
Este modelo, frequentemente importado dos Estados Unidos como Rogue (ou vendido como X-Trail em outros mercados), une confiabilidade comprovada com praticidade para o dia a dia. Neste guia detalhamos os motores do Nissan Rogue 2013–2020, os câmbios, dimensões e demais características técnicas importantes. Entender esses dados ajuda a saber exatamente o que esperar desse SUV compacto tão popular nas ruas e estradas brasileiras. Design externo, interior, versões de equipamentos e pontos fracos da geração são abordados em outros artigos da série.
Motores e Câmbios
A segunda geração do Nissan Rogue (2013–2020) ofereceu diferentes opções de conjunto motriz adaptadas a cada mercado. No Brasil predominam as unidades importadas dos EUA equipadas com o motor 2.5 litros a gasolina. Versões europeias X-Trail com motores menores ou diesel aparecem raramente. As principais combinações estão na tabela abaixo.
| Motor | Tipo/Cilindrada | Potência | Câmbio | Tração |
|---|---|---|---|---|
| QR25DE (gasolina) | Aspirado, 2.5 L | 170–176 cv | CVT (Xtronic) | Dianteira / 4x4 |
| DIG-T (gasolina) | Turbo, 1.6 L | 163 cv | Manual 6 marchas / CVT | Dianteira / 4x4 |
| dCi (diesel) | Turbo, 1.6 L | 130 cv | Manual 6 marchas / CVT | Dianteira / 4x4 |
| dCi (diesel) | Turbo, 2.0 L | 177 cv | CVT / DCT 7 marchas | 4x4 |
| Hybrid (híbrido) | Gasolina 2.0 L + motor elétrico | 176 cv (combinada) | CVT | Dianteira / 4x4 |
O motor principal nas unidades americanas é o 2.5 litros QR25DE a gasolina, com 170 cv até o facelift de 2017 e 176 cv depois. O torque máximo fica em torno de 175 lb-ft (237 Nm). Ele é sempre associado ao câmbio continuamente variável Xtronic CVT, que simula 7 marchas para melhor sensação de dirigibilidade. As opções de tração são dianteira ou integral inteligente (4x4 com sistema All-Mode 4x4-i). As versões europeias X-Trail traziam motores turbo 1.6 gasolina e diesel 1.6/2.0, muitas vezes com câmbio manual ou CVT. A versão híbrida surgiu em 2017 e oferece melhor consumo, mas é raríssima no Brasil.

Dimensões e Peso
As dimensões do Nissan Rogue II são praticamente idênticas em todas as versões, com pequenas variações conforme acabamento e mercado. Ele se enquadra perfeitamente na categoria de SUVs compactos, oferecendo espaço interno generoso e porta-malas de 39.3 a 70.0 pés cúbicos. Veja abaixo os principais dados das versões mais comuns 2.5 gasolina no mercado brasileiro.
| Parâmetro | Valor (para 2.5 gasolina CVT) | Valor (referência diesel 1.6 manual) | Tração/Câmbio |
|---|---|---|---|
| Comprimento | 182.9 in | 182.9 in | Dianteira/4x4, CVT/manual 6 |
| Largura | 72.4 in | 72.4 in | Dianteira/4x4, CVT/manual 6 |
| Altura | 67.5 in | 67.5 in | Dianteira/4x4, CVT/manual 6 |
| Entre-eixos | 106.5 in | 106.5 in | Dianteira/4x4, CVT/manual 6 |
| Peso em ordem de marcha | 3400–3640 lb | 3300–3530 lb | Dianteira/4x4, CVT/manual 6 |
| Peso bruto total | 4400–4750 lb | 4300–4630 lb | Dianteira/4x4, CVT/manual 6 |
A altura livre do solo fica entre 8.2–8.4 polegadas, o que deixa o Rogue adequado para ruas irregulares, estradas de terra leves e buracos comuns em várias regiões do Brasil. O peso varia conforme tração e equipamentos: as versões 4x4 pesam cerca de 100–200 lb a mais. Consumo real (com base em relatos de proprietários brasileiros e dados equivalentes): motor 2.5 gasolina – cidade 8–10 km/l, estrada 11–13 km/l, misto 9–11 km/l aproximadamente (varia conforme trânsito, ar-condicionado e estilo de condução).
Atualizações por Ano
A segunda geração do Nissan Rogue estreou como modelo 2014 em 2013 e recebeu um importante facelift em 2017. Antes da mudança, o motor 2.5 entregava 170 cv; depois passou para 176 cv graças a melhorias na injeção e redução de atrito interno. O câmbio CVT Xtronic foi aprimorado para maior durabilidade e suavidade. Em alguns mercados apareceu diesel 2.0 de 177 cv com opção de câmbio DCT de 7 marchas a partir de 2016. A versão híbrida (a partir de 2017) trouxe melhor eficiência, mas é extremamente rara no Brasil. O sistema 4x4 recebeu ajustes para melhor distribuição de torque. As unidades pós-facelift (2017–2020) são as mais procuradas no mercado de seminovos graças às tecnologias modernas, como o assistente ProPILOT (controle de cruzeiro adaptativo com manutenção de faixa), embora não esteja presente em todas as versões de entrada.
O que você precisa saber antes de comprar
Ao utilizar ou adquirir um Nissan Rogue II 2013–2020 no Brasil, alguns pontos técnicos merecem atenção. O motor 2.5 QR25DE a gasolina é extremamente resistente, frequentemente ultrapassando 300 mil km com trocas de óleo em dia (recomenda-se a cada 8.000–12.000 km). O câmbio CVT é sensível ao superaquecimento, especialmente em trânsito intenso ou calor elevado – muitos proprietários instalam radiador adicional (custo aproximado R$ 1.500–3.000). O sistema 4x4 é confiável, mas vale conferir o acoplamento traseiro na inspeção. Peças de reposição são fáceis de encontrar: originais Nissan em estoque e alternativas de Bosch, KYB e Denso bem mais em conta (filtro de óleo ~R$ 80–150). Atenção especial para corrosão em veículos vindos de regiões com sal nas estradas, condição da suspensão (amortecedores ~R$ 800–1.800 cada) e parte elétrica. O consumo real em uso urbano costuma ficar 1–3 km/l abaixo do esperado. Uma inspeção completa em oficina especializada antes da compra – principalmente do CVT e do sistema 4x4 – é altamente recomendada.
Conclusão
Resumindo, as especificações técnicas do Nissan Rogue II o tornam uma escolha extremamente equilibrada para o Brasil. A combinação mais desejada costuma ser o motor 2.5 gasolina (176 cv pós-2017), câmbio CVT e tração 4x4. Ela entrega um ótimo equilíbrio entre desempenho (0–100 km/h em ~9–10 segundos), consumo razoável (média 9–11 km/l) e capacidade de enfrentar ruas esburacadas e estradas de terra leves. A faixa aproximada de preço no mercado de seminovos fica entre R$ 110.000–R$ 190.000 dependendo do ano, quilometragem e estado geral (valores de referência para o mercado brasileiro 2025–2026). A manutenção continua acessível (revisão ~R$ 1.500–3.000) e a revenda se mantém forte pela boa aceitação. Versões híbridas e diesel, quando aparecem, são mais econômicas, mas com reposição de peças mais complicada. Para uso predominantemente urbano, a versão dianteira é a mais econômica. No geral, o Rogue II segue sendo um SUV familiar confiável, prático e muito adequado ao uso diário em todo o Brasil.