Interior Honda Accord 2013-2017: Qualidade do acabamento, versões e conforto | Automotive24.center

Interior da 9ª Geração do Honda Accord (2013–2017) — Cabine, Versões e Principais Características para o Mercado Brasileiro

O interior do Honda Accord de nona geração entrega um equilíbrio inteligente entre conforto do dia a dia, design prático e materiais resistentes que continuam agradando no mercado de seminovos

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A cabine do Honda Accord de nona geração foi projetada para uso confortável e prático no segmento de sedãs médios. O Accord 2013–2017 na carroceria sedã chegou com equipamentos adaptados principalmente ao mercado norte-americano, mas com várias unidades importadas para o Brasil. Confira abaixo uma análise detalhada do interior, atualizada para o mercado brasileiro de usados em 2026.

Visão geral da cabine

O layout do painel é horizontal e ajuda a transmitir sensação de amplitude. A central multimídia traz tela sensível ao toque de 8 polegadas na parte superior nas versões mais equipadas, com botões físicos para ar-condicionado e som logo abaixo. O quadro de instrumentos é analógico com display de informações adicional; nas versões topo contam com mais recursos visuais.

Os materiais incluem plásticos macios na parte superior do painel e portas, apliques em alumínio ou imitação madeira nas configurações mais caras, e bancos em tecido, couro sintético ou couro genuíno. A qualidade está alinhada ao segmento: materiais resistentes ao desgaste, montagem precisa sem folgas evidentes. Nas versões de entrada predominam plásticos rígidos nas áreas inferiores, padrão da época.

A ergonomia do posto de direção é excelente: volante multifuncional, coluna de direção regulável em altura e profundidade, alavanca de câmbio CVT ou automática bem posicionada e comandos lógicos. Pedais e alavancas são colocados de forma ideal para viagens longas sem cansaço.

Os bancos dianteiros oferecem ótimo conforto: suporte adequado, ajustes elétricos nas versões mais completas, espaço generoso para motoristas de até 1,90 m e bom apoio lombar. O banco traseiro acomoda três adultos graças à distância entre-eixos de 2.776 mm, com espaço razoável para pernas e cabeça — embora o assento central seja mais estreito e firme por causa do túnel de transmissão. Modelos mais recentes ganharam portas USB traseiras e apoio de braço rebatível.

O porta-malas tem 447 litros (cerca de 15,8 pés cúbicos), expansíveis para aproximadamente 1.262 litros com bancos rebatidos. Muito prático: piso plano, ganchos, redes e opção de tampa com acionamento elétrico. Os encostos traseiros rebatem na proporção 60/40 para maior versatilidade. No uso diário se destaca pela facilidade de limpeza, vários porta-objetos e adequação para cidade, estrada e pequenas cargas.

Versões e equipamentos no mercado brasileiro

No Brasil, o Honda Accord 2013–2017 foi importado principalmente nas versões LX, EX, EX-L e Touring, seguindo de perto as especificações norte-americanas.

LX: estofamento em tecido, apliques plásticos simples, sistema de som com CD/MP3, ar-condicionado manual, pacote de segurança básico (ABS, controle de estabilidade, 6 airbags), sem teto solar. Muitas unidades traziam retrovisores com aquecimento de série.

EX: estofamento em couro sintético ou tecido melhorado, detalhes em alumínio, tela multimídia de 8 polegadas com navegação opcional, ar-condicionado digital dual-zone, câmera de ré, monitoramento de ponto cego em alguns pacotes, teto solar disponível.

EX-L / Touring: bancos em couro, sistema de som premium, aquecimento nos bancos dianteiros (e traseiros na Touring), pacote completo de assistências (LaneWatch, cruise control adaptativo na Touring), teto solar de série, rodas de 18 ou 19 polegadas. As Touring geralmente vinham com motor V6 3.5 L, faróis de LED e navegação integrada.

Mudanças ao longo dos anos e facelift 2015

As alterações no interior foram sutis até o facelift de 2015. Os modelos iniciais (2013–2014) vinham com acabamento básico em tecido ou couro sintético, cores preto, bege e cinza, isolamento acústico padrão, multimídia de 8 polegadas nas versões altas e quadro de instrumentos analógico com display pequeno.

O facelift 2015 trouxe plásticos mais macios, couro de melhor qualidade, opções de cor ampliadas (cinza e tons marrons adicionados), melhora perceptível no isolamento acústico (materiais extras em portas e assoalho, redução de cerca de 1–2 dB), interface multimídia atualizada com melhor integração de smartphones e iluminação do quadro de instrumentos aprimorada.

Os exemplares 2015–2017 costumam preservar melhor os materiais e oferecem cabine mais silenciosa, o que os torna mais valorizados no mercado de usados. As unidades anteriores podem apresentar mais desgaste nos plásticos e se beneficiam de isolamento acústico extra, mas seguem com preços mais acessíveis.

Opiniões comuns dos donos e pontos fracos da cabine

Proprietários em fóruns e avaliações destacam a boa durabilidade, mas após 150.000–200.000 km aparecem brilhos no volante, bancos e plásticos, especialmente nos acabamentos em couro sintético. O couro genuíno resiste melhor, mas exige hidratação em climas quentes e secos.

Reclamações frequentes incluem rangidos na central e nas portas em pisos irregulares (mais comum nos pré-2015), e conforto traseiro limitado para três adultos por causa do túnel e da almofada central mais dura.

A visibilidade é razoável, mas pilares grossos e linha de cintura alta geram pontos cegos — amenizados por espelhos e câmeras nas versões mais equipadas. Interiores claros sujam rápido com poeira, sol forte ou uso intenso. A qualidade da manutenção varia, mas a maioria dos problemas é resolvida facilmente; alguns importados podem ter adaptações irregulares.

No mercado de seminovos, cabines bem cuidadas com menos de 200.000 km costumam estar em bom estado; acima disso aparecem sinais típicos de uso (trincas no painel, bancos afundados).

Conclusão e relevância atual

Em 2026, o interior do Accord de nona geração parece clássico diante dos modelos atuais: telas menores, materiais mais simples e quadro analógico não acompanham as tendências de digitalização e acabamentos premium. Ainda assim, continua extremamente funcional, confortável e durável no segmento de sedãs médios usados.

Melhores escolhas em custo-benefício no Brasil: EX ou EX-L com motor 2.4 L (couro sintético, ar dual-zone, bom pacote) ou Touring V6 (couro, som premium, assistências completas) — de preferência facelift 2015–2017 pelo melhor isolamento e refinamento. Preços aproximados no mercado de seminovos hoje: R$ 85.000–R$ 160.000 dependendo de quilometragem, estado e versão.

Na hora de comprar usado, preste atenção especial a: desgaste nos bancos e volante, trincas ou desbotamento no painel, funcionamento da multimídia e navegação, odores, sujeira nos cantos e marcas de uso intenso nos pedais e volante.