2015-2017 pela tecnologia e acabamento mais atuais. Essas configurações costumam entregar a melhor relação custo-benefício e estado geral.

Mercado de seminovos no Brasil

O Honda Accord de nona geração continua muito procurado no mercado brasileiro de usados. No início de 2026, há centenas de anúncios nas principais plataformas como Webmotors, OLX, Mercado Livre e iCarros, quase todos sedãs de 2013 a 2017.

O mercado se mantém estável: a maioria dos exemplares é de 2013-2017, com quilometragem entre 120.000 e 250.000 km, e condição variando conforme a manutenção. Faixas de preço aproximadas (de acordo com ano, estado, km e versão; valores realistas do mercado brasileiro atual):

Ano Versão / motor Preço aproximado (R$)
2013–2014 2.4 gasolina / LX–EX 75.000 – 105.000
2015–2016 (facelift) 2.4 gasolina / EX–Touring 90.000 – 130.000
2015–2017 3.5 V6 / Touring–EXL 110.000 – 160.000
2014–2017 (híbrido, importado) Hybrid / EX-L–Touring 85.000 – 120.000

As mais procuradas são as 2.4 com CVT nas versões EX ou Touring, e as pós-facelift 2015-2017 com menos de 180.000 km.

Versões e equipamentos comuns no mercado brasileiro

No Brasil, as configurações típicas incluem LX (entrada), EX/Sport, EX-L e Touring.

LX básica: bancos em tecido, som com CD/MP3, ar-condicionado manual, pacote de segurança padrão (ABS, controle de estabilidade, 6 airbags), rodas de 16 polegadas.

EX/Sport: tecido melhorado ou couro parcial, rodas de liga leve 17-18 polegadas, tela multimídia touch, câmera de ré, chave presencial, teto solar opcional.

EX-L/Touring: couro, som premium, bancos dianteiros aquecidos, ar digital dual zone, navegação opcional, assistentes avançados (LaneWatch), faróis full LED a partir de 2015, rodas 18 polegadas no topo. As versões V6 geralmente vêm em EX-L ou Touring com mais potência e equipamentos.

Conclusões e relevância atual

O Honda Accord de nona geração segue sendo uma excelente escolha no mercado de seminovos para quem procura um sedã médio confiável, ideal para família ou uso executivo. Ele se destaca pela lendária qualidade japonesa, custos de manutenção baixos e boa revenda.

Mesmo em 2026, a geração continua atraente graças a motores robustos, peças de reposição acessíveis e boa liquidez frente a rivais como Toyota Camry ou Nissan Altima da mesma época.

Melhores recomendações: 2.4 com CVT pela economia e prazer ao dirigir, unidades pós-facelift 2015-2017 pela tecnologia atualizada, ou híbrido (quando disponível) pelo consumo excepcional.

Na hora de comprar usado, preste atenção especial em:

  • histórico completo de manutenção (trocas de óleo em dia, correia dentada no V6 se aplicável);
  • condição da CVT e suspensão (vazamentos, ruídos);
  • quilometragem real e ausência de sinistros (consulta em bases, verificação com paquímetro);
  • corrosão na carroceria (especialmente em regiões litorâneas ou com umidade alta);
  • funcionamento da eletrônica e motor durante o test-drive.

Esta avaliação do Honda Accord mostra por que ele continua sendo uma opção inteligente e confiável no mercado de seminovos em 2026.