Dacia amplia presença no mercado de carros com GLP na Europa

Dacia reforça posição entre os carros acessíveis movidos a GLP

A Dacia se tornou, na prática, a principal fabricante europeia de carros novos preparados para rodar com gasolina e gás liquefeito de petróleo

twitter facebook whatsapp linkedin

A procura por esses modelos cresce devido à construção relativamente simples, ao custo moderado de utilização e à grande autonomia. Os números de vendas na República Tcheca e na Alemanha mostram que o GLP continua sendo uma alternativa relevante aos carros elétricos e aos sistemas híbridos mais complexos.

Versões a gás representam metade das vendas da Dacia

Nos primeiros sete meses de 2026, foram registrados 6.101 carros novos da Dacia no mercado tcheco. Somente 63 unidades tinham propulsão totalmente elétrica, enquanto 3.043 exemplares estavam equipados com um sistema bicombustível capaz de utilizar gasolina e GLP. Dessa forma, as versões a gás responderam por quase metade das vendas locais da marca.

Para efeito de comparação, no mesmo período, a Škoda vendeu 3.411 carros elétricos na República Tcheca. Eles representaram cerca de 6% das vendas totais da empresa. Esses números correspondem a categorias distintas de veículos, mas refletem o interesse dos consumidores por carros acessíveis e com baixos custos de utilização.

Dacia praticamente não tem concorrentes

Uma situação semelhante é observada na Alemanha. Em julho, foram vendidos cerca de 1.700 carros novos movidos a GLP no país, volume 50% superior ao registrado um ano antes. Os modelos da Dacia responderam por 98% dos emplacamentos desse segmento. A participação das versões a gás nas próprias vendas da marca também cresceu de forma expressiva em um ano, passando de 15% para 29%.

Na República Tcheca, a Renault, que faz parte do mesmo grupo automotivo da Dacia, permanece entre as outras fornecedoras relevantes desses veículos. No entanto, o resultado da marca francesa foi bem mais modesto, com 154 carros registrados. A maioria das demais fabricantes praticamente abandonou as versões a gás produzidas de fábrica.

Economia no uso do GLP

O gás liquefeito de petróleo tem menor densidade energética, por isso seu consumo costuma ser cerca de 15% superior ao da gasolina. A diferença é compensada pelo preço do combustível: dependendo do país e do período, o GLP pode custar entre 40% e 50% menos que a gasolina. Como resultado, os gastos com deslocamentos permanecem menores, mesmo considerando o consumo mais elevado.

O sistema a gás também ajuda a reduzir as emissões calculadas de dióxido de carbono. Para o Dacia Bigster com GLP, por exemplo, são declarados 115 gramas de CO₂ por quilômetro. Em alguns crossovers comparáveis com sistema híbrido leve, esse valor pode chegar a 139 gramas por quilômetro.

Dois tanques de combustível e grande autonomia

Os carros da Dacia movidos a GLP mantêm tanques separados para gás e gasolina. O reservatório de gás geralmente é instalado no compartimento do estepe, o que praticamente não interfere na capacidade do porta-malas. Quando o GLP acaba, o motor muda automaticamente para gasolina, eliminando a necessidade de encontrar imediatamente um posto de abastecimento.

O uso de dois combustíveis aumenta consideravelmente a distância que o veículo pode percorrer. A autonomia homologada do Dacia Bigster chega a 1.566 quilômetros com os dois tanques totalmente abastecidos. Em condições reais, o resultado depende da velocidade, da carga do veículo, da temperatura e das condições da estrada.

Conclusão

A Dacia ocupou um nicho quase sem concorrência entre os carros a GLP produzidos de fábrica. O sistema bicombustível simples combina o uso convencional de um carro a gasolina, grande autonomia e redução dos gastos com combustível. O crescimento dos emplacamentos na República Tcheca e na Alemanha confirma a demanda consistente por esse tipo de veículo.