Mazda MX-30 sai do mercado europeu: notícias globais sobre um elétrico sem sucesso | automotive24.center

Mazda MX-30: a saída silenciosa de um dos veículos mais discretos dos últimos anos

A história do Mazda MX-30 na Europa terminou quase sem ser notada

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O modelo, concebido como um passo experimental rumo à eletrificação, deixou o mercado apenas dois anos após o lançamento da versão híbrida. Este artigo explica por que o projeto não conseguiu atrair compradores e por que seu desaparecimento provavelmente não surpreendeu concessionárias nem o mercado.

Uma ideia limitada desde o início por compromissos

O Mazda MX-30 estreou como um SUV elétrico compacto com uma filosofia pouco convencional. O veículo recebeu uma bateria pequena de 35,5 kWh, o que proporcionava uma autonomia modesta. A fabricante justificou isso com a preocupação ambiental e a redução da pegada de carbono, mas na prática essa abordagem reduziu drasticamente o grupo de potenciais compradores.

Uma característica adicional foram as portas traseiras de abertura inversa, semelhantes às da esportiva RX-8. Isso parecia justificável em um cupê, mas em um veículo familiar essa configuração diminuía a praticidade no uso diário.

Versão R-EV: uma tentativa de corrigir a situação

Na esperança de ampliar o público, a Mazda lançou a versão MX-30 R-EV. Nela foi utilizado um motor rotativo Wankel que funcionava exclusivamente como gerador para recarregar a bateria. Formalmente, isso deveria eliminar as preocupações com a autonomia e a dependência da infraestrutura de recarga.

No entanto, na prática a solução trouxe novos compromissos. Ao ligar o motor, desaparecia o silêncio característico dos veículos elétricos, e o consumo de combustível junto com a maior complexidade da construção não ofereciam vantagens perceptíveis. Para um automóvel posicionado como urbano e familiar, isso se mostrou crítico.

Vendas e realidade de mercado

Os resultados de vendas foram extremamente modestos. Em vários países, os registros do MX-30 eram contados em unidades individuais por mês, e ao longo de um ano inteiro mal chegavam a dezenas de veículos. Nem mesmo a versão R-EV conseguiu reverter a tendência.

O preço inicial do modelo na Europa girava em torno de 38.000 euros, o que o colocava em competição direta com alternativas mais práticas e tecnicamente versáteis. Ao mesmo tempo, o veículo não oferecia nem uma autonomia destacada nem vantagens dinâmicas notáveis.

Encerramento do projeto e substituição na linha

A versão puramente elétrica do MX-30 foi descontinuada antes, enquanto a híbrida R-EV permaneceu no mercado por cerca de dois anos. Não houve anúncios oficiais de grande repercussão sobre o fim da produção, mas a informação foi confirmada por representantes da empresa.

Na Europa, o MX-30 dá lugar a novos modelos elétricos desenvolvidos em parceria com fabricantes chineses. Entre eles estão veículos maiores e mais potentes, direcionados a um segmento de preço e funcionalidade diferente. Um desses crossovers tem comprimento de cerca de 4,85 m e potência próxima de 258 cv, superando claramente os parâmetros do MX-30.

Conclusão

O Mazda MX-30 tornou-se um exemplo de veículo excessivamente nichado para o mercado de massa. A autonomia limitada, as decisões de design controversas e o preço elevado impediram que o modelo se consolidasse na Europa. Como resultado, sua saída passou quase despercebida — sem perdas significativas para a marca e sem arrependimentos por parte das concessionárias.