
O novo sistema deverá compensar a queda na arrecadação de impostos sobre combustíveis e gerar recursos adicionais para a manutenção da infraestrutura de transportes.
Como a taxa será calculada
Para veículos totalmente elétricos, a tarifa será de aproximadamente 0,022 euro por quilômetro percorrido. Proprietários de híbridos plug-in pagarão a metade: cerca de 0,011 euro por quilômetro. O valor final dependerá da quilometragem real do veículo.
Com uma quilometragem anual de 15 mil quilômetros, o proprietário de um carro elétrico pagará ao governo aproximadamente 330 euros. Para um híbrido plug-in que percorra a mesma distância, o valor será de cerca de 165 euros. A conversão considera uma taxa de câmbio aproximada, portanto o montante em euros poderá variar.
No primeiro ano de vigência do novo sistema, o governo britânico espera arrecadar cerca de 1,3 bilhão de euros. Posteriormente, a receita poderá aumentar à medida que crescer o número de veículos eletrificados nas estradas.

Por que o novo imposto se tornou necessário
Proprietários de veículos a gasolina e diesel contribuem para o financiamento da malha viária por meio dos impostos incluídos no preço dos combustíveis. Como os carros elétricos não utilizam gasolina nem diesel, sua popularização reduz gradualmente a arrecadação proveniente dos tributos tradicionais sobre combustíveis.
Ao mesmo tempo, os veículos elétricos circulam pelas mesmas estradas e exercem uma pressão semelhante sobre o pavimento. Alguns modelos pesam mais do que veículos equivalentes com motor a combustão interna devido às baterias de tração. A cobrança por quilômetro deverá distribuir os custos de infraestrutura entre diferentes categorias de transporte.
Imposto surge em meio às cotas para veículos elétricos
A nova medida surge ao mesmo tempo que as exigências para o mercado automotivo se tornam mais rígidas. Em 2026, os carros elétricos deverão representar 33% das vendas de veículos novos. Nos primeiros sete meses, a participação efetiva foi de 25,3%, o que mantém o cumprimento da meta estabelecida como um desafio para os fabricantes.
Nos anos seguintes, as metas deverão subir para 38% em 2027, 52% em 2028, 66% em 2029 e 80% em 2030. A partir desse mesmo ano, está prevista a interrupção das vendas de veículos novos equipados exclusivamente com motores a gasolina ou diesel. Alguns modelos híbridos poderão permanecer no mercado até 2035, quando todos os automóveis de passeio e furgões novos deverão atender aos requisitos para veículos com emissão zero.

Possíveis consequências para os proprietários
A cobrança pela quilometragem real acrescentará um custo recorrente que antes não existia para os proprietários britânicos de carros elétricos. Para veículos com baixa quilometragem anual, o valor permanecerá relativamente moderado, enquanto se tornará mais significativo em casos de uso intenso.
A implementação prática exigirá a criação de um mecanismo transparente para registrar a distância percorrida. O governo ainda deverá definir os procedimentos para o envio das informações, a verificação dos dados e o pagamento, garantindo ao mesmo tempo a proteção das informações pessoais.
Conclusão
O sistema tributário britânico está se adaptando gradualmente ao aumento do número de carros elétricos. A cobrança por quilômetro percorrido deverá substituir parcialmente a receita proveniente dos impostos sobre gasolina e diesel. Ao mesmo tempo, a medida mudará o cálculo do custo de uso dos veículos elétricos e equilibrará a contribuição das diferentes categorias de automóveis para o financiamento da malha viária.