
Mesmo em 2025, o interior da Skoda Octavia 2013–2020 continua com aparência moderna e compete de igual para igual com modelos bem mais recentes. Neste artigo analisamos em detalhes como é construída a cabine da Skoda Octavia da terceira geração, as versões que foram vendidas no Brasil, o que mudou com o facelift e os problemas típicos que os compradores de usados devem ficar atentos.
Materiais e design
O interior da Octavia III combina a sobriedade alemã com as soluções práticas “Simply Clever” tchecas. A parte superior do painel e as portas recebem plástico macio ao toque; nas versões topo de linha há inserções tipo alumínio, black piano ou couro genuíno. Antes do facelift o painel de instrumentos era analógico clássico com iluminação branca; a partir de 2017 passou a oferecer como opcional o Virtual Cockpit digital completo de 12,3 polegadas.
O console central está levemente voltado para o motorista: na parte superior fica a tela sensível ao toque (de 5,8" na versão de entrada até 9,2" na topo), abaixo o comando do ar-condicionado bizona com botões redondos ergonômicos. O volante tem três ou quatro raios, revestido em couro e aquecido nas configurações mais equipadas. A posição de dirigir é uma das melhores da categoria: amplo ajuste do banco (inclusive extensão da almofada) e da coluna de direção; até pessoas acima de 2 metros se acomodam sem dificuldade. No banco traseiro há espaço soberbo: mais espaço para pernas do que em muitos sedãs médios atuais, e três adultos viajam confortavelmente graças ao piso plano.
O porta-malas é o grande destaque: liftback com 590/1580 litros, perua Combi com 610/1740 litros. Sob o assoalho há estepe temporário ou kit de reparo, ganchos, redes, tomada 12 V, piso duplo e os famosos porta-guarda-chuvas nas portas a partir da versão Style.
Versões no mercado brasileiro
No Brasil foram comercializadas oficialmente quatro linhas principais (além de algumas séries especiais):
- Active (entrada) — tecido “Active”, ar-condicionado manual, sistema de som Swing (tela 6,5", Bluetooth, USB), vidros traseiros manuais, volante plástico, rodas de aço 16".
- Ambition (conforto) — tecido “Ambition”, ar-condicionado digital bizona, piloto automático, volante multifuncional, rodas de liga 16–17", sensores de chuva e luz, sensores de estacionamento traseiros, aquecimento dos bancos dianteiros.
- Style (luxo) — estofamento misto (tecido + Alcântara ou couro), bancos esportivos, sensores dianteiros, faróis LED, teto solar panorâmico (opcional), navegação Columbus (9,2"), acesso sem chave, volante aquecido.
- Laurin & Klement / RS (topo) — couro Vienna ou Alcântara, Virtual Cockpit, sistema de som premium Canton com 12 alto-falantes, suspensão adaptativa DCC, bancos esportivos Recaro (RS), teto preto, costuras vermelhas.
As unidades mais desejadas no mercado de seminovos são as Style e L&K 2018–2020 com teto panorâmico, Virtual Cockpit, piloto automático adaptativo e pacote de inverno (aquecimento do para-brisa e bancos traseiros).
Atualizações do interior por ano (facelift 2017)
O facelift de fevereiro de 2017 (modelos 2017–2020) trouxe as mudanças mais perceptíveis no interior:
- Painel de instrumentos 100% digital Virtual Cockpit de 12,3" (opcional em Style/L&K).
- Sistemas multimídia atualizados: Bolero e Columbus com telas touch capacitivas de 8" e 9,2", compatíveis com Android Auto, Apple CarPlay e MirrorLink.
- Volante e alavanca de câmbio novos, herdados do Golf VII facelift.
- Melhor isolamento acústico: mantas extras nas portas e assoalho (modelos 2017+ bem mais silenciosos em rodovia).
- Novas cores e materiais: bege “Ivory”, marrom “Cognac” na L&K.
- Acesso sem chave KESSY e porta-malas elétrico de série a partir da Style.
As unidades pós-facelift (2017–2020) são facilmente identificadas pelos faróis “de dois andares” e pelo painel digital.

Problemas comuns no interior de Octavia III usadas no Brasil
Em 2025 o interior ainda se mantém muito bem, mas idade e condições típicas brasileiras deixam marcas:
- Desgaste do banco do motorista — laterais afundam e racham por volta de 150–200 mil km, principalmente tecido e couro sintético.
- Desgaste do volante — couro descasca entre 180–250 mil km, pior em carros de aplicativo ou frota.
- Rangidos internos — painel e console central começam a ranger após 8–10 anos, sobretudo no inverno ou com ar ligado.
- Riscos no plástico brilhante — o black piano do console risca com extrema facilidade.
- Teto solar panorâmico — com o tempo range e pode vazar (reparo ≈ R$ 4.000–7.500).
- Sistema Columbus — trava, perde mapas, precisa de atualização de software (≈ R$ 1.200–2.500).
- Ar-condicionado — molas das saídas emperram, surge mau cheiro de mofo (limpeza + troca de atuadores ≈ R$ 2.000–4.000).
Nas condições das estradas brasileiras (poeira, buracos, variações de temperatura e umidade), os interiores de tecido sujam rápido e o couro resseca e trinca com mais facilidade.
Conclusão: qual interior escolher em 2025
Em 2025 o interior da Skoda Octavia III ainda parece mais moderno que a maioria dos coreanos e japoneses 2018–2020 e não fica atrás dos chineses novos nas versões de entrada.
Melhor escolha para o Brasil:
- Ambition ou Style 2017–2020 — ar bizona, piloto automático, volante multifuncional, tela grande, aquecimento de volante e para-brisa.
- Preço de mercado aproximado dessas unidades: R$ 85.000–130.000.
- Ideal se vier com teto panorâmico e Virtual Cockpit (se o orçamento permitir).
Para o máximo de equipamentos, procure uma Laurin & Klement 2018–2020 com couro, som Canton e piloto adaptativo.
Pontos obrigatórios para conferir na compra:
- Estado do banco do motorista e volante (revestimento novo R$ 1.500–3.500).
- Funcionamento do teto solar panorâmico e cortina.
- Ausência de cheiro de mofo ou umidade.
- Funcionamento correto do multimídia e Virtual Cockpit.
- Sinais de uso intenso tipo aplicativo (desgaste excessivo, capas, odores).
Com manutenção adequada, o interior da Octavia III em 2025 ainda passa fácil por 9/10 — um dos maiores trunfos para comprar essa terceira geração no mercado brasileiro de seminovos.