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O Renault mais grande e luxuoso: como ficou o novo SUV flagship

O material é dedicado ao novo crossover grande e mais premium da Renault, que já está pronto para produção em série

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O artigo analisa a origem do modelo, seu design, dimensões, tecnologia e posicionamento de mercado, além dos motivos pelos quais o veículo não será comercializado na Europa.

Origem do modelo e posicionamento

No início do ano, a Renault anunciou a preparação de um novo SUV grande de luxo sem revelar detalhes. Posteriormente, soube-se que o modelo não foi desenvolvido do zero: ele é baseado no chinês Geely Xingyue L, produzido desde 2021. A marca francesa preferiu não destacar esse fato, embora a adaptação tenha sido mais profunda do que parece à primeira vista.

O veículo recebeu o nome próprio Filante e um visual significativamente retrabalhado. Apesar da origem comum, é percebido como um modelo independente e corresponde visualmente ao status de flagship da marca.

Design e dimensões

O design exterior do novo SUV segue um estilo moderno e de luxo contido. As proporções parecem mais dinâmicas do que as do modelo chinês original, e as linhas da carroceria destacam a intenção da Renault de ingressar em um segmento superior.

O comprimento do veículo é de 4,92 metros, com entre-eixos de 2,82 metros. Trata-se do Renault de produção em série mais largo até o momento. Graças ao aumento das dimensões, o interior e o porta-malas ficaram mais espaçosos: o volume do porta-malas chega a 654 litros, significativamente maior que no modelo original.

Aspectos técnicos

O Filante é construído sobre a plataforma modular CMA e equipado com um conjunto híbrido. Na base está um motor turbo a gasolina de 1,5 litro, que trabalha em conjunto com dois motores elétricos. A transmissão é um câmbio automático DHT de três marchas, e a capacidade da bateria de tração equivale a 1,64 litro em volume energético.

A potência total do sistema atinge 250 cavalos. Considerando o peso superior a duas toneladas, a aceleração de 0 a 100 km/h leva cerca de 8 segundos. O foco principal não está no desempenho dinâmico, mas na suavidade de rodagem e na versatilidade no uso diário.

Interior e equipamentos

O interior segue uma abordagem digital. O painel frontal é ocupado por um único conjunto de três telas de 12,3 polegadas cada, integradas no sistema OpenR Panorama Screen. Complementa-o um head-up display de 25,6 polegadas.

Dependendo da versão de equipamentos, estão disponíveis:

  • sistemas de som Arkamys ou Bose,
  • teto panorâmico,
  • ar-condicionado trizona,
  • sistemas avançados de assistência ao motorista.

Geografia de vendas

A produção do modelo será estabelecida em Busan, na Coreia do Sul. As vendas começarão primeiro na Coreia do Sul, depois o veículo chegará aos mercados da América do Sul e do Oriente Médio. O mercado europeu não está nos planos da Renault, apesar do potencial do modelo para competir com SUVs grandes de marcas generalistas e premium.

Conclusão

O novo SUV flagship da Renault combina design marcante, grandes dimensões e tecnologia híbrida moderna. Apesar da plataforma compartilhada, o modelo se apresenta como uma proposta coesa e competitiva. No entanto, a geografia de vendas limitada o torna uma oferta rara, inacessível a uma parcela significativa do público potencial.