BMW não abandonará os motores de combustão interna: Estratégia da marca e futuro dos propulsores | automotive24.center

BMW se mantém firme com motores de combustão interna: Por que Munique não renuncia à gasolina e ao diesel

Enquanto grande parte da indústria automotiva avança para a eletrificação total, a BMW segue um caminho equilibrado com múltiplas tecnologias de propulsão.

twitter facebook whatsapp linkedin

A BMW traça seu próprio caminho na transição da indústria automotiva. A fabricante confirmou que os motores de combustão interna continuarão fazendo parte de sua oferta a longo prazo. Essa posição foi expressa por Jochen Goller, o executivo responsável por vendas e estratégia da marca.

“Nunca desaparecerão”

A declaração foi feita em uma entrevista com a publicação indiana Autocar e foi inequívoca: “Os motores de combustão nunca desaparecerão. Nunca”. Essa firmeza é rara em uma indústria que costuma navegar com cautela entre regulamentações e demandas do mercado. Goller deixou claro que a BMW não acredita em um cenário de “apenas veículos elétricos”.

Isso reflete a visão oficial da empresa. Veículos a gasolina e diesel continuarão tendo demanda em vários mercados ao redor do mundo.

A estratégia dos três caminhos

O que isso significa para a gama de modelos? A BMW oferecerá três tipos principais de automóveis:

  • modelos 100% elétricos,
  • versões tradicionais a gasolina e diesel,
  • híbridos e opções experimentais como veículos a hidrogênio.

A marca aposta em plataformas versáteis que permitem equipar o mesmo design com diferentes tipos de propulsão. Essa abordagem reduz custos de desenvolvimento e dá ao cliente uma escolha real.

Diferente da concorrência

Ao contrário da Mercedes-Benz e da Porsche, que separaram as linhas de elétricos e motores a combustão, a BMW aplica o mesmo linguagem de design independentemente do tipo de propulsão. O cliente não precisa abrir mão da estética ao escolher o motor.

E quanto ao meio ambiente?

Pode-se argumentar que o mundo caminha para emissões zero e que a BMW vai contra a corrente. No entanto, existem nuances. Regulamentações como Euro 7 tornaram-se tão rigorosas que muitos engenheiros as consideram desconectadas da realidade prática. Além disso, os veículos elétricos também têm impacto ambiental significativo na produção de baterias, e em muitos países a eletricidade ainda é gerada por fontes fósseis.

Por isso, uma aposta exclusiva na eletrificação não parece ser a única alternativa possível.

Preços e relevância

Atualmente, um veículo elétrico médio da BMW como o i4 ou o iX parte de 55.000 a 70.000 euros. Já as versões a gasolina das mesmas séries começam em torno de 40.000 a 45.000 euros. Essa diferença mantém os motores de combustão interna relevantes em diversos mercados por muito tempo.

As palavras de Goller destacam o valor de manter a diversidade de tecnologias de propulsão para atender às diferentes necessidades dos consumidores no mundo todo.